Mostrando postagens com marcador vontade de Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vontade de Deus. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Fora da vontade de Deus

O crente que está enfrentando provações está fora da vontade de Deus? O tipo de pregação que ganhou força em anos recentes insiste na ideia de que um crente que está passando por provações está fora da vontade de Deus. Mas será que encontramos algum respaldo na Bíblia para esta ideia? Os líderes de muitos movimentos evangélicos dizem que as ovelhas do bom Pastor não passam por dificuldades, e se estão passando é porque estão fora da vontade de Deus. Vamos discorrer um pouco sobre este assunto segundo a ótica bíblica.
Jesus Cristo mesmo afirmou que neste mundo seus discípulos teriam aflições, que o discipulado não seria fácil e que muitas perseguições iriam surgir. Mas o cristianismo fácil que tem enganado muitas pessoas hoje afirma o justamente o contrário. Não podemos pregar um Evangelho que Cristo não nos ensinou, pois é dever de cada cristão ser zeloso para com as Escrituras.
Com este tipo de ensino é fácil lotar as igrejas, mas com certeza não tem nada de bíblico. Mas de acordo com o ensino da Palavra de Deus, o crente vai passar por provações para que a sua fé seja amadurecida e testada. Ou seja, o ensino das Escrituras é que faz parte da vontade de Deus para o crente o amadurecimento em meio às dificuldades que a vida neste mundo traz. A maturidade na vida do cristão é percebida no modo como ele reage no meio das situações difíceis que ele enfrentar.
Vamos pensar por um pouco na vida de Paulo. Este servo de Deus procurou durante toda a sua vida exercer com fidelidade o ministério que recebeu de Cristo: proclamar o Evangelho aos gentios. Mas o apóstolo Paulo tinha uma dificuldade que o atormentava muito e rogou a Deus por três vezes para ficar livre desta aflição. Ele estava fora da vontade de Deus porque enfrentava esta provação diariamente em sua vida? De jeito nenhum! Ele recebeu a seguinte resposta do Senhor: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Isto significa que é meio às lutas e dificuldades que surge a oportunidade de sermos aperfeiçoados pelo poder de Deus. Então, meus irmãos, as provações que nos afligem servem para moldar o nosso caráter e mostram que a vontade de Deus está sendo feito em nossa vida.
Lutas e provas são certas na vida. Portanto, não estranhe passar por dificuldades, mesmo sendo um filho de Deus. E não duvide que Deus deseja ensiná-lo em meio às provações. Nós podemos confiar que Deus tem um santo propósito ao nos levar pelo vale onde muitas lágrimas são derramadas.
Então, quando você ouvir alguém dizer que as dificuldades e lutas no seu dia a dia mostram que você está fora da vontade de Deus, mostre justamente o contrário. E tenha um coração grato ao Senhor, porque por meio das provas você pode conhecer mais a Cristo e amadurecer a sua fé, experimentando a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.



MARCOS AURÉLIO DE MELO

MEDITAÇÃO PARA O PROGRAMA DE RÁDIO

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O novo nascimento

Recentemente participei de um concurso de frases no Twitter promovido pelo ótimo site VOLTEMOS AO EVANGELHO. As frases deveriam tratar sobre o novo nascimento envolvendo a verdade bíblica sobre este tema tão presente nas Escrituras. Sendo assim, resolvi postar também aqui no Blog as frases que enviei.


"Se você nasceu de novo precisa entender que sua nova vida é resultado de um plano traçado na mente de Deus e não de sua própria vontade."

"Para que haja deleite na graça divina revelada em Cristo o homem deve ser regenerado, e assim acolherá a mensagem do Evangelho."

"O novo nascimento é condição sine qua non para que o homem desfrute da paz perfeita e adore a Deus em Espírito e em verdade."

"Nossa real condição sem o novo nascimento não nos permite comungar com Deus, por isso precisamos nascer de novo pelo Seu poder."

"Não há nada tão glorioso do que a livre ação do Pai em regenerar um homem morto em seus delitos e pecados, fazendo-o enxergar a luz."

"Sem o novo nascimento não haveria capacitação espiritual para vencer o 'eu' , e assim permaneceríamos rendidos à escravidão do pecado."

"Como uma criança recém-nascida, tal é o homem que foi regenerado por Cristo: ele necessita do genuíno leite espiritual para progredir."

"Nascer de novo é reviver para uma viva esperança ao lado de Cristo e o começo da jornada em direção à maturidade espiritual."

"O novo nascimento não é uma experiência mística que retira a lucidez. É uma obra divina que resulta em um coração disposto a obedecer."



MARCOS AURÉLIO DE MELO

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Insensibilidade para discernir

TEXTO: AGEU 1:1-11

PARA ALINHAR-SE COM A VONTADE DE DEUS O CRISTÃO PRECISA REMOVER ALGUNS OBSTÁCULOS


3º OBSTÁCULO: INSENSIBILIDADE PARA DISCERNIR A DESAPROVAÇÃO DIVINA (vs. 5 e 7)
"Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai o vosso passado." A palavra “considerar” significa refletir seriamente sobre a situação, ponderar com atenção, avaliar os fatos, analisar com cuidado. A NVI traduziu assim: "Vejam aonde os seus caminhos os levaram" e outra versão: "Pensem bem no que tem acontecido com vocês."
A história recente testemunhava contra o procedimento do povo de Israel. Havia claros indicativos que Deus não estava aprovando esta negligência da construção do templo: o dinheiro não dava para nada, o alimento não saciava, as vestimentas não tinham qualidade, a produção agrícola estava em crise, os recurso eram escassos. Enfim, a bênção de Deus não repousava sobre os que retornaram do exílio por conta da desobediência. Os fatos apontavam claramente que tinha algo errado. Todos estes acontecimentos deveriam ter chamado a atenção do povo para a desaprovação do Senhor. O grande problema é que o povo estava insensível e não teve o discernimento espiritual diante dos fatos. O profeta Ageu foi enviado pelo Senhor para mostrar que o povo não estava alinhado com a vontade de Deus, por conta desta insensibilidade espiritual.
O exemplo do rei Davi ilustra este tópico. Após cometer os pecados de adultério, mentira e assassinato, seu coração se tornou insensível. Mas o texto bíblico relata que aquele procedimento de Davi não passou despercebido aos olhos do Senhor: “Passado o luto [pela morte de Urias], Davi mandou buscá-la [Batseba] e a trouxe para o palácio; tornou-se ela sua mulher e lhe deu à luz um filho. Porém isto que Davi fizera foi mal aos olhos do SENHOR” (II Sm. 11:27). A NVI traduz assim: “o que Davi fez desagradou ao Senhor.” Mas o rei Davi não estava sensível para perceber a desaprovação divina. Apesar de toda a angústia pessoal (descrita no Salmo 32:3: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia”), somente após a repreensão do profeta Natã é que a ficha realmente caiu e Davi admitiu a sua culpa diante de Deus suplicando por misericórdia e graça (Salmo 51).
Quando o Espírito Santo nos convence de pecado, geralmente este convencimento é acompanhado de um profundo pesar no coração por termos desagradado ao Senhor. Somos incomodados por saber que ferimos ao nosso Deus que é santo, e, muitas vezes perdemos até o sono. A partir deste ponto temos duas alternativas: ou nos rendemos imediatamente e nos alinhamos com a vontade do Senhor, ou permanecemos insensíveis e continuamos desalinhados em relação à vontade divina. É como um motorista que percebe a luz do óleo acesa no painel do seu carro e tem duas alternativas: parar o carro e providenciar o conserto, ou quebrar a luz do painel e continuar sua viagem. Com certeza ele não irá muito longe!
Há muitos crentes que não percebem que estão enfrentando um período disciplinar por causa de sua desobediência. Em vários momentos os fatos indicam que Deus não está aprovando suas atitudes, mas ainda continuam cegos e com corações endurecidos. Às vezes a reprovação divina vem através de um irmão (um Natã) que nos traz um alerta com base em princípios bíblicos claros. Na maioria dos casos, a resistência diante da repreensão de um irmão se torna ainda maior e assim a consciência se torna mais insensível. O pecado ocasiona sérias lesões na consciência espiritual e tem um poder cauterizador, tornando a pessoa insensível às repreensões divinas. Mas a verdade é que não se ganha nada fazendo vista grossa diante da reprovação do Senhor. Enquanto o crente permanece mergulhado nesta insensibilidade para discernir a reprovação de Deus, é certo que ele não vai conseguir alinhar-se com a vontade do Senhor. Este obstáculo na vida do cristão é o resultado direto de um abandono da comunhão íntima e pessoal com Deus.
O crente precisa desenvolver a sensibilidade espiritual para perceber que está andando fora dos trilhos. Esta sensibilidade não nasce da noite para o dia. É um processo contínuo e crescente que se aperfeiçoa através da comunhão com Cristo e da meditação nas Escrituras. O crente que negligencia estes recursos nunca se tornará sensível diante da desaprovação divina. Deus pode utilizar situações da vida para mostrar que não está de acordo com o nosso procedimento, mas Ele nos comunica a Sua vontade principalmente por meio da Sua Palavra. É urgente a necessidade de um alinhamento com a vontade Deus conforme revelada na Bíblia.
Meu irmão, você tem percebido evidências em sua vida que mostram a reprovação de Deus por alguma atitude sua? Ultimamente, você tem sido incomodado pelo Espírito Santo de Deus para mudar de postura com relação a algum procedimento pecaminoso? Não permaneça insensível diante destas evidências e recorra a Cristo em oração o quanto antes para que o seu coração não endureça ainda mais. O crente que se mantém rebelde e insensível mesmo sendo repreendido não terminará bem (Provérbios 29:1).

MARCOS AURÉLIO DE MELO
SERMÃO EM AGEU 1

Incoerência para definir as prioridades

TEXTO: AGEU 1:1-11

PARA ALINHAR-SE COM A VONTADE DE DEUS O CRISTÃO PRECISA REMOVER ALGUNS OBSTÁCULOS

2º OBSTÁCULO: A INCOERÊNCIA PARA DEFINIR AS PRIORIDADES (Vs. 3, 4 e 9c)
"É tempo de habitardes vós em casas apaineladas (casas de fino acabamento), enquanto esta casa permanece em ruínas?" (vs. 4) e "cada um de vós corre por causa de sua própria casa” (vs. 9c). A NVI traduziu da seguinte forma: “cada um de vocês se ocupa com a sua própria casa.”

Para o povo de Israel pós-exílico, que não estava alinhado com a vontade do Senhor, o luxo deveria vir primeiro. Eles estavam construindo casas “apaineladas” – isto é, de fino acabamento. A ideia original do versículo aponta para forros feitos de cedro, um tipo de madeira nobre e requintada. As casas construídas com perfeição eram uma prova cabal de que o povo tinha outras prioridades, por exemplo, conforto e segurança. Os judeus resolveram investir em mansões belíssimas e deixaram de lado o projeto de reconstrução do templo do Senhor. O povo foi incoerente ao evitar os investimentos na casa do Senhor e priorizar investimentos astronômicos em suas próprias casas.
A incoerência para definir prioridades é claramente perceptível neste texto. O judeu sem um templo fica sem fundamentos, porque toda a lei mosaica estava alicerçada em sacrifícios no templo e festas anuais. Nesta época, todas as cerimônias e comemorações judaicas estavam em plena vigência mesmo após o cativeiro na Babilônia. Assim, seria imprescindível que o povo judeu reconstruísse primeiro o templo, onde poderiam oferecer holocaustos e ofertas pacíficas pelo pecado da nação e por pecados individuais. Mas a prioridade ao retornar do exílio não foi essa, tendo em vista que o povo se ocupou em erguer palácios onde dormiriam confortavelmente. Após 70 anos de cativeiro, a prioridade deveria ser reconstruir com diligência o lugar onde poderiam adorar ao Deus Eterno.
A escolha feita pelo sobrinho de Abraão, Ló, serve para ilustrar como as prioridades equivocadas atrapalham a nossa vida. Em Gênesis 13: 10-13, lemos o seguinte: “Levantou Ló os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada (antes de haver o SENHOR destruído Sodoma e Gomorra), como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, como quem vai para Zoar.” Ele foi armando suas tendas mais e mais perto da cidade de Sodoma, onde os homens eram maus e grandes pecadores contra o SENHOR. Ló fez sua escolha com base em prioridades estritamente vantajosas sob o ponto de vista humano. Mas o homem espiritual guia-se pelo que é importante sob o ponto de vista de Deus. A prioridade do crente deve ser viver como cidadão do reino de Deus, em justiça e santidade, sem iludir-se com o “canto da sereia” deste mundo (1 Jo. 2:15).
Quem deseja seguir a Jesus Cristo deve fazê-lo prioritariamente, sem ocupar-se com assuntos periféricos. Muitas pessoas estão atreladas aos encantos deste mundo e por isso nunca priorizam um relacionamento vivo e autêntico com Cristo. Nesta sociedade competitiva em que impera “a lei da selva” (vence o mais forte), as prioridades estão relacionadas com simplesmente “ganhar a vida.” Mas Jesus faz uma pergunta que vai direto ao xis da questão: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt. 16:26). Em outra ocasião alguém se apresentou e recebeu o chamado de Jesus para segui-Lo: "A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Mas Jesus lhe respondeu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos" (Lc. 9: 59,60). Jesus não estava pedindo ao homem que desrespeitasse seu pai (que ainda estava vivo), mas sim que colocasse em ordem suas prioridades. A prioridade daquele homem não era seguir resolutamente a Cristo, mas sim, receber a sua parte da herança após a morte do seu pai. Para provar se alguma coisa é a nossa prioridade máxima devemos observar o que estamos dispostos a sacrificar para realizá-la ou tê-la.
Em que aplicamos nossos recursos e talentos prioritariamente? O fato é que nossos valores e prioridades são refletidos na maneira como usamos nossos recursos - tempo, dinheiro, força e talentos. Com certeza, recursos e talentos devem estar a serviço de nosso Salvador, pois fomos comprados com alto preço. O comprometimento integral só será possível à medida que Deus e seu Reino se tornarem os valores mais importantes para nós. Por isso, devemos examinar as nossas prioridades diariamente a fim de constatarmos onde está o peso maior: nos nossos prazeres imediatos ou na vontade de Deus? Será se o bezerro do Senhor não é o primeiro a ser sacrificado?
Quando afirmamos verbalmente que amar a Deus sobre todas as coisas é o primeiro e maior mandamento, devemos viver de modo coerente com esta afirmação. Se Deus é o nosso dono e Cristo é o nosso exemplo, precisamos ser coerentes ao definir nossas prioridades. Para estabelecer nossas prioridades, é importante lembrar que as mesmas coisas que eram importantes para Jesus devem ser importantes para nós. Se alguma coisa tinha grande prioridade para Ele, isso também tem que ter prioridade para nós. Você está com falta de apetite pelo que é celestial? Como está o seu apetite pelas coisas que são do alto? As prioridades que envolvem valores espirituais estão incluídas nos seus planos para este ano? Quais são as suas prioridades para este ano de 2011?

OBS.: ESTE SERMÃO FINALIZA NA PRÓXIMA POSTAGEM.

Indisposição para agir prontamente

TEXTO: AGEU 1:1-11

PARA ALINHAR-SE COM A VONTADE DE DEUS O CRISTÃO PRECISA REMOVER ALGUNS OBSTÁCULOS

1º OBSTÁCULO: A INDISPOSIÇÃO PARA AGIR PRONTAMENTE
"Não veio ainda o tempo, o tempo em que a Casa do SENHOR deve ser edificada." (vs. 2)

A alegação do povo era de que o tempo para edificar a Casa do Senhor não tinha chegado ainda. Apesar de a obra ter ficado parada por 20 anos, o povo não tinha pressa em reconstruir o templo. A inércia do povo demonstrava o seu total desinteresse em ver a obra recomeçar, e por isso davam tempo ao tempo. Este comportamento indolente mostra claramente que seus corações não estavam inflamados pela necessidade de adorar ao Senhor novamente no seu Santo Templo. “Não veio ainda o tempo”, era um modo de expressar a completa indisposição deles em recomeçar a obra que estava abandonada. O decreto expedido pelo rei persa Dario exigia que a obra de reconstrução do templo fosse feita com pontualidade (Ed. 6:12), mas mesmo com este decreto não houve maiores avanços na obra até a exortação do profeta Ageu.
Quando Cristo convocou os seus discípulos, observamos uma palavra que expressa prontidão: “imediatamente” ou “no mesmo instante” (Mt. 4:22, 22). Os discípulos que eram pescadores deixaram imediatamente suas redes e seguiram a Jesus. Da mesma forma quando Deus requisitou que o filho de Abraão fosse oferecido como sacrifício no monte Moriá, não houve nenhuma morosidade da parte de Abraão em atender à ordem do Senhor. Ele prontamente obedeceu (Gn. 22). Outro exemplo é encontrado no livro de Atos. Filipe recebeu uma ordem: “Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi” (Atos 8:26). Não houve nenhuma relutância da parte de Filipe, pois ele estava interessado em fazer a vontade de Deus em qualquer lugar que fosse. O chamado de Deus exige prontidão e disposição, pois a falta de diligência é um atestado de nosso desalinhamento com a vontade do Senhor.
Outro nome para este obstáculo na vida do crente é “procrastinação” – a palavra vem do latim procrastinatus: pro (à frente) e crastinus (de amanhã). A procrastinação na vida cristã é um grande empecilho para o crente alinhar-se com a vontade do Senhor. O ditado que se tornou prática para muitos cristãos é “nunca deixa para fazer amanhã, o que você pode fazer depois de amanhã.” E enquanto houver amanhã, a morosidade persiste. Quando o crente se torna dominado por esta apatia e sem disposição para agir com a urgência devida, é sinal de um grave descompasso com a agenda divina. O sábio Salomão nos deixou a seguinte advertência: “Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará” (Eclesiastes 11:4).
O crente não pode ser um prisioneiro da procrastinação, sempre arrumando desculpas para a sua letargia. O cristão que deseja alinhar-se com a vontade do Senhor, precisa ter prontidão para agir no tempo que se chama HOJE. No livro aos Hebreus 3:7-8, o autor desafia os leitores a uma postura diferente do povo de Israel que não entrou na terra prometida: “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto.” Não podemos protelar as mudanças que Deus requer que façamos em nossas vidas hoje. Não podemos ser tão morosos em realizar a obra do Senhor. A procrastinação é um pecado que nos afasta de exercer as responsabilidades que Deus nos dá hoje.
A morosidade espiritual contamina toda a nossa vida. As mudanças que Deus requer de nós muitas vezes são adiadas e os ajustes que precisam ser feitos, são deixados para “depois”. Como já sabemos, existem crentes que são eternas promessas – nunca resolvem tomar uma atitude para alinhar-se com a vontade de Deus e sempre estão afundados numa letargia espiritual. Assim, resolvem procrastinar decisões que são urgentíssimas em suas vidas e, por isso, sofrem as conseqüências desta negligência. Entra ano e sai ano e nada de efetivo é observado em suas vidas. As orientações divinas para o crente devem ser implantadas imediatamente, isto é, sem delongas. Muitos crentes estão com suas vidas estagnadas porque nunca se dispõem a agir com diligência.
Existe alguma decisão, posicionamento ou atitude que está sendo protelada e adiada? Deus nos apresenta por meio da Bíblia algumas mudanças que precisamos empreender com urgência em nossas vidas. Será que você está negociando condições para perdoar alguém enquanto observa o tempo passar? Ou será que existe alguma ajuda que você pode prestar a alguém e ainda não deu o primeiro passo? Lembre-se de Provérbios 3:27-28: “Quanto lhe for possível, não deixe de fazer o bem a quem precisa. Não diga ao seu próximo: ‘Volte amanhã e eu lhe darei algo’, se pode ajudá-lo hoje.” Quais são os ajustes em sua vida que estão sendo adiados há muito tempo? Hoje é o tempo para realizar tais ajustes, para a glória de Deus. Enquanto não removermos o obstáculo da indisposição para agir prontamente, não estaremos aptos para experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus em nosso viver.

OBS.: ESTE SERMÃO CONTINUA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um alinhamento indispensável

TEXTO-BÍBLICO: AGEU 1:1-11

INTRODUÇÃO

O alinhamento e o balanceamento veicular são fundamentais, uma vez que o sistema de suspensão e os pneus estão expostos a um processo normal de desgaste em função das condições de uso do veículo. O uso indevido do veículo e a má conservação de estradas (buracos, pedras, ausência de asfalto) contribuem para acelerar o processo de desgaste dos componentes do sistema de suspensão e direção, o que além de comprometer a dirigibilidade do veículo, aumenta o consumo de combustível.
Por esses motivos recomenda-se uma análise periódica no sistema de suspensão do veículo através de equipamentos apropriados para realizar ajustes corretivos, seguindo tolerâncias específicas de cada veículo determinadas pelos próprios fabricantes. Para evitar acidente ou maiores prejuízos, é importante fazer o alinhamento a cada 5.000km rodados ou a cada troca de pneus, ou antes de realizar uma viagem. O alinhamento dos faróis também é um importante item de segurança que necessita periodicamente ser verificado, para evitar o ofuscamento dos outros motoristas.
Mas hoje eu gostaria de abordar sobre outro tipo de alinhamento. Muito mais importante do que ter os pneus do carro devidamente alinhados, é indispensável que a vida do crente esteja devidamente alinhada com a vontade de Deus. Este alinhamento com a vontade de Deus precisa ser contínuo para que graves problemas não aconteçam. Não podemos esperar a data de uma “revisão espiritual”, é importante diagnosticar se estamos alinhados com a vontade de Deus diariamente. Sabemos que é perigoso fazer uma viagem com o veículo desalinhado, mas é extremamente mais perigoso estar com a vida desalinhada com a vontade do Senhor.

O texto bíblico em Ageu 1: 1-11 nos apresenta a exortação do profeta Ageu a um povo que estava totalmente desalinhado com a vontade do Senhor. Lembremos que a vontade de Deus era bem clara: o seu templo deveria ser reerguido para que o povo se ajuntasse em adoração novamente. O verso 8 não deixa dúvidas: "Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; dela me agradarei e serei glorificado, diz o SENHOR." O que é agradável a Deus deve ser agradável também ao cristão.
Deus despertou até reis ímpios para cumprir os Seus desígnios – todo o processo de retorno do exílio prova que a boa mão do Senhor estava governando a história. Ciro, o rei da Pérsia, emitiu um decreto autorizando o retorno dos exilados para reconstruir o templo em Jerusalém (Ed. 1:1-4). Não há duvida de que sob a vontade soberana de Deus, o reinado de Ciro foi usado para levar os israelitas de volta à sua terra natal, depois de permanecerem setenta anos no exílio. Desta forma, muitas pessoas começaram a voltar para Jerusalém. A reconstrução do templo foi iniciada, mas logo foi abandonada. Depois de aproximadamente 20 anos, no ano 520 a.C, o profeta Ageu entra em cena para despertar o povo. As palavras de Ageu neste contexto serviram para alinhar o povo com a vontade de Deus. Então, tendo como base as advertências feitas por intermédio do profeta Ageu, eu gostaria de afirmar o seguinte:

“PARA ALINHAR-SE COM A VONTADE DE DEUS O CRISTÃO PRECISA REMOVER ALGUNS OBSTÁCULOS”

O desejo de todo crente deve ser alinhar-se com a vontade de Deus, para que o seu viver seja agradável ao Senhor. Se não é este o nosso sincero desejo, estamos perdendo o nosso tempo. O cristão genuíno almeja sempre estar no rumo certo, desfrutando cada dia da boa, perfeita e agradável vontade de Deus.
Deus requer dos seus filhos um comportamento condizente com a Sua Vontade revelada nas Escrituras. Quando a vida do crente está desalinhada em relação à vontade de Deus é porque existem certos obstáculos que não foram removidos. Qualquer obstáculo que nos impede de realizar a vontade de Deus não pode ser tolerado. Se estivermos rendidos diante destes obstáculos, é um claro sinal de não estamos vivendo para a glória de Deus. É por isso que é relevante identificar e remover estes obstáculos, para que possamos prosseguir na caminhada com Cristo, sempre mantendo o alinhamento com a vontade d’Ele para as nossas vidas. O rumo certo na vida cristã só é possível quando estamos alinhados com a vontade do Pai.

Que obstáculos o cristão precisa remover para alinhar-se com a vontade de Deus? De acordo com este texto o cristão precisa remover três obstáculos para alinhar-se com a vontade de Deus, que serão abordados neste sermão.

OBS.: ESTE SERMÃO CONTINUA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Incredulidade na sabedoria divina

3. Um coração incrédulo desconsidera a sabedoria divina (Jeremias 42: 13, 14, 15)

Nestes versículos, os argumentos que o povo apresentaria para ir ao Egito baseavam-se em comodidades. Eles não queriam ver a guerra ou ouvir o som das trombetas, nem queriam passar pela fome, indo para o Egito. Este era o caminho mais “seguro e confortável” segundo o ponto de vista do povo, não segundo o ponto de vista de Deus. A vontade do Senhor era de que o remanescente de Judá permanecesse na sua terra e não buscassem refúgio em nações vizinhas. Deus mostrou claramente que se o povo desobedecesse à ordem divina, maior juízo chegaria – como escreveu o profeta Amós: se fugisse de um leão, um urso atacaria; se encostasse a mão na parede, uma cobra morderia (Am. 5:9).

O grande problema é que a sabedoria divina é totalmente desconsiderada quando há incredulidade no coração. A suposição infantil de que os planos de Deus não são os melhores, leva o homem a buscar alternativas que ofereceram alguma segurança ou conforto. A incredulidade arraigada no coração cria inúmeras “reservas” para não atender à vontade do Senhor, e, consequentemente, idealiza novas estratégias que funcionem a contento.

Foi a incredulidade do povo de Israel que o levou a questionar Moisés por que estavam diante do mar Vermelho, sem nenhuma saída para fugir do exército de Faraó (Ex. 14). Naquele momento, Israel ultrajou a sabedoria divina em guiá-lo com segurança em direção à Canaã. Foi a incredulidade no coração de Davi que o levou a duvidar dos sábios desígnios de Deus, por isso correu para se esconder na terra dos filisteus e ali se comportou como um louco (I Sm. 27:1). A incredulidade na sabedoria divina fez nascer um movimento que ganhou força e espaço na maioria dos seminários: o liberalismo teológico. Este movimento tem como ponto de partida a descrença na infalibilidade das Escrituras e afirmação perniciosa de que muitos textos da Bíblia não passam de mitos.

Outro episódio ajuda a ilustrar como a fé na sabedoria divina capacita o crente a cumprir a vontade do Senhor. No livro de Gênesis, quando Deus pediu que Abraão sacrificasse o seu filho Isaque, Ele prontamente atendeu e não questionou a Deus. Ele sabia que a sabedoria do Senhor era infalível, e por isso mesmo resolveu partir resolutamente para o monte Moriá (Gn. 22). Deus disse a Abraão que de Isaque seria chamada a sua descendência, e por que teria que sacrificar o filho? Os sábios desígnios divinos não são dignos dos nossos questionamentos pecaminosos. Muitos de nós faríamos uma vigília de oração para buscar uma resposta mais favorável e tentar entender um pouco mais.

Por que precisamos de fé na vida cristã? Porque sem a verdadeira fé nos sábios conselhos de Deus, teremos enormes dificuldades para viver em obediência à Palavra do Senhor. É na Bíblia onde encontramos toda a sabedoria divina revelada para que possamos viver de modo sensato, justo e piedoso por meio da graça (Tt. 2:12). A incredulidade na sabedoria de Deus é muito perigosa porque: 1º – nos induz a questionar a aplicabilidade de alguns princípios bíblicos; 2º – nos induz a relativizar a gravidade do pecado; e 3º – nos induz a abandonar a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd. 3).

A incredulidade na sabedoria divina é um enorme obstáculo para obedecermos à vontade de Deus, porque damos preferência aos nossos métodos inúteis e precipitados. Você tem desconsiderando a sabedoria do Senhor em algum aspecto na sua vida? Você tem deixado de lado a obediência a Deus porque discorda dos métodos d’Ele? Saiba que isto é fruto de profunda incredulidade no coração. Além disso, não pense que a sabedoria deste mundo é confiável: “Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles” (1 Coríntios 3:19).

MARCOS AURÉLIO DE MELO
MENSAGEM BÍBLICA EM JEREMIAS 42

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Incredulidade na soberania divina

2. Um coração incrédulo desconsidera a soberania divina (Jeremias 42:12)

A construção da frase neste versículo é muito instrutiva. A conjunção subordinativa final (para que) indica finalidade ou propósito. Ou seja, Deus seria propício com a finalidade de levar o rei da Babilônia a agir com misericórdia. Além disso, Deus seria propício com a finalidade de levar o rei da Babilônia a estabelecer o remanescente do povo na sua terra. Em outras palavras, o que o texto quer nos dizer é que Deus estaria por trás dos bastidores coordenando tudo em benefício do seu povo. Deus estaria realizando o seu plano em prol daqueles que ficaram em Judá.

A Bíblia nos diz em Provérbios 21.1: “Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; este, segundo o seu querer, o inclina.” O fato é que Deus soberanamente tem seus propósitos estabelecidos e não há império humano que impeça os planos do Senhor. O profeta Isaías fez uma pergunta retórica: “Agindo Deus, que o impedirá?” (Is. 43.13). “Mas os planos do SENHOR permanecem para sempre, os propósitos do seu coração, por todas as gerações” (Salmo 33:11).

Na vida de José tudo parecia estar errado. Ainda bem jovem foi vendido como escravo para mercadores que o levaram ao Egito. Naquela terra distante começou a trabalhar na casa de Potifar e, acusado injustamente, foi parar numa prisão. Tudo parecia andar fora dos trilhos, mas José estava confiante na soberania de Deus ao afirmar diante dos seus irmãos: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem” (Gn. 50.20). Ao fazer uma retrospectiva José entendeu que o plano soberano do Senhor foi totalmente cumprido.

Portanto, não há nada neste mundo que frustre os planos soberanos de Deus, mas alguém que está com um coração incrédulo não considera em grau máximo que o Senhor reina acima de tudo e de todos. É por isso que passamos para o lado “da oposição” em relação à vontade de Deus. Se confiarmos plenamente na verdade a respeito da soberania divina, teremos certeza em nosso coração de que a vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável em todos os sentidos.

A incredulidade toma espaço dentro de nós quando não confiamos que o plano soberano do Senhor vai se cumprir sem restrições. Por isso, quando desconsideramos ou subestimamos a soberania divina temos muita dificuldade em obedecer à vontade de Deus. Começamos a duvidar que tudo realmente está sob o controle do Pai e alimentamos pensamentos medíocres. Nossos passos se tornam vacilantes e a alegria de viver pela fé num Deus soberano não se faz mais presente. A desobediência e a relutância em seguir o caminho de Deus se tornam uma constante na vida de alguém que alimenta estas dúvidas.

Mas “confiar num Deus soberano dá um sentido de segurança que fortalece a fé” (A. W. Pink). Não é a casualidade, nem o "azar", nem um homem, nem Satanás quem governam o mundo. É o Deus Todo Poderoso quem governa pela Sua boa vontade e para a Sua própria e eterna glória. Se não acreditamos nesta verdade, que tipo de cristianismo estamos vivendo? A tônica do viver cristão deve ser a plena convicção de que Deus controla tudo como lhe agrada.

É necessário que entendamos o que o apóstolo Paulo quis dizer com as seguintes palavras: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm. 8.28). Que propósito é este ao qual Paulo se refere? O propósito está no versículo seguinte: “para serem conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8.29). Ou seja, a vontade de Deus é que sejamos conformados à imagem de Cristo (semelhança em santidade, amor, abnegação, pureza, bondade, mansidão), e para isso todas as coisas irão cooperar nos planos soberanos do Senhor. Amém!


MARCOS AURÉLIO DE MELO
MENSAGEM BÍBLICA EM JEREMIAS 42

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Incredulidade na fidelidade divina

1 - Um coração incrédulo desconsidera a fidelidade divina (Jeremias 42: 10, 11 e 12)

Deus faz várias promessas nestes versículos (vos edificarei, não os destruirei; vos plantarei, não os arrancarei, não temais, Eu sou convosco, vos salvar, vos livrar, vos serei propício). Observem que Ele afirma Seu cuidado, Sua proteção e Sua bondade em favor do povo. Estas palavras deveriam soar como uma sinfonia de graça nos ouvidos do povo, mas foram recebidas com desprezo por causa da incredulidade. Mas apesar de todas as promessas divinas, ainda assim o povo continuou em oposição à vontade de Deus. A incredulidade no coração gerou dúvidas quanto à fidelidade do Senhor – se Ele de fato seria fiel em cumprir todas as Suas promessas. Apesar de Deus ter falado claramente por meio do seu profeta não houve consentimento em obedecer à vontade do Senhor.

A história da saída de Israel do Egito e todos os milagres que foram realizados provam indiscutivelmente a fidelidade de Deus. O maná, a coluna de fogo, a coluna de nuvem, água que brotou da rocha, as sandálias e as vestes não envelheceram (Dt. 29.5), sinais e maravilhas, tudo demonstra a grande fidelidade do Senhor. Mas o povo chegou à entrada de Canaã e depois de ouvir o relatório dos espias a incredulidade tomou conta de todos, porque um coração incrédulo desconsidera totalmente a fidelidade divina. Apenas Josué e Calebe olharam o desafio de conquistar Canaã da perspectiva correta: foi o Deus fiel quem prometeu que aquela terra seria do povo de Israel (Nm. 14:8 e 9). Disse o SENHOR a Moisés: “Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que fiz no meio dele?” (Nm 14:11). “Todos os sinais” indicavam a fidelidade do Deus eterno.

Quando há incredulidade em nossos corações passamos a duvidar da fidelidade do Senhor. Nossa mente carnal passa a racionalizar e chega à conclusão infame de que Deus pode ser infiel em algum momento. Isto é fruto da auto-suficiência que ao final nos leva a criar forte oposição em cumprir a vontade do Senhor. Corações incrédulos são permeados de incertezas. Se tais incertezas não forem sanadas, em breve levantaremos questionamentos sobre a fidelidade do Senhor, quando a Sua Palavra nos mostra que Ele nunca deixará de ser fiel, nem por um segundo, pois Ele não pode negar a Si mesmo. Em inúmeros textos bíblicos, Deus é chamado fiel em virtude de Ele estar sempre atento à Sua aliança e cumprir todas as promessas que fez ao Seu povo. Seu caráter santo permeia todos os Seus divinos atributos, e por isso a fidelidade de Deus também é justa e santa. Se o Senhor fez promessas, Ele as cumprirá; do Seu jeito, no Seu tempo e para a Sua glória. DEUS NÃO É QUASE FIEL! ELE É TOTALMENTE FIEL!

Você tem dúvidas a respeito da fidelidade do Senhor? Suas orações são dirigidas a Deus confiando na Sua fidelidade (Sl. 69.13)? Se você não está confiante que a Vontade de Deus é a melhor para a sua vida, com certeza você está alimentando incredulidade no coração quanto à fidelidade divina. O Diabo é mestre em lançar dúvidas sobre o caráter fiel de Deus (foi assim desde o princípio), por isso não dê lugar ao Diabo em sua vida. Tenha certeza de que Deus age em fidelidade para com os seus filhos (Salmo 108:4), e nada nos será negado se for para o nosso bem e para a glória do Pai. Um antigo escritor acertou ao afirmar: “A Sua fidelidade imutável cumprirá certamente aquilo que a Sua graça infinita prometeu” (Mackintosh).

Avalie seriamente a sua vida para constatar se a dificuldade que está enfrentando em cumprir a Vontade de Deus não está relacionada com dúvidas no coração em relação à fidelidade do Senhor. É hora abandonar qualquer receio em relação ao nosso Deus, que sempre permanecerá fiel em todas as Suas preciosas promessas. A promessa feita por Jesus antes de subir aos céus deve encher os nossos corações de alegria e paz: “E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mt. 28.20).

MARCOS AURÉLIO DE MELO
MENSAGEM BÍBLICA EM JEREMIAS 42

Oposição à vontade de Deus

LEITURA BÍBLICA: JEREMIAS 42
Em época de política é comum ouvirmos na televisão que o candidato X é da oposição e que o candidato Y é da situação. Isto quer dizer que os candidatos que apóiam o governo atual são da situação, e os candidatos que manifestam discordância são geralmente da oposição. Dentro da democracia, a oposição fiscaliza os atos da situação, para que os exageros políticos não sejam cometidos. Mas é claro que no nosso país esta dicotomia não faz muito sentido, porque muitos candidatos que há poucos meses faziam parte da oposição, recentemente se tornaram situação para tentar garantir sua vaga no cenário político nacional.

No texto bíblico em epígrafe, percebemos que algumas pessoas procuraram o profeta Jeremias, desejosos de saber a vontade de Deus. Eles se mostraram humildes e manifestaram um profundo interesse em ouvir a direção divina para suas vidas (Jr. 42: 1-6). Eles verbalizaram uma profissão de fé bem elaborada e se mostraram dispostos a obedecer totalmente o que Deus lhes dissesse por meio do seu profeta.

Dez dias se passaram e então o profeta Jeremia trouxe a resposta tão esperada. Junto com a resposta veio também uma séria advertência divina, porque Deus já sabia de antemão que aquelas pessoas iriam se opor a Sua vontade. Aqueles homens tinham um coração incrédulo e por isso insistiram em seguir suas próprias ideias em detrimento da vontade de Deus (os capítulos 43 e 44 nos apresentam o desfecho da história). Estes homens eram “da oposição” e não se mostraram nem um pouco tendenciosos a mudar de opinião em relação ao que ouviram do profeta Jeremias. Em pouco tempo eles deixaram “a situação” (demonstrada pela pronta disposição em saber qual era a vontade de Deus) e se tornaram opositores do plano do Senhor.

Em Jeremias 43:2, fica bem clara a discordância destes homens que procuraram saber a vontade de Deus. Eles disseram abertamente ao profeta: “ – Tudo o que você falou é pura mentira!”, ou seja, discordaram abertamente da boa, perfeita e agradável vontade de Deus para as suas vidas. A reação deles demonstrou uma total oposição aos propósitos do Senhor e uma enorme incredulidade em seus corações. Então podemos afirmar, com base neste texto bíblico que a oposição à Vontade de Deus está relacionada com a incredulidade no coração.

A incredulidade não está restrita aos que não professam sua fé na pessoa e obra de Cristo Jesus. Infelizmente a incredulidade pode brotar no nosso coração, mesmo sendo cristão professos. A advertência do escritor aos hebreus deve nos servir de alerta também: “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo” (Hebreus 3:12). Uma avalanche de incredulidade pode sufocar o nosso coração, e então teremos dificuldades para viver de modo agradável a Deus. A desconfiança ou a dúvida com relação à Palavra de Deus são fortes indicativos de incredulidade brotando no coração. Um coração incrédulo na verdade é uma afronta ao Senhor pois em Hebreus 11:6 lemos: “Sem fé é impossível agradar a Deus.” Não há possibilidade nenhuma de vivermos de modo agradável a Deus enquanto o nosso coração abriga incredulidade.

OBS.: Nas próximas postagens apresentarei três razões que provam que a oposição à vontade de Deus está diretamente relacionada com a incredulidade no coração. Acompanhem as atualizações deste Blog!

domingo, 16 de maio de 2010

Orações não respondidas

Todos aqueles que confiam em Deus sabem que devem investir tempo em oração. Mas podem surgir situações conflitantes que nos angustiam. Então, por que será que algumas orações de um crente ficam sem resposta, se Deus nos ama verdadeiramente? Como podemos explicar o fato de que muitas orações não são respondidas, sabendo que Deus tem um cuidado especial por nós?

A própria pergunta nos ajuda na explicação. Verdadeiramente, Deus nos ama com amor tão grande que O levou a entregar o Seu próprio Filho para morrer na cruz do Calvário. Sabemos que este amor de Deus é imenso e não pode ser comparado. E justamente por causa deste amor tão grande, Ele também não responde muitas de nossas orações como nós queremos. O amor de Deus por nós é pessoal. Ele sabe cada uma de nossas reais necessidades, e por isso muitas vezes Ele não nos responde orações conforme nós achamos melhor. A Bíblia nos diz que devemos orar conforme a Vontade de Deus, suplicando ao Senhor sem motivos arrogantes ou pecaminosos. Nós somos servos que dependemos a cada dia da Sua mão poderosa, e por isso não temos o direito de exigir nada. Nós devemos reconhecer que nossas orações muitas vezes são motivadas por sentimentos ou por falsas conclusões. Então, Deus não nos responde estas orações porque Ele sabe realmente o que é o melhor para cada um dos seus filhos. Em Tiago 4:3, lemos o seguinte: “pedi, e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” Deus não vai nos conceder algo que traga conseqüências pecaminosas para as nossas vidas.

Precisamos aprender a orar como convém, isto é, na dependência do Espírito Santo, que nos ensina qual a real vontade de Deus e o que agrada ao Senhor, como Paulo escreveu em Romanos capítulo 8. Se você é verdadeiramente um filho de Deus, não fique angustiado com orações muitas vezes não respondidas. Saiba que o amor de Deus por Seus filhos é muito grande, mas o amor de Deus não é um amor irresponsável. Pelo contrário, o amor de Deus é justo, santo e bom.

E para você que não é crente, salvo e resgatado pelo sangue de Cristo, eu gostaria de dizer algo muito importante. O amor de Deus derramado sobre os Seus filhos é um fato que a Bíblia garante. A pergunta que eu faço a você é a seguinte: você é verdadeiramente um filho de Deus? Se ainda rejeita o Senhor Jesus Cristo, você está comprovando que não pertence à família do Pai. Em João 1:12, está escrito: “Mas a todos quantos O receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.” Então para ter um relacionamento com Deus, você precisa receber e não rejeitar o Senhor Jesus como Salvador e Senhor. Somente assim, você poderá entregar suas orações diante de Deus, que sabe a melhor resposta para os Seus filhos verdadeiros. Pense nisso nesta tarde.


Marcos Aurélio de Melo
Breve meditação

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Decisões precipitadas

Em Cades Barnéia (Nm. 14:1-12), os israelitas decidiram escolher um líder que os levasse de volta para o Egito. O retrocesso aqui é notório. Esta decisão precipitada é tomada no calor da situação, diante dos enormes perigos que os espias relataram ao povo. Sem a menor cautela eles passam por cima da liderança de Moisés e Arão e resolvem eleger um capitão que os conduza em “segurança” ao Egito. Também decidem apedrejar Josué e Calebe (Nm. 14:10) que falavam confiantes na graça de Deus, no Seu poder e majestade. Foram decisões precipitadas que colocaram em evidência o que estava no coração do povo: a falta de satisfação com a graça de Deus. Em momento algum desta narrativa observamos um mínimo de bom senso, apenas a precipitação em agir por impulso, sem ao menos consultar ao Senhor.

Este comportamento precipitado do povo de Israel já foi observado também na ocasião em que fizeram um bezerro de ouro (Ex. 32:1-6), porque Moisés demorava em descer do monte Sinai. Agiram por impulso novamente, pela dureza do coração em não estar satisfeito com a graça de Deus.

Não saber esperar em Deus é um indicativo de insatisfação com a Sua graça. Prudência cabe em qualquer lugar na vida, mas somente quem está plenamente satisfeito com a graça do Senhor terá condições de agir com prudência. Em Pv. 19:2, lemos: “Não é bom proceder sem refletir e peca quem é precipitado.” As decisões precipitadas estão diretamente relacionadas a falta de confiança no cuidado de Deus. Tomamos decisões precipitadas porque pensamos ter a melhor solução. Só depois descobrimos que foi um “tiro no pé” que nos deixará com cicatrizes por toda a vida. Por isso devemos sempre estar satisfeitos com o que Deus tem reservado para nós. Saber esperar sem agir precipitadamente é uma demonstração de satisfação com a provisão divina.

Às vezes somos levados no calor de um momento a tomar decisões precipitadas. Pressionados pelas circunstâncias deixamos de valorizar a graça do Senhor sobre nós e resolvemos agir por nossa conta. Este tipo de comportamento demonstra autossuficiência que é uma afronta ao nosso Deus. Podemos até pensar que estamos avançando, mas na realidade estamos retrocedendo quando deixamos de confiar na graça suficiente de Deus para tomar decisões precipitadas. Eleger um líder para voltar ao Egito ou decidir apedrejar dois servos de Deus demonstra um grande retrocesso do povo de Israel.

Como nós estamos em relação a este aspecto? Confiar na abundância da graça de Deus e estar satisfeito com ela é a melhor saída. Não esqueça disso! Que sejamos crentes que depositam esperança em Deus e não agem por impulso, movidos por decisões precipitadas que certamente acabarão mal. A vida do crente deve ser de completa dependência do Senhor em comunhão constante. Quando estamos insatisfeitos com a Sua Maravilhosa graça teremos dificuldade em esperar e depender de Deus. Vamos orar como Davi: “Esperei confiantemente no Senhor, Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro” (Sl. 40:1). Esta é a melhor decisão: confiar na suficiência do Senhor.

MARCOS AURÉLIO DE MELO

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cristo é indispensável

Texto Bíblico: Lucas 9:10-17

“A COMUNHÃO COM CRISTO É INDISPENSÁVEL PARA UMA CONFORMAÇÃO COM DEUS”

Três motivos porque a comunhão com Cristo é indispensável para uma conformação com Deus

1. PORQUE ÀS VEZES AS SOLUÇÕES MAIS FÁCEIS NÃO REFLETEM EM NADA A VONTADE DE DEUS (v.12)

O campo da Galiléia era cheio de vilas, mas Jesus havia deixado seus seguidores a alguma distância das vilas mais próximas. O dia começava a declinar, provavelmente entre 15:00 e 18:00h. O termo despedir tem a idéia de “desarrear os animais de carga, afim de que descansem”, liberá-los. Isso parecia à idéia mais apropriada e sensata para o momento, afinal de contas eles estavam em alguma região pouco ou não habitada. Servir a Deus nunca foi sinônimo de comodismo ou facilidades. Cuidado com as propagandas enganosas que veiculam por aí. Às vezes as nossas idéias até que são razoáveis, passam por muitos crivos, recebem a aprovação de muita gente de dentro e fora da igreja. Ainda assim precisamos de mais do que isso. Não são as facilidades ou dificuldades de uma circunstância que legitimarão ou deixarão de legitimar nossas ações. E sim se Deus está ou não nela. Se ela reflete ou não a vontade de Deus.

2. PORQUE ÀS VEZES OS DESAFIOS MAIS NOBRES NOS PARECEM IMPRATICÁVEIS MESMO SENDO FEITOS POR DEUS (v.13)

Os discípulos estavam preocupados com o bem-estar daquela multidão. E por isso é que sugeriam que o Senhor a despedisse. Mas o Senhor tem um plano melhor: "Dai-lhes vós mesmos de comer." Mas como?! Até grandes cidades das imediações teriam menos de três mil habitantes, alimentar a multidão seria impossível! Além disso, seria preciso em média uma soma de duzentos dias de salário de uma pessoa (algo em torno de sete meses de trabalho duro) para alimentar a grande multidão reunida. Jesus só poderia estar brincando. Você concorda com essa idéia? Não! Jesus, não estava brincando. Acontece que ele não disse: "Façam um milagre, olhem para dentro de vocês, pois encontrarão reserva de poder suficiente!" Ele estava ali com eles. Em muitas outras ocasiões ele já havia lhes valido e não seria agora que deixaria de fazê-lo, eles poderiam contar com ele.

3. PORQUE ÀS VEZES AS PARTES MAIS ELUCIDANTES DE UM PLANO CELESTE NÃO NOS SÃO REVELADAS DE INÍCIO POR DEUS (V.14-17)

Os discípulos não sabiam das intenções do Senhor. Até o momento onde Jesus manda os discípulos acomodar aquelas pessoas em grupos de cinqüenta, pega aqueles cinco pães e dois peixes e divide e passa para os discípulos, eu creio que os discípulos ainda estavam no ar. Até então eles ainda se esqueciam das coisas muito facilmente. O próprio Jesus em certa ocasião lhes pergunta: "Vocês se esqueceram?", e menciona não só este primeiro milagre da multiplicação dos pães, mas também o segundo. Para por fim o constrangimento de terem se esquecido de levar pão. Às vezes as partes mais esclarecedoras de um plano de Deus não nos são reveladas de início. Estão lembrados do que Jesus disse certa feita para a Pedro, que o questionava? "O que eu faço, não entendeis agora, depois entendereis." Servir a Deus não significa ter todas as respostas. Às vezes faltam as respostas objetivas, mas a comunhão com Cristo jamais deixará o nosso coração vazio de certezas.


Esboço resumido da mensagem pregada na Igreja Batista Regular do Jardim Amazonas pelo pastor Argemiro Filho, no dia 14.06.2009. A temática trata da indispensabilidade da comunhão com Cristo na vida do cristão, baseado no texto bíblico em Lucas sobre a multiplicação dos pães e peixes.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Identificando a Vontade de Deus

Viver segundo a Vontade de Deus deve ser o alvo de cada cristão. Este assunto traz à baila questionamentos diversos para a mente do servo de Deus, que deseja cumprir em sua vida a boa, agradável e perfeita Vontade de Deus. Compartilho com vocês este texto escrito por minha irmã Nívea Cristina. Neste texto, ela utiliza o exemplo bíblico do apóstolo Paulo para que possamos identificar a Vontade de Deus em nossas vidas. Sempre que puder ela irá colaborar com este Blog. Boa leitura!



Creio que este é um dos assuntos que traz mais inquietação ao coração do crente. Nunca deixou de ser tema de muitos debates entre os cristãos que se importam em viver de acordo com a Vontade de Deus. Assim como vocês, eu também anseio por uma percepção mais próxima do Querer do Pai.

Discernir que decisões tomar, que caminho seguir, se estou pronto(a) para casar, dentre tantas outras, são questões que invadem a nossa mente, levando-nos a pensar qual seria a Vontade de Deus. Esta preocupação nasce do desejo que o homem tem de prever e manipular o que o amanhã lhe reserva. O domínio, o controle e a segurança sobre a sua vida e tudo o que a envolve são características inerentes ao ser humano auto-suficiente. Este pecado da auto-suficiência já é velho e não se enfraqueceu com o passar do tempo, pelo contrário, toma cada vez mais fôlego diante das incertezas que rondam o coração.

Por se falar em “tempo”, esta é a palavra-chave para começar a entender a Vontade de Deus. O relógio humano não é igual ao do Senhor. O querer de Deus não se baseia em meros sentimentos humanos, ou no desejo de que as situações da vida aconteçam de modo favorável e o mais rápido possível. Nem sempre o momento que achamos mais conveniente é o tempo que Deus tem reservado para cumprir a Sua soberana Vontade.

O conhecimento da Vontade de Deus está atrelado a um viver cheio do Espírito Santo. O apóstolo Paulo vivenciou isso muito bem. Paulo sabia qual era a Vontade do Pai para a sua vida porque era compelido pelo Espírito (At.20:22). Ele permitia ser conduzido diariamente pelo Consolador que lhe foi dado.

É necessário humildade para reconhecer que a nossa inteligência ou intrepidez não nos conduz por um caminho seguro. Quando começamos a reconhecer isso, Deus na sua maravilhosa grandeza concede graça aos humildes, enchendo-nos do Espírito e fazendo transformações impossíveis aos olhos humanos. Paulo foi um exemplo claro desta verdade, porque aprendeu a depender de Deus constantemente. Viver no centro da Vontade de Deus significa dependência do Deus triúno: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo. Três pessoas distintas e que formam uma unidade singular.

A maturidade espiritual que nos leva a identificar a Vontade de Deus, não acontece instantaneamente, é obra do Espírito de Deus e de uma busca pessoal para andar em sintonia com o Pai. Testemunhar e proclamar o evangelho da graça de Deus é o que devemos entender para andarmos conforme a Vontade de Deus (At.20:19-28). Que o Senhor nos confirme a cada dia este entendimento e que Seu Espírito atue em nós, para a Sua Glória em nossas vidas. Amém!