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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A respeito da salvação

Tornar-se semelhante a Deus é, e precisa ser, o supremo objetivo de toda criatura moral. Esta é a razão da sua criação, a finalidade sem a qual não existiria nenhuma desculpa para sua existência. Deixando de fora, no momento, aqueles estranhos e belos seres celestiais a respeito dos quais conhecemos tão pouco (os anjos), concentraremos nossa atenção na raça caída da humanidade. Criados originalmente na imagem de Deus, não permanecemos no nosso estado original, deixamos nossa habitação apropriada, ouvimos os conselhos de Satanás e andamos de acordo com o curso deste mundo e com o espírito que agora opera nos filhos da desobediência.

Mas Deus, que é rico em misericórdia, com seu grande amor com que nos amou, mesmo quando estávamos mortos em nossos pecados, proveu-nos expiação. A suprema obra de Cristo na redenção não foi salvar-nos do inferno, mas restaurar-nos à semelhança de Deus, ao propósito declarado em Romanos 8: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8.29).

Embora a perfeita restauração à imagem divina aguarda o dia do aparecimento de Cristo, a obra da restauração está em andamento agora. Há uma lenta, porém firme, transmutação do vil e impuro metal da natureza humana para o ouro da semelhança divina, que ocorre quando a alma contempla com fé a glória de Deus na face de Jesus Cristo ( 2 Co 3.18).

Agora, apresso-me em negar qualquer identificação com a idéia popular de salvação por esforço humano ou força de vontade. Estou radicalmente oposto a toda forma de doutrina, com “capa” cristã, que ensina a depender da “força latente dentro de nós”, ou a confiar em “pensamento criativo” no lugar do poder de Deus. Todas estas filosofias infundadas falham exatamente no mesmo ponto – por presumirem erroneamente que a correnteza da natureza humana possa ser levada a voltar e subir as cataratas no sentido contrário. Isto é impossível. “A salvação vem do Senhor”.

Para ser salvo, o homem perdido precisa ser alcançado pelo poder de Deus e elevado a um nível superior. Precisa haver uma transmissão de vida divina no mistério do novo nascimento, antes de poder aplicar à sua vida as palavras do apóstolo: “E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito” (2 Co 3.18, NVI).


A. W. TOZER

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Medita nestas palavras

Para A. W. Tozer, a Bíblia deveria ter um destaque fundamental na vida do crente e da igreja. Sendo assim, concordo com as palavras dele acerca da importância, muitas vezes negligenciada, que é dada a tudo o que Deus nos fala mediante as Escrituras. Leia a seguinte citação, extraída do livro "O melhor de A. W. Tozer", e reflita sobre isso.


"Acredito que grande parte de nossa incredulidade se deve a um conceito errôneo a respeito das Escrituras. Deus está silencioso e, subitamente, começa a falar em um livro. Terminado o livro, cai no silêncio outra vez, e para sempre. Por isso, muitos lêem a Bíblia como se fora o registro do que Deus disse quando estava com vontade de falar. Se pensarmos desta forma, como poderemos confiar plenamente? O fato, contudo, é que Deus não está calado, e nunca esteve. Falar faz parte da natureza de Deus. A segunda pessoa da Trindade é chamada de Verbo (Palavra). A Bíblia é o resultado inevitável da contínua manifestação de Deus. É a revelação infalível de Sua mente, a nós dirigida, expressa em termos humanos, para que possamos compreendê-la.

Penso que um novo mundo surgirá entre as nebulosidades religiosas, quando nos aproximarmos da Bíblia munidos da idéia de que se trata não somente de um livro que foi falado numa certa época, mas que ainda continua falando. Precisamos estar quietos para esperar em Deus. Seria melhor se pudéssemos ficar a sós, com a Bíblia aberta à nossa frente. Se quisermos, podemos nos chegar a Deus e começar a ouvi-lO falar ao nosso próprio coração. "


sábado, 13 de junho de 2009

Sobre o retorno de Cristo

A aspiração por ver a Cristo que queimava o peito daqueles primeiros cristãos parece ter-se queimado toda. Tudo que resta são cinzas. É precisamente o "anseio" e o "desvanecimento" pelo retorno de Cristo que distingue entre a esperança pessoal e a teológica. O mero conhecimento da doutrina correta é pobre substituto de Cristo, e a familiaridade com a escatologia do Novo Testamento nunca tomará o lugar do desejo inflamado de amor de fitar Sua face.

Se o ardoroso anelo desapareceu da esperança do advento hoje, deve haver razão para isto; acho que sei qual é, ou quais são, pois há um bom número delas. Uma é simplesmente que a teologia popular tem dado ênfase à utilidade da cruz, e não à beleza dAquele que nela morreu. A relação do salvo com Cristo é apresentada como contratual, em vez de pessoal. Tem-se acentuado tanto a "obra" de Cristo, que esta eclipsou a pessoa de Cristo. Permitiu-se que a substituição tomasse o lugar da identificação. O que Ele fez por mim parece mais importante do que o que Ele é para mim. Vê-se a redenção como uma transação de negócio direto que "aceitamos"; e à coisa toda fica faltando conteúdo emocional. Temos de amar muito a alguém, para ficarmos despertos esperando a sua vinda, e isso talvez explique a ausência de vigor na esperança do advento entre aqueles que ainda crêem nela.

Outra razão da ausência de real anseio pelo retorno de Cristo é que os cristãos se sentem tão bem neste mundo que têm pouco desejo de deixá-lo. Para os líderes que regulam o passo da religião e determinam o seu conteúdo e a sua qualidade, o cristianismo tornou-se afinal notavelmente lucrativo. As ruas de ouro não exercem atração muito grande sobre aqueles que acham fácil amontoar ouro e prata no serviço do Senhor aqui na terra. Todos queremos reservar a esperança do céu como uma espécie de seguro contra o dia da morte, mas enquanto temos saúde e conforto, por que trocar um bem que conhecemos por uma coisa a respeito da qual pouco sabemos? Assim raciocina a mente carnal, e com tal sutileza que dificilmente ficamos cientes disso.

Outra coisa: nestes tempos a religião passou a ser uma brincadeira boa e festiva neste presente mundo, e, por que ter pressa quanto ao céu, seja como for? O cristianismo, contrariamente ao que alguns pensaram, é forma diversa e mais elevada de entretenimento. Cristo padeceu todo o sofrimento. Derramou todas as lágrimas e carregou todas as cruzes; temos apenas que desfrutar os benefícios das suas dores em forma de prazeres religiosos modelados segundo o mundo e levados adiante em nome de Jesus. É o que dizem pessoas que ao mesmo tempo afirmam que crêem na segunda vinda de Cristo.

A história revela que os tempos de sofrimento da igreja têm sido igualmente tempos de alçar os olhos. A tribulação sempre deu sobriedade ao povo de Deus e o encorajou a buscar e a esperar ansiosamente o retorno do seu Salvador. A nossa presente preocupação com este mundo pode ser um aviso de amargos dias por vir. Deus fará com que nos desapeguemos da terra de algum modo — do modo fácil, se possível; do difícil, se necessário. É a nossa vez.



Texto de A. W. Tozer
Extraído do livro: "O Melhor de A. W. Tozer"

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Um apelo ao estudo da Teologia

Já faz um bom tempo que postei algum texto do escritor A. W. Tozer. Então para não perder este bom costume, extraí do livro “O melhor de A. W. Tozer” esta pequena citação na qual o autor destaca a importância da Teologia diante de todas as demais “logias”. O título do texto original é: Não existe substituto para a Teologia. É importante observar que o segredo da vida é teológico, como Tozer mesmo nos ensina. Destaquei algumas frases em negrito. Vamos à leitura.


"A negligência atual das Escrituras inspiradas por parte do homem civilizado é uma vergonha e um escândalo; pois essas mesmas Escrituras lhe dizem tudo o que ele quer saber ou deveria saber, sobre Deus, sua própria alma e o destino humano. É irônico que os homens gastem vastas somas de dinheiro e tempo num esforço para descobrir os segredos de seu passado, quando o futuro é tudo que deveria realmente importar-lhes.

Homem algum é responsável pelos seus ancestrais; o único passado do qual deve dar contas é aquele relativamente curto que viveu aqui na terra. Aprender como posso escapar da culpa dos pecados cometidos em meu breve ontem, como posso viver livre do pecado hoje e entrar finalmente na presença abençoada de Deus num feliz amanhã - isso é mais importante para mim do que qualquer coisa que possa ser descoberta pelo antropólogo. Parece-me uma estranha perversão de interesses fitar demoradamente o passado, o pó, quando estamos equipados para fixar os olhos no alto, na glória.

Tudo o que me impeça de chegar à Bíblia é meu inimigo por mais inofensivo que pareça. Tudo o que prenda minha atenção quando deveria estar meditando sobre Deus e as coisas eternas prejudica minha alma. Se os cuidados da vida apagaram de minha mente as Escrituras, estarei sofrendo uma perda irreparável. Se eu aceitar qualquer outra coisa além das Escrituras estarei sendo enganado e roubado, resultando em eterna confusão.

O segredo da vida é teológico e a chave para o céu também. Aprendemos com dificuldade, esquecemos facilmente e sofremos muitas distrações. Devemos portanto, decidir com firmeza estudar teologia. Devemos pregá-la do púlpito, cantá-la em nossos hinos, ensiná-la aos filhos e fazer dela tema de conversa quando nos reunimos com os amigos cristãos."

Texto de A. W. Tozer (Não existe substituto para a Teologia)
Extraído do Livro: O melhor de A. W. Tozer - Mundo Cristão

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Onde está o seu tesouro?


A Bíblia diz que onde estiver o nosso tesouro, ali estará também o nosso coração. O que mais valorizamos nesta vida é o tesouro a que o texto bíblico se refere. E se o nosso tesouro estiver nas coisas desta vida, o nosso coração também estará acorrentado neste mundo. Então, vejamos o que Tozer tem a nos ensinar da forma vibrante como ele escrevia.


"O homem cujo tesouro é o Senhor tem todas as coisas concentradas n'Ele. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa - Deus - de maneira pura, legítima e eterna."

A. W. Tozer

terça-feira, 10 de março de 2009

A ausência da adoração

Uma das frases mais conhecidas do escritor A. W. Tozer é esta: "A adoração é a jóia ausente no meio evangélico moderno." Somos verdadeiros adoradores, na essência da palavra, conforme foi definida por Jesus Cristo? Ele nos disse que o Pai procura adoradores que O adorem em Espírito e em Verdade. Precisamos acordar desta letargia espiritual em que nos encontramos mergulhados. A vida que Deus nos deu é uma só, e devemos vivê-la com o objetivo de glorificar o Seu Nome Excelso. A adoração é um estilo de vida que nos dá a plena convicção da majestade de Deus sobre todas as coisas e, por isso mesmo, não há como servir a Deus de modo autêntico, sem render-lhe adoração genuína. Vejamos o que Tozer nos tem a dizer sobre esta jóia tão ausente nos nossos dias.



"A adoração é um imperativo moral. Em Lucas 19:37-40, toda multidão dos discípulos se achava adorando o Senhor quando Ele veio e alguns fizeram censuras. O Senhor lhes disse: "Asseguro-vos que. se eles se calarem, as próprias pedras clamarão".

A adoração é a jóia ausente no meio evangélico moderno. Somos organizados, trabalhamos, temos nossos compromissos. Temos quase tudo, mas existe uma coisa que as igrejas, até mesmo as evangélicas não têm: a capacidade para adorar. Não estamos cultivando a arte da adoração. Essa é a gema brilhante que falta na igreja de hoje, e acredito que devamos procurá-la até que possa ser encontrada.

Acho que devo estender-me mais um pouco sobre o que é a adoração e o que seria se existisse na igreja. É uma atitude, um estado de mente, um ato sujeito a graus de perfeição e intensidade. No momento em que Deus envia o Espírito de seu Filho aos nossos corações, dizemos "Abba" e estamos adorando. Esse é um lado. Mas muito diferente é sermos adoradores no pleno sentido da palavra no Novo Testamento."


A. W. TOZER

quinta-feira, 5 de março de 2009

O que é fé, por A. W. Tozer

Inicialmente, talvez seja útil saber primeiro o que a fé não é, a fim de podermos entender aquilo que ela é. Não é acreditar numa declaração que sabemos ser verdadeira. A mente humana foi feita de tal forma que acredita necessariamente quando a evidencia a ela apresentada é con­vincente. Não pode agir de outro modo. Quando a evidência não conse­gue convencer, a fé é impossível. Nenhuma ameaça ou castigo consegue obrigar a mente a crer quando existe evidência clara em contrário.

A fé baseada na razão é um tipo de fé, mas não se trata do ca­ráter da fé bíblica, pois segue infalivelmente a evidência e não pos­sui uma natureza moral ou espiritual. A ausência de fé baseada na razão também não pode servir para condenar ninguém, pois a evi­dência e não o indivíduo é quem decide o veredicto. Enviar um ho­mem para o inferno pelo único fato de seguir a evidência até a sua conclusão adequada seria demasiada injustiça; justificar um pecador dizendo que ele tomou suas decisões segundo fatos claros seria fazer da salvação o resultado das operações de uma lei comum da mente, aplicável tanto a Judas como a Paulo. Seria tirar a salvação da es­fera da vontade e colocá-la num plano mental, onde, segundo as Es­crituras, ela certamente não se enquadra.

A verdadeira fé se apóia no caráter de Deus e não pede outras provas além das perfeições morais d'Aquele que não pode mentir. Basta que Deus tenha afirmado, e se a declaração for contrária a cada um dos cinco sentidos e a todas as conclusões da lógica, o crente mesmo assim continua crendo. "Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem" (Rm 3:4), é a linguagem da fé real. O céu aprova tal tipo de fé porque ela se eleva sobre as simples provas e se apóia no seio de Deus.

A fé, como apresentada na Bíblia, é confiança em Deus e em seu Filho Jesus Cristo. É a resposta da alma ao caráter divino, como revelado nas Escrituras, e mesmo esta resposta é impossível sem a operação do Espírito Santo. A fé é um dom de Deus à alma arre­pendida e nada tem a ver com os sentidos ou à informação por eles prestada. A fé é um milagre; é a capacidade dada por Deus para que confiemos em seu Filho, e qualquer coisa que não resulte em ação segundo a vontade de Deus não é fé, mas algo inferior a ela.

A fé e a moral são dois lados da mesma moeda. A moral é de fato a própria essência da fé. Qualquer fé em Cristo como Salvador pessoal que não submeta a vida da pessoa à obediência completa a Cristo é insuficiente e irá trair sua vítima no final.

O homem que crê obedecerá; a falha em obedecer é uma prova convincente de que não existe verdadeira fé. A fim de tentar o im­possível Deus deve conceder fé, caso contrário ela não existirá, e Ele só concede fé ao coração obediente. Há obediência quando há arre­pendimento; pois este não é apenas tristeza pelos erros e pecados do passado, mas também uma decisão de começar a fazer desde agora a vontade de Deus como revelada por Ele a nós.

Aiden Wilson Tozer

terça-feira, 3 de março de 2009

No mundo, mas não do mundo

Há uns dias atrás, no feriado prolongado de Carnaval, tive a oportunidade de participar de um retiro onde o tema abordado foi o seguinte: "No mundo, mas não do mundo". Como cristãos precisamos manter a postura de peregrinos enquanto estivermos neste mundo. Devemos andar de modo digno do Evangelho de Cristo, que é diametralmente oposto aos princípios que regem este mundo em que vivemos. Vou me valer mais uma vez do escritor A. W. Tozer para nos alertar sobre este assunto.

"A fraqueza de certos cristãos reside no fato de que se sentem confortavelmente em casa no mundo. Na tentativa de conseguir se ajustar a uma sociedade degenerada perderam sua característica de peregrinos e se tornaram parte da mesma ordem moral contra as quais deveriam protestar. O mundo os aceita e os reconhece pelo que são. E esta é a pior coisa que pode ser dita a respeito deles."
A. W. TOZER

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A cristianismo instantâneo, segundo A. W. Tozer

Neste texto, o escritor A. W. Tozer nos apresenta o grave problema do cristianismo instântaneo. É evidente no ensino bíblico que a salvação é instantânea, mas o cristão é amadurecido dia após dia, de "glória em glória", no progresso da vida cristã. A ilustração mais clássica sobre este progresso é o livro de John Bunyan, O Peregrino, no qual ele descreve a longa jornada de cristão para a Cidade Celestial. Portanto, conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor.


"O cristianismo instantâneo acompanhou a idade da máquina. Os homens inventaram as máquinas com duas finalidades. Queriam fazer mais rapidamente o trabalho considerado importante e queriam ao mesmo tempo terminar logo suas tarefas a fim de dedicar-se a coisas mais do seu agrado, tais como o lazer ou gozar dos prazeres mundanos. O cristianismo instantâneo serve agora aos mesmos propósitos na religião. Ele ignora o passado, garante o futuro e libera o cristão para seguir as inclinações da carne com toda boa consciência e um mínimo de restrição.

Com a expressão "cristianismo instantâneo" estou me referindo ao tipo encontrado quase em toda parte nos círculos evangélicos, nascidos da idéia de que podemos livrar-nos de toda obrigação para com nossas almas através de um só ato de fé, ou no máximo dois, ficando tranqüilos daí por diante quanto à nossa condição espiritual, sendo então permitido inferir que não existe razão para termos um caráter santo. Uma qualidade automática, de uma vez por todas, acha-se presente neste conceito, a qual não se adapta de maneira alguma à fé apresentada no Novo Testamento."

A. W. TOZER

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Qual o seu maior tesouro, por Tozer

O que mais amamos na vida é o nosso tesouro... Tozer me alertou com este pequeno texto! Espero que traga edificação também para você.

"O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas n'Ele. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa - Deus - de maneira pura, legítima e eterna."

A. W. TOZER

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A filosofia da cruz, por A. W. Tozer

Perceba como esta pequena citação do texto "Esse cristão incrível", de Tozer, nos tem muito a dizer sobre a grandeza por trás da mensagem da cruz. Somente o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, sem a necessidade de acrescentar ingredientes humanos.


"A cruz se destaca em franca oposição ao homem natural. Sua filosofia se opõe aos processos da mente não-regenerada. Foi com essa idéia em foco que Paulo afirmou com toda franqueza que a cruz é loucura para os que perecem. A tentativa de encontrar um ponto comum entre a mensagem da cruz e o raciocínio do homem decaído é tentar o impossível, e se persistirmos o resultado será uma lógica prejudicada, uma cruz sem significado e um cristianismo despido de poder."

A. W. Tozer

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A. W. TOZER NOS ENSINA SOBRE ADORAÇÃO

Nos dias de hoje, os cristãos possuem o desafio urgente de resgatar a adoração que Deus espera de nós. Importa que os adoradores do Senhor O adorem em espírito e em verdade. Neste texto, Tozer nos ensina a respeito da grandiosidade implícita no ato de adorar a Deus. Estas palavras servem de alerta para os cristãos que anseiam adorar a Deus. Então vamos aprender juntos.

...

A adoração cresce ou diminui em qualquer igreja, dependendo de nossa atitude para com Deus, se o consideramos grande ou pequeno. A maioria de nós vê Deus em ponto pequeno; nosso Deus é diminuto. Davi exclamou: ''Magnificai a Deus comigo" e "magnificar" não significa tornar Deus grande, pois você não pode fazer isso. O que pode fazer é vê-lo grande.

A adoração, como disse, cresce ou diminui segundo o nosso conceito de Deus. Essa a razão pela qual não creio nesses indivíduos meio-convertidos que chamam Deus de "o Homem lá de cima". Não acredito que adorem de forma alguma, pois o seu conceito de Deus é indigno d’Ele e deles também. Se existe uma enfermidade terrível na igreja de Cristo é a de não vermos Deus tão grande como ele é. Nós tratamos Deus com excesso de familiaridade.

Acredito que devamos ter novamente o velho conceito bíblico de Deus que torna Deus terrível e faz os homens se prostrarem, gritando: "Santo, santo, santo é o Senhor Todo-Poderoso". Isso faria mais pela igreja do que qualquer coisa.

Também acho que não devemos falar muito de Jesus como simplesmente Jesus. Penso que temos de lembrar-nos de quem Ele é. "Ele é seu Senhor, e é preciso adorá-lo". Embora Ele desça ao ponto mais baixo de nossa necessidade e se torne acessível a nós, com a ternura da mãe para com seu filho, não se esqueça, porém, que quando João o viu - aquele João que reclinara a cabeça em seu peito caiu aos pés d’Ele como morto.

O Deus do evangélico moderno raramente deixa alguém atônito. Ele consegue manter-se muito bem dentro da constituição, jamais quebrando nossos regulamentos internos. É um Deus bem comportado, muito denominacional, muito integrado em nosso meio, e lhe pedimos que nos ajude quando temos dificuldades e esperamos que nos guarde quando dormimos. O Deus do evangélico moderno não me inspira muito respeito. Mas quando o Espírito Santo nos mostra Deus como Ele é, nós O admiramos até o ponto de encher-nos de espanto e prazer.

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A. W. TOZER

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Ser cheio do Espírito...Tozer explica!

"A vida cheia do Espírito não é uma edição especial, de luxo, do cristianismo. Ela faz parte do plano total de Deus para o seu povo."

A. W. Tozer

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Como não buscar a Deus, por Tozer

MAIS UMA CITAÇÃO DE A. W. TOZER, PARA EDIFICAÇÃO DOS AMADOS IRMÃOS. NESTE TEXTO ELE NOS EXPLICA COMO NÃO DEVEMOS BUSCAR A DEUS. ENTÃO É SÓ LER, MEDITAR E APLICAR!

"Buscar-me-eis, e me achareis. quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jr 29:13).

Quem quer que busque a Deus como um meio para atingir um fim desejado, não encontrará Deus. O Deus poderoso, o criador dos céus e da terra, não será um dentre muitos tesouros, nem sequer o maior deles. Ele será tudo em todos ou nada será. Deus não se deixa manipular. Sua misericórdia e graça são infinitas e sua compreensão paciente é incomensurável, mas não ajudará os homens em seu esforços egoístas para obter ganhos pessoais. Não auxiliará os homens a atingir fins que, uma vez alcançados, usurpem o lugar que por direito lhe pertence no seu interesse e afeição.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Este mundo: campo de batalha ou parque de diversões?

A. W. Tozer nos faz refletir. Através de seus textos podemos ter nossas mentes aclaradas para as verdades bíblicas de uma forma nunca antes imaginada. Tozer estará sempre presente neste blog porque sinto a necessidade de compartilhar o que ele escreveu, para que assim outras vidas também possam ser edificadas. Eis aqui mais uma grande lição sobre cristianismo. Ele questiona a nossa visão de mundo: estamos num campo de batalha ou num parque de diversões? O nosso viver será a prova mais evidente da resposta para esta pergunta.

Como tudo mudou hoje: o fato permanece o mesmo, mas a interpretação modificou-se completamente. Os homens pensam no mundo não como um campo de batalha, mas como um parque de diversões. Não estamos aqui para lutar, mas para nos divertir. Esta não é para nós uma terra estranha, e sim o nosso lar. Não nos preparamos para viver, já estamos vivendo, e o melhor a fazer é livrar-nos de nossas inibições e frustrações e vivermos plenamente. Em minha opinião, resume-se nisso a filosofia religiosa do homem moderno, abertamente professada por milhares e tacitamente mantida por outros milhões que vivem segundo a mesma sem terem dado expressão verbal aos seus conceitos.

Esta mudança de atitude com relação ao mundo teve e continua tendo seus efeitos sobre os cristãos, até os cristãos evangélicos que professam fé na Bíblia. Através de uma curiosa manipulação dos números eles conseguem uma soma errada, mas alegam ter a resposta certa. Parece fantasia, mas não passa de verdade.

O fato de este mundo ser um parque de diversões e não um campo de batalha foi agora aceito na prática pela vasta maioria dos cristãos evangélicos. Eles poderiam tentar furtar-se a uma resposta se lhes pedissem diretamente que declarassem a sua posição, mas seu comportamento os acusa. Estão fazendo as duas coisas, alegrando-se em Cristo e no mundo e contando a todos que é possível aceitar Jesus sem abandonar as diversões e que o cristianismo é a coisa mais alegre que se possa imaginar.

A "adoração" derivada dessa perspectiva de vida é tão descentrada quanto o próprio conceito em si, uma espécie de vida noturna santificada, sem as bebidas e os bêbados vestidos a rigor. A coisa mostra-se tão grave ultimamente que tornou-se agora dever de cada cristão reexaminar sua filosofia espiritual à luz da Bíblia e, uma vez descoberto o caminho das Escrituras, ele deve segui-lo, mesmo que tenha de separar-se de muita coisa antes aceita como real, mas que agora à luz da verdade sabe ser falsa.

Uma visão correta de Deus e do mundo futuro exige que nós também tenhamos uma perspectiva do mundo em que vivemos e nossa relação com ele. Tanta coisa depende disto que não podemos ser negligentes a este respeito.
A. W. TOZER

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A verdadeira espiritualidade, segundo A. W. Tozer

O conceito de espiritualidade varia entre os diversos grupos cristãos. Em alguns círculos, a pessoa que fala incessantemente de religião é julgada como sendo muito espiritual. Outros aceitam a exuberância ruidosa como um sinal de espiritualidade, e em algumas igrejas, o homem que ora em primeiro lugar, por mais tempo e mais alto consegue uma reputação de ser o mais espiritual na assembléia. Um testemunho vigoroso, orações freqüentes e louvor em voz alta podem entrosar-se perfeitamente com a espiritualidade, mas é importante entendermos que em si mesmos eles não constituem nem provam a presença da mesma.

A verdadeira espiritualidade manifesta-se em certos desejos dominantes. Eles são desejos sempre presentes, fixos, suficientemente poderosos para dominar e controlar a vida da pessoa. Para facilitar, vou mencioná-los, embora não me esforce para decidir sua ordem de importância.

1. Primeiro, o desejo de ser santo em lugar de feliz. A busca da felicidade, tão difundida entre os cristãos que professam uma santidade superior é prova suficiente de que tal santidade não se acha presente. O homem verdadeiramente espiritual sabe que Deus dará abundância de alegria no momento em que possamos recebê-la sem prejudicar nossa alma, mas não exige obtê-la imediatamente. John Wesley falou a respeito de uma das primeiras sociedades metodistas da qual duvidava terem seus membros sido aperfeiçoados em amor, pois iam à igreja para apreciar a religião em lugar de aprender como tornar-se santos.

2. O indivíduo pode ser considerado espiritual quando quer que a honra de Deus avance por meio de sua vida, mesmo que isso signifique que ele mesmo tenha de sofrer desonra ou perdas temporárias. Um homem assim ora: "Santificado seja o teu nome", e acrescenta baixinho: "Qualquer que seja o custo para mim, Senhor". Ele vive para honrar a Deus, através de uma espécie de reflexo espiritual. Cada escolha envolvendo a glória de Deus, para ele já está feita antes de apresentar-se. Não é necessário que debata o assunto em seu íntimo, pois nada há a discutir. A glória de Deus é necessária para ele; ele a aspira como alguém sufocando-se aspira o ar.

3. O homem espiritual quer carregar a sua cruz. Muitos cristãos aceitam a adversidade ou a tribulação com um suspiro e as chamam de sua cruz, esquecendo de que tais coisas podem acontecer tanto a santos como a pecadores. A cruz é aquela adversidade extra que surge como resultado de nossa obediência a Cristo. Esta cruz não é forçada sobre nós; nós voluntariamente a tomamos com pleno conhecimento das conseqüências. Nós decidimos obedecer a Cristo e fazendo essa escolha, decidimos carregar a cruz. Carregar a cruz significa ligar-se à Pessoa de Cristo, ser fiel à soberania de Cristo e obediente aos seus mandamentos. O indivíduo espiritual é aquele que manifesta essas características.

4. O cristão espiritual é também aquele que tudo observa sob o ponto de vista de Deus. A capacidade de pesar tudo na balança divina e dar-lhes o mesmo valor dado por Deus, é o sinal de uma vida cheia do Espírito. Deus olha para tudo e através de tudo ao mesmo tempo. Seu olhar não repousa sobre a superfície mas penetra até o verdadeiro significado das coisas. O cristão carnal olha para um objeto ou uma situação, mas pelo fato de não ver através dela fica entusiasmado ou deprimido pelo que vê. O homem espiritual tem capacidade para ver através das coisas como Deus vê e pensar nelas como Ele pensa. Ele insiste em ver tudo como Deus vê, mesmo que isso o humilhe e exponha a sua ignorância até o extremo de fazê-lo sofrer.

5. Outro desejo do homem espiritual é morrer retamente em lugar de viver no erro. Um sinal seguro do homem de Deus amadurecido é de sua despreocupação com a vida. O cristão terreno, consciente do corpo, olha para a morte com terror no coração; mas à medida que continua vivendo no Espírito torna-se cada vez mais indiferente ao número de anos que vai viver aqui embaixo, e ao mesmo tempo cuida cada vez mais do modo como vive enquanto está aqui. Não irá comprar alguns dias extra de vida ao custo da transigência ou do fracasso. Quer acima de tudo ser reto, e fica feliz em deixar que Deus decida quanto tempo deve viver. Ele sabe que pode morrer agora que está em Cristo, mas sabe que não pode agir erradamente, e este conhecimento torna-se um giroscópio que dá estabilidade aos seus pensamentos e seus atos.

6. O desejo de ver outros progredirem com sua ajuda é outro sinal do homem que possui espiritualidade. Ele quer ver outros cristãos acima de si e fica feliz quando estes são promovidos e ele negligenciado. Não existe inveja em seu coração; quando seus irmãos são honrados fica satisfeito, por ser essa a vontade de Deus e essa vontade é seu céu na terra. O que é agradável a Deus lhe dá também prazer, e se for do agrado de Deus exaltar outrem acima dele, satisfaz-se com isso.

7. O homem espiritual faz no geral juízos eternos e não temporais. Pela fé supera o poder de atração da terra e o fluxo do tempo e aprende a pensar e sentir como alguém que já deixou o mundo e foi juntar-se à imensa companhia dos anjos e à assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, Um homem assim preferiria ser útil e não famoso, servir em lugar de ser servido.Tudo isto se realiza pela operação do Espírito Santo que ne!e habita. Homem algum pode ser espiritual por si mesmo. Apenas o Espírito da liberdade pode tornar o homem espiritual.
A. W. TOZER


Será que estamos enquadrados nestas qualidades que Tozer descreve? Temos sido verdadeiramente cristãos espirituais? Se falharmos em relação aos nossos anseios espirituais com certeza seremos cristãos de fachada. Que o Senhor nos permite enxergar cada vez mais as arestas que precisam ser lapidadas em nosso viver, e assim trazer glória ao Seu Nome Excelso.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Frases do escritor A. W. Tozer

Vale a pena parar um pouco e pensar nestas verdades bíblicas escritas de forma tão contundente pelo pastor Tozer. Estas frases são flechas certeiras em conceitos errados que podemos construir ao longo da vida cristã.


"Penso que minha filosofia seja esta: tudo está errado até que Deus endireite."

"Para orar com eficiência, precisamos querer o que Deus quer - isso e somente isso é orar conforme a vontade de Deus."

"É muito improvável que Deus use uma pessoa que nunca sofreu profundamente uma dor."

"Há muitos vagabundos religiosos em nossos dias que não querem estar presos a coisa alguma."

"O que perturba não é o fato de estarmos em transformação, e sim no quê estamos nos tornando. Quando um ser moral se desloca de uma posição a outra, necessariamente é para o melhor ou para o pior. Não só estamos todos num processo de transformação, mas estamos nos tornando naquilo que amamos..."

"É impossível alguém se arrepender de fato sem ter uma profunda decepção consigo mesmo."

"É impossível virar para o norte sem dar as costas para o sul."

"Uma consciência tranqüila vale mais que mil tesouros."

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O cristão de acordo com A. W. Tozer

Gosto de ler os escritos de A. W. Tozer. Veja como ele escreve a respeito do cristão...
Vem logo a minha mente a figura do peregrino de John Bunyan.

"O cristão logo aprende que, se quiser alcançar vitória como um filho do céu entre os homens da terra, não deve seguir os padrões adotados comumente pela humanidade, mas exatamente o sentido oposto. Para salvar-se, corre perigo; perde a vida a fim de ganhá-la e existe a possibilidade de perdê-la se tentar conservá-la. Ele desce para subir. Se se recusa a descer é porque já está embaixo, mas quando começa a descer está subindo. É mais forte quando está mais fraco e mais fraco quando se sente forte. Embora pobre tem poder para tornar ricos a outros, mas quando se enriquece sua capacidade de enriquecer outros se esvai. Ele tem mais quanto mais dá e tem menos quando possui mais.

Ele pode estar, e no geral está, no alto quanto mais humilde se sente e tem menos pecado quanto mais se torna consciente do pecado. É mais sábio quando reconhece que nada sabe e tem pouco conhecimento quando adquire grande cultura. Algumas vezes faz muito quando nada faz e avança rápido ao manter-se parado. Consegue alegrar-se nas dificuldades e mantém animado o coração mesmo na tristeza.

O caráter paradoxal do cristão revela-se constantemente. Por exemplo, ele crê que está salvo agora, mas, não obstante, espera ser salvo mais tarde e aguarda alegremente a salvação futura. Ele teme a Deus, mas não tem medo d’Ele. Sente-se dominado e perdido na presença de Deus, todavia, não há lugar em que tanto deseje estar como nessa presença. Ele sabe que foi purificado de suas faltas, mas sente-se penosamente cônscio de que nada de bom habita em sua carne.

Ele ama acima de tudo alguém a quem jamais viu, e embora seja ele mesmo pobre e miserável, conversa familiarmente com Aquele que é o Rei de todos os reis e Senhor dos senhores, não percebendo qualquer incongruência nisso. Sente que de si mesmo é menos que nada, entretanto crê firmemente ser a menina dos olhos de Deus e que por sua causa o Filho Eterno se fez carne e morreu na cruz vergonhosa.O cristão é um cidadão do céu, mostrando-se leal a essa cidadania sagrada."

Eis o resumo: Uma verdadeira aula de cristianismo em poucas palavras!