Mostrando postagens com marcador vida cristã. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida cristã. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de julho de 2011

Justificativas sem valor

TEXTOS BÍBLICOS: Josué 15:63; 16:10 e 17:12

1. No início do mês de Junho deste ano, o ministro-chefe da Casa Civil de nosso país – depois de pressões da sociedade e de vários políticos, inclusive do próprio partido ao qual ele pertence – teve que aparecer no Jornal Nacional em horário nobre da televisão para dar esclarecimentos ao povo brasileiro. Sua empresa de consultoria lucrou muito em pouco tempo e isto fez crescer a suspeita sobre possível tráfico de influência. A entrevista na TV Globo foi considerada uma “farsa com F maiúsculo” e não convenceu nem gregos, nem troianos. O ministro não revelou quais foram as empresas atendidas por sua Consultoria especializada, e ainda pediu a boa-fé do povo. Muitos jornais do dia seguinte estampavam a manchete: “O MINISTRO EXPLICA, MAS NÃO JUSTIFICA.” Ou seja, os argumentos utilizados na entrevista não foram suficientes para conseguir justificar o rápido aumento do patrimônio do Ministro. Foi mais uma conversa pra boi dormir!

2. Mas a vida no reino de Cristo é diferente. Como estamos tratando com um Deus Santo, que tudo conhece ao nosso respeito, não há desculpas que se firmem diante dele. Ou seja, nossas desculpas esfarrapadas nem explicam e nem justificam os atos de desobediência que cometemos como representantes do Senhor aqui na terra. Hebreus 4:13: “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.” Somos como ovelhas sem couro diante do Senhor!
Os capítulos 13 a 21 do livro de Josué tratam da divisão das terras conquistadas entre as tribos de Israel. Nesta divisão orquestrada pela soberania de Deus, as tribos foram alocadas em todo o território conquistado por meio das batalhas dos últimos anos. Apesar da conquista grandiosa, restaram focos de resistência dos habitantes da terra prometida. Estes povos que não foram exterminados trouxeram enormes dificuldades para o povo eleito de Deus.
JUDÁ NÃO EXPULSOU OS JEBUSEUS – Davi teve que expulsar os Jebuseus quando foi reinar em Jerusalém; EFRAIM E MANASSÉS NÃO EXPULSARAM OS CANANEUS – Os cananeus eram um povo pagão que idolatrava Baal. A história de Israel sempre foi permeada de idolatria a este falso deus.


PROPOSIÇÃO:
“NENHUM ARGUMENTO JUSTIFICA A TOLERÂNCIA AO PECADO EM NOSSAS VIDAS”


Diante de Deus não há argumento que explique ou justifique a tolerância ao pecado. Ele requer que sejamos valentes na luta contra os desejos que fazem guerra contra a alma, para que glorifiquemos ao Seu Nome.
Então, por que nenhum argumento justifica a tolerância ao pecado em nossas vidas? Nesta noite veremos três motivos tendo como base os versículos lidos.

1 – PORQUE POSSUÍMOS TODOS OS RECURSOS NECESSÁRIOS PARA COMBATÊ-LO
Js. 15:63: Os descendentes de Judá não conseguiram expulsar os jebuseus, que viviam em Jerusalém; até hoje os jebuseus vivem ali com o povo de Judá.
“NÃO PUDERAM” é yakowl, que significa: não ser capaz, não ser capaz de vencer ou realizar, não ser capaz de resistir, não ser capaz de alcançar; não prevalecer, não prevalecer sobre ou contra, vencer, não ser vitorioso; não ter habilidade, não ter força.
Muitas vezes alegamos que não podemos abandonar um pecado, quando na verdade é porque não queremos, pois os recursos de Deus sempre estiveram ao nosso dispor. Nós precisamos entender que “a nossa força nada faz”, e somente utilizando os recursos divinos na luta contra o pecado haverá vitória real. (1 Pe. 2)
Eles tinham Deus como o Poderoso Guerreiro que pelejava por Israel. Em Josué 3:10 está escrito: “Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de vós; e que certamente lançará de diante de vós aos cananeus, e aos heteus, e aos heveus, e aos perizeus, e aos girgaseus, e aos amorreus, e aos jebuseus.”
Deus não vai realizar algo que é de nossa responsabilidade realizar. Deus nos supre para que possamos progredir na comunhão com Cristo e na luta contra o pecado, mas cabe a cada um de nós usarmos o que já temos recebido do Senhor. Precisamos abrir mão das estratégias humanas e buscar verdadeiro refúgio na provisão divina. O grande problema é que deixamos de confiar nos recursos outorgados por Deus e passamos a viver baseados em falsas esperanças.
Quantas vezes você já alegou que não consegue abandonar determinado pecado em sua vida, quando a realidade é que não quer abandoná-lo?

2 – PORQUE O BEM-ESTAR QUE O PECADO OFERECE NÃO COMPENSA TOLERÁ-LO
Js. 16:10: “Os cananeus de Gezer não foram expulsos, e até hoje vivem no meio do povo de Efraim, mas são sujeitos a trabalhos forçados.”
De certa forma, os cananeus estavam poupando os Efraimitas de enfrentar a dureza da vida. Curiosamente, o pecado também possui esta faceta: ele cria uma falsa ilusão de que a vida é bem melhor com ele por perto. O pecado quer nos iludir oferecendo-nos uma sensação prazerosa enquanto é praticado.
Sabemos que o pecado traz sensações de bem-estar porque ele satisfaz ao velho homem com suas concupiscências. Mas as sensações variadas que o pecado oferece não compensam os prejuízos que ele acarreta. É como participar de um banquete ao lado do próprio túmulo. Davi experimentou o prazer pecaminoso cometendo um adultério com Batseba, mas as conseqüências deste pecado foram terríveis.
Muitos crentes estão acostumados com o pecado, aproveitando os momentos de prazer que ele lhes oferece, mas não se apercebem de que o preço é bastante alto. O sábio Salomão faz várias advertências no livro de Provérbios, dentre elas: “Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco.” (basilisco era a rainha das serpentes) - Pv. 23: 31-32.

3 – PORQUE O PECADO NÃO-ABANDONADO DESENVOLVE RAÍZES EM NOSSO CORAÇÃO
Js. 17:12: “Mas os filhos de Manassés não conseguiram expulsar os habitantes dessas cidades, pois os cananeus estavam decididos a viver naquela região.”
O coração do homem é muito enganoso (Jr. 17:9). E muitos cristãos já se iludiram com a falsa ideia do pecado de estimação. De acordo com esta ideia, o pecado pode permanecer dentro do coração e a qualquer momento ser retirado de forma pacífica. Mas não é bem assim que funciona. O pecado cria raízes profundas no coração de quem o pratica, e fica mais difícil lidar com ele com o passar do tempo. O PECADO SEMPRE PERSISTIRÁ EM NOS ASSEDIAR!
Por isso a Bíblia nos ensina: “...desembaraçando-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta” (Hebreus 12.1). O pecado nos assedia tenazmente e, quando não é devidamente confessado e abandonado, cria raízes profundas no coração do homem. O velho homem não desiste de plantar suas raízes e por isso o crente não deve permitir brechas em sua vida.
O povo de Israel se tornou idólatra e passou a viver num círculo vicioso. Esta relutância em agir prontamente contra o pecado trouxe ao povo 70 anos de cativeiro na Babilônia.
Extrair um dente é bem mais fácil do que extrair toda a dentadura. Quando o pecado é tolerado ele passa a infectar tudo ao seu redor, e a sua insistência em permanecer apodrece o nosso testemunho. Então, devemos evitar a desculpa tão comum: “No momento que eu achar melhor, vou tratar este pecado e extirpa-lo da minha vida” ou “eu posso parar a qualquer momento.”
Quem somos nós para pensar que o pecado acalentado no coração perde sua força com o passar do tempo? Muito pelo contrário, ele ganha espaço e aprofunda seus tentáculos para garantir ainda mais a sua permanência. Então, a atitude mais adequada é tratar o pecado imediatamente, sem procrastinar a confissão e o abandono de práticas que desonram o nome do Senhor.



MARCOS AURÉLIO DE MELO

ESTUDOS NO LIVRO DE JOSUÉ

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vigor Espiritual






CLIQUE NO PRIMEIRO BOTÃO ACIMA PARA VISUALIZAR EM "TELA CHEIA"

MARCOS AURELIO DE MELO

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Zumbis espirituais

“Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto” (Apocalipse 3.1b).

Alguns filmes retratam a figura dos zumbis, aqueles seres mortos-vivos que andam cambaleando pelas ruas apavorando as pessoas e criando confusão de todo tipo. O zumbi é um ser humano dado como morto que foi posteriormente desenterrado e reanimado por meios desconhecidos.

Pensando neste personagen fictício, comecei a refletir sobre o cristianismo que tem se propagado em nossa geração. Não tenho receio em afirmar que a carta dirigida à igreja de Sardes no primeiro século poderia muito bem ser endereçada a muitas igrejas nos dias de hoje. A denúncia de Jesus é muito forte: a igreja de Sardes tinha aparência e nome de que estava viva, mas sob o crivo divino, na verdade estava morta e em processo de putrefação. Então, um paralelo pode ser traçado e por isso eu passarei a descrever os zumbis espirituais dos nossos dias, que apenas aparentam estar vivos.

Os zumbis espirituais se ajuntam domingo após domingo em templos neste mundo afora. Suas reuniões são agitadas, com muito barulho e estardalhaço. A euforia toma conta do lugar, mas não há verdadeira vida neste ambiente. Deus não é entronizado como verdadeiro Senhor e Rei. As manipulações psicológicas dão a tônica da programação e os apelos para buscar e usar o poder interior são repetidos à exaustão. A pregação não se pauta nas Escrituras – é somente uma palestra motivacional para levantar o astral dos zumbis. Embora os indicativos sejam de vida, o odor é de morte. Na verdade, Os zumbis espirituais gostam de aparentar vida, pois assim podem disfarçar o desespero profundo que não se cala em suas almas.

Mas não podemos negar que também existem zumbis espirituais dentro de igrejas que zelam pela sã doutrina. Nestes casos, os zumbis espirituais são bons ouvintes da exposição feita com base na Palavra de Deus. Quando o pastor termina o sermão bíblico, seus corações estão cheios de determinação para fazer ajustes necessários em seus caminhos. Em pouco tempo esta motivação cessa e não há nenhuma mudança efetiva. Os zumbis espirituais se contentam com a mera letra e por isso abarrotam suas mentes com princípios bíblicos. São leitores vorazes de livros best-sellers que ensinam a viver do modo que agrada a Deus. O grave problema é que nenhuma modificação é observada no procedimento diário de um zumbi espiritual, pois ele não é um praticante da Palavra, apenas um ouvinte.

Os zumbis espirituais não demonstram nenhuma profundidade no relacionamento pessoal com Cristo. Eles não consideram a oração como indispensável, e por isso não nutrem a intimidade com Jesus tão necessária e vital. Na verdade, não existe nenhum ardor no coração deles pela presença e comunhão com o Senhor. A letargia espiritual é notória pois o zumbi espiritual apenas se finge de vivo.


Estas são apenas algumas das características dos zumbis espirituais. Se você desejar acrescentar mais uma, fique a vontade e deixa o seu comentário.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Fora da vontade de Deus

O crente que está enfrentando provações está fora da vontade de Deus? O tipo de pregação que ganhou força em anos recentes insiste na ideia de que um crente que está passando por provações está fora da vontade de Deus. Mas será que encontramos algum respaldo na Bíblia para esta ideia? Os líderes de muitos movimentos evangélicos dizem que as ovelhas do bom Pastor não passam por dificuldades, e se estão passando é porque estão fora da vontade de Deus. Vamos discorrer um pouco sobre este assunto segundo a ótica bíblica.
Jesus Cristo mesmo afirmou que neste mundo seus discípulos teriam aflições, que o discipulado não seria fácil e que muitas perseguições iriam surgir. Mas o cristianismo fácil que tem enganado muitas pessoas hoje afirma o justamente o contrário. Não podemos pregar um Evangelho que Cristo não nos ensinou, pois é dever de cada cristão ser zeloso para com as Escrituras.
Com este tipo de ensino é fácil lotar as igrejas, mas com certeza não tem nada de bíblico. Mas de acordo com o ensino da Palavra de Deus, o crente vai passar por provações para que a sua fé seja amadurecida e testada. Ou seja, o ensino das Escrituras é que faz parte da vontade de Deus para o crente o amadurecimento em meio às dificuldades que a vida neste mundo traz. A maturidade na vida do cristão é percebida no modo como ele reage no meio das situações difíceis que ele enfrentar.
Vamos pensar por um pouco na vida de Paulo. Este servo de Deus procurou durante toda a sua vida exercer com fidelidade o ministério que recebeu de Cristo: proclamar o Evangelho aos gentios. Mas o apóstolo Paulo tinha uma dificuldade que o atormentava muito e rogou a Deus por três vezes para ficar livre desta aflição. Ele estava fora da vontade de Deus porque enfrentava esta provação diariamente em sua vida? De jeito nenhum! Ele recebeu a seguinte resposta do Senhor: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Isto significa que é meio às lutas e dificuldades que surge a oportunidade de sermos aperfeiçoados pelo poder de Deus. Então, meus irmãos, as provações que nos afligem servem para moldar o nosso caráter e mostram que a vontade de Deus está sendo feito em nossa vida.
Lutas e provas são certas na vida. Portanto, não estranhe passar por dificuldades, mesmo sendo um filho de Deus. E não duvide que Deus deseja ensiná-lo em meio às provações. Nós podemos confiar que Deus tem um santo propósito ao nos levar pelo vale onde muitas lágrimas são derramadas.
Então, quando você ouvir alguém dizer que as dificuldades e lutas no seu dia a dia mostram que você está fora da vontade de Deus, mostre justamente o contrário. E tenha um coração grato ao Senhor, porque por meio das provas você pode conhecer mais a Cristo e amadurecer a sua fé, experimentando a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.



MARCOS AURÉLIO DE MELO

MEDITAÇÃO PARA O PROGRAMA DE RÁDIO

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O projeto divino

Texto Bíblico: Josué 12: 1-24


Nestes últimos meses, os noticiários e reportagens mostram que as obras do PAC estão paradas. Vários projetos estão apenas no papel, porque faltam recursos financeiros para prosseguir com os investimentos em infra-estrutura. Nos próximos anos, o Brasil será palco de eventos que atraem muitos turistas como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, mas algumas obras de ampliação e modernização dos aeroportos ainda nem começaram. São projetos que não saem do papel e atrasam ainda mais o desenvolvimento do país. Os jornalistas mais irônicos afirmam que o PAC “empacou”, e não vai sair mais do lugar.
Porém, diferentemente do PAC em nosso país, Deus tinha um projeto para o Seu povo que estava em plena execução no livro de Josué. Ao lermos este livro certamente perceberemos que os projetos divinos não ficam no papel, pois a terra estava sendo conquistada paulatinamente pelo povo liderado por Josué, sob a supervisão e auxílio do Senhor. O texto em Josué 12 aponta um relatório das conquistas e vitórias do povo, sob a liderança de Moisés e de Josué. Ao observamos este contexto, fica evidente que os projetos de Deus não ficam no papel, pois Ele está sempre trabalhando para cumprir os Seus propósitos (Fl. 1:6; Jo. 5:17). Os servos de Deus estão diretamente inseridos neste projeto, e com base nisso eu gostaria de afirmar que:

“Alguns fatos devem ser considerados com relação ao projeto divino para Seus servos”


1º – CADA SERVO DO SENHOR TEM A SUA PRÓPRIA FRENTE DE BATALHA
Estas duas listas de reis e povos conquistados não querem oferecer um pano de fundo de competição entre os líderes (Moisés e Josué). Moisés liderou o povo na conquista de territórios que ficavam antes da travessia do Jordão e Josué liderou o povo na conquista de territórios que ficavam dalém do Jordão. O texto quer nos comunicar que, no projeto divino para Seus servos, as lutas que são travadas por cada crente são diferenciadas. Ou seja, as frentes de batalha que estão diante de cada servo do Senhor são distintas.
As frentes de batalha na vida de José foram duras, mas não podemos esquecer que foram divinamente orquestradas para cumprir o projeto divino na vida do Seu servo. Ele passou por traição dos irmãos (bullying), calúnias, calabouços, também enfrentou maus-tratos e foi esquecido na prisão por um longo tempo. Já as frentes de batalha na vida de Daniel foram outras. Ele esteve diretamente envolvido com o governo do rei Dario e foi constituído um dos 120 sátrapas, porém manteve-se fiel seguindo ao Senhor de todo o coração. E assim, observamos ao longo da Bíblia que as frentes de batalha são diferenciadas para os servos do Senhor. Deus não trabalha com um molde pronto; do barro Ele faz cada vaso como lhe apraz.
As frentes de batalha na minha vida são diferentes das frentes de batalha na vida de outros irmãos. O propósito das frentes de batalha é o mesmo, que é produzir um eterno peso de glória, acima de toda comparação (2 Co. 4:17–18) e nos conformar à imagem de Cristo Jesus (Rm. 8:29). O projeto divino para os Seus servos é o mesmo, e Ele há de cumpri-lo por meio de Sua amorosa providência em nossas vidas.
Não é uma atitude sábia ficar comparando “frentes de batalha”, porque Deus molda o cristão diante das lutas diárias que cada servo tem diante de si. Aprouve a Deus, na Sua soberania, orquestrar as frentes de batalha que todos nós teríamos que enfrentar. Por não entender suas frentes de batalha, muitos crentes reclamam da família na qual nasceram ou das circunstâncias desfavoráveis do seu dia-a-dia. Meu irmão, entenda que Deus tem um propósito em sua vida em meio às lutas e que a sua responsabilidade é florescer onde está plantado.
Além disso, existem frentes de batalha diferentes em relação ao pecado “que nos assedia diariamente”. Certas situações podem não constituir tentação para um crente, mas são muito tentadoras para outro. Isso acontece, porque cada crente possui um velho homem distinto, o qual precisa mortificar sem piedade. Na sua frente de batalha, Paulo esmurrava o seu próprio corpo e o reduzia à escravidão (1 Co. 9:27) para não ser achado desqualificado.


2º – CADA SERVO DO SENHOR FOI SUPRIDO DE RECURSOS PARA SUA FRENTE DE BATALHA
Moisés e Josué foram amplamente supridos dos recursos necessários para empreender suas batalhas. Deus não deixou de fortalecer Moisés na conquista daquém do Jordão, e nem deixou de fortalecer Josué na conquista dalém do Jordão. O Senhor encorajou o seu servo Josué, logo após a morte de Moisés: “Assim como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Sê forte e corajoso!” (Js. 1: 5-6). É desta forma que Deus dá andamento ao seu projeto na vida dos Seus servos: suprimento abundante de recursos para as frentes de batalha.
O Senhor dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor (Is. 40:29). Os recursos de Deus são abundantes em meio à tentação: Ele não permitirá que sejamos tentados além do que podemos suportar. E mesmo quando formos tentados Ele providenciará um escape, para que possamos suportar (1 Co. 10:13). A graça divina é uma fonte inesgotável de recursos para sermos vitoriosos em nossas frentes de batalha. Paulo experimentou uma frente de batalha e foi somente a graça do Senhor que o sustentou (2 Co. 12: 7-10). O Senhor nos prometeu que estará conosco em nossas frentes de batalha, suprindo-nos com recursos e oferecendo-nos graça em ocasião oportuna.
A própria Palavra de Deus ao nosso dispor é um recurso valioso, pois tudo que foi escrito para o nosso ensino foi escrito. Quando vivemos sobre a Palavra de Deus, ou seja, apoiados nela e confiantes na sua orientação, com certeza seremos vitoriosos em nossas frentes de batalha.
Quando os cristãos estão reclamando de suas frentes de batalha, murmurando a respeito das lutas e dificuldades na vida, o vazamento logo pode ser identificado: não estão utilizando os recursos que Deus disponibilizou. A Bíblia nos ensina que “pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade” (2 Pe. 1: 3-4), ou seja, não nos foi negado nenhum recurso – estamos fartamente supridos.
A letra do Hino 473 nos lembra que temos a ajuda divina em meio às lutas que travamos em nossas frentes de batalha: Sim, a luta do bem é suprema / Quando, sob o comando de Deus / A vitória é completa e segura / Porque temos a ajuda dos céus.


3º – CADA SERVO DO SENHOR DEVE EVIDENCIAR PROGRESSO NA SUA FRENTE DE BATALHA
As listas das conquistas registradas neste capítulo do livro de Josué são lembretes permanentes de que houve um avanço real. Os territórios que antes pertenciam aos povos pagãos, agora pertencem ao povo de Israel. Este registro seria lido pelas gerações posteriores para evidenciar o progresso na conquista de Canaã.
As frentes de batalha na vida cristã tem como objetivo nos aperfeiçoar cada vez mais em santidade e no temor do Senhor. As provações servem para amadurecer-nos e tirar a escória, para que sejamos vasos úteis ao nosso possuidor. De acordo com Rm. 5:3, as tribulações produzem perseverança, a perseverança produz experiência, e a experiência, esperança. Ou seja, o progresso deve ser evidenciado em meio às lutas e dissabores pelos quais passamos.
A afirmação de Jó no final da sua história chama muito a minha atenção. Sua frente de batalha não foi fácil, mas ele evidenciou progresso em seu relacionamento com Deus quando afirmou: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem” (Jó 42:5).
Quem afirma ter sido regenerado por Cristo e ainda vive na meninice espiritual é um estorvo ao Evangelho. O servo do Senhor que não dá evidências de avanço espiritual precisa rever urgentemente a sua fé. Viver andando em círculos é uma triste realidade para muitos cristãos, que cedem às pressões e esmorecem em meio à batalha. A vereda do justo é como luz da aurora, que brilha mais e mais até ser dia perfeito (Pv. 4:18); este é o progresso rumo à perfeita varonilidade em Cristo Jesus (Ef. 4:13).
“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Co. 3:18). Meu amado irmão, você tem visto transformações efetivas em sua vida diante de suas frentes de batalha? Você está sendo transformado de glória em glória?



Marcos Aurélio de Melo

Estudos no livro de Josué

terça-feira, 3 de maio de 2011

O cristão sadio

Muito se fala em saúde nos dias atuais. Basta ouvir o noticiário ou assistir televisão, que algum apresentador vai tratar sobre saúde bucal, saúde na terceira idade, saúde da mulher, saúde do homem, e por aí vai. Sem querer desmerecer a atenção com a saúde do nosso corpo, percebo que é necessário abordar um pouco sobre a saúde espiritual, que é a nossa real situação aos olhos do Senhor. Mas como podemos afirmar que um cristão está usufruindo de saúde espiritual? Ou seja, quais as características de um crente sadio?

Podemos afirmar que o cristão sadio percebe o "assédio do pecado" em sua vida e busca os recursos espirituais para não sucumbir. Apesar de saber que o pecado ainda habita em seu coração, o cristão sadio procura utilizar os meios de graça para evitar que seja enganado pelo pecado. Ele é alguém que faz exames regulares em sua vida, e, com base nos parâmetros das Escrituras, adota práticas que fortaleçam sua fé ainda mais. O cristão sadio está empenhado em correr com perseverança a carreira que lhe está proposta (Hb. 12:1) e então despoja-se diariamente de tudo aquilo que possa atrapalhar seu avanço. A perfeição não será obtida enquanto estiver neste mundo, mas o cristão saudável busca ser mais e mais parecido com Cristo a cada dia. Ele é disciplinado em sua jornada diária pois vislumbra o grande dia em que será conformado à perfeita imagem do Filho Unigênito de Deus.

Além disso, podemos afirmar também que o cristão sadio está sempre afinado com relacionamentos saudáveis. Seu propósito nos relacionamentos não é subtrair ou tirar vantagens. Ele quer somar na vida de outras pessoas e por isso dedica-se com afinco para não perder oportunidades preciosas de edificação e restauração. O cristão sadio segue o exemplo de Cristo e oferece o ombro amigo diante das dificuldades que alguém está passando. Seu campo de amizades não se restringe a um "gueto", pois Deus não faz acepção de pessoas. Mas por outro lado, é verdade também que a saúde espiritual do crente está em péssimas condições quando ele se assenta na roda dos escarnecedores que zombam de Deus e fica à vontade com isto. O cristão sadio vai cultivar amizades com pessoas com o objetivo de influenciá-las com a marca do Evangelho e não abrirá brechas para ser influenciado a cometer pecados contra o Senhor.

Outro fator característico de um cristão sadio é a necessidade que ele tem de cultivar a comunhão com o Senhor. O fato é que não basta ser um crente exemplar quando não existe nenhuma raiz que esteja nutrindo a vida. É por isso que um cristão sadio reconhece sua carência e busca depender de Deus por meio da oração e devocional pessoal. Ele sabe que o amadurecimente não acontece automaticamente e que é necessário nutrir um profundo amor por Deus, pois somente esta relação de intimidade produz o verdadeiro vigor. Desta forma o cristão sadio não negligencia momentos em que suas afeições por Deus são solidificadas ainda mais. Como bem escreveu C. S. Lewis: "A saúde espiritual de um homem é exatamente proporcional ao seu amor por Deus."


MARCOS AURÉLIO DE MELO

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um alinhamento indispensável

TEXTO-BÍBLICO: AGEU 1:1-11

INTRODUÇÃO

O alinhamento e o balanceamento veicular são fundamentais, uma vez que o sistema de suspensão e os pneus estão expostos a um processo normal de desgaste em função das condições de uso do veículo. O uso indevido do veículo e a má conservação de estradas (buracos, pedras, ausência de asfalto) contribuem para acelerar o processo de desgaste dos componentes do sistema de suspensão e direção, o que além de comprometer a dirigibilidade do veículo, aumenta o consumo de combustível.
Por esses motivos recomenda-se uma análise periódica no sistema de suspensão do veículo através de equipamentos apropriados para realizar ajustes corretivos, seguindo tolerâncias específicas de cada veículo determinadas pelos próprios fabricantes. Para evitar acidente ou maiores prejuízos, é importante fazer o alinhamento a cada 5.000km rodados ou a cada troca de pneus, ou antes de realizar uma viagem. O alinhamento dos faróis também é um importante item de segurança que necessita periodicamente ser verificado, para evitar o ofuscamento dos outros motoristas.
Mas hoje eu gostaria de abordar sobre outro tipo de alinhamento. Muito mais importante do que ter os pneus do carro devidamente alinhados, é indispensável que a vida do crente esteja devidamente alinhada com a vontade de Deus. Este alinhamento com a vontade de Deus precisa ser contínuo para que graves problemas não aconteçam. Não podemos esperar a data de uma “revisão espiritual”, é importante diagnosticar se estamos alinhados com a vontade de Deus diariamente. Sabemos que é perigoso fazer uma viagem com o veículo desalinhado, mas é extremamente mais perigoso estar com a vida desalinhada com a vontade do Senhor.

O texto bíblico em Ageu 1: 1-11 nos apresenta a exortação do profeta Ageu a um povo que estava totalmente desalinhado com a vontade do Senhor. Lembremos que a vontade de Deus era bem clara: o seu templo deveria ser reerguido para que o povo se ajuntasse em adoração novamente. O verso 8 não deixa dúvidas: "Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; dela me agradarei e serei glorificado, diz o SENHOR." O que é agradável a Deus deve ser agradável também ao cristão.
Deus despertou até reis ímpios para cumprir os Seus desígnios – todo o processo de retorno do exílio prova que a boa mão do Senhor estava governando a história. Ciro, o rei da Pérsia, emitiu um decreto autorizando o retorno dos exilados para reconstruir o templo em Jerusalém (Ed. 1:1-4). Não há duvida de que sob a vontade soberana de Deus, o reinado de Ciro foi usado para levar os israelitas de volta à sua terra natal, depois de permanecerem setenta anos no exílio. Desta forma, muitas pessoas começaram a voltar para Jerusalém. A reconstrução do templo foi iniciada, mas logo foi abandonada. Depois de aproximadamente 20 anos, no ano 520 a.C, o profeta Ageu entra em cena para despertar o povo. As palavras de Ageu neste contexto serviram para alinhar o povo com a vontade de Deus. Então, tendo como base as advertências feitas por intermédio do profeta Ageu, eu gostaria de afirmar o seguinte:

“PARA ALINHAR-SE COM A VONTADE DE DEUS O CRISTÃO PRECISA REMOVER ALGUNS OBSTÁCULOS”

O desejo de todo crente deve ser alinhar-se com a vontade de Deus, para que o seu viver seja agradável ao Senhor. Se não é este o nosso sincero desejo, estamos perdendo o nosso tempo. O cristão genuíno almeja sempre estar no rumo certo, desfrutando cada dia da boa, perfeita e agradável vontade de Deus.
Deus requer dos seus filhos um comportamento condizente com a Sua Vontade revelada nas Escrituras. Quando a vida do crente está desalinhada em relação à vontade de Deus é porque existem certos obstáculos que não foram removidos. Qualquer obstáculo que nos impede de realizar a vontade de Deus não pode ser tolerado. Se estivermos rendidos diante destes obstáculos, é um claro sinal de não estamos vivendo para a glória de Deus. É por isso que é relevante identificar e remover estes obstáculos, para que possamos prosseguir na caminhada com Cristo, sempre mantendo o alinhamento com a vontade d’Ele para as nossas vidas. O rumo certo na vida cristã só é possível quando estamos alinhados com a vontade do Pai.

Que obstáculos o cristão precisa remover para alinhar-se com a vontade de Deus? De acordo com este texto o cristão precisa remover três obstáculos para alinhar-se com a vontade de Deus, que serão abordados neste sermão.

OBS.: ESTE SERMÃO CONTINUA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O cristão genuíno

No meio evangélico ou gospel é difícil identificar o que é joio e o que é trigo. Mas a Bíblia nos diz que por meio dos frutos é possível conhecer qual é árvore. Você é um crente genuíno? Quais são algumas evidências que um cristão genuíno apresenta? Logo abaixo apresentarei três evidências que podemos encontrar num cristão genuíno (a ordem em que aparecem não define qual é prioritária). Minha oração é que cada leitor examine-se por meio deste breve check-up.

Em primeiro lugar, o crente genuíno é alguém que está sendo transformado diariamente na imagem de Cristo. Ele não fica estacionado na sua vida cristã esperando o tempo passar. Pelo contrário, o crente autêntico percebe que sua vida ainda tem muito a melhorar para agradar a Deus, e então, ele busca depender da graça do Pai para o seu amadurecimento. A Bíblia diz em Provérbios 4:18 que “a vereda do justo é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” O cristão autêntico está envolvido neste processo de conhecer e prosseguir conhecendo a Deus no seu dia-a-dia.

Em segundo lugar, o crente genuíno é alguém que reconhece suas fragilidades e que precisa continuar lutando contra o pecado em seu viver. Ele sabe que não está imune contra as ciladas da carne e nem do diabo, por isso o crente genuíno busca estar vigilante em cada circunstância. Ele não anda por aí se gabando que não comete mais nenhum pecado, porque está escrito em 1 Coríntios 10:12: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.” O crente genuíno sabe que o seu coração é enganoso e que não pode confiar em sua própria força para vencer as tentações. Por isso, ele confessa seus pecados constantemente para não deixar nenhum lixo debaixo do tapete. Ele faz sempre uma faxina geral em sua mente para checar o que precisa ser purificado.

E finalmente, o crente genuíno também é alguém que ama a Palavra de Deus. Ele não negligencia o estudo cuidadoso da Bíblia para tirar princípios e aplicações. O crente genuíno sempre está interessado em ouvir o que Deus tem a lhe dizer por meio da Bíblia. Ele não fica atrás de revelações e sonhos que outras pessoas tiveram a seu respeito, porque o seu maior tesouro é a Palavra de Deus. O seu interesse é direcionado para as Escrituras, e quando tem alguma dúvida busca a orientação de pessoas que podem lhe explicar melhor. Ele reconhece que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm. 3: 16-17).

O cristão genuíno apresenta estas três evidências em sua vida: ele é alguém que está em processo de crescimento contínuo; ele é alguém que reconhece e confessa os seus pecados; e ele é alguém que dedica seus esforços para conhecer a Palavra de Deus. Meu irmão, a pergunta é a seguinte: você tem estas evidências em sua vida? Reflita se já não é hora de evidenciar o verdadeiro cristianismo em seu viver.

MARCOS AURÉLIO DE MELO
MEDITAÇÃO PARA PROGRAMA DE RÁDIO

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

DECADÊNCIA ESPIRITUAL

TEXTO BÍBLICO: II SAMUEL 15: 1-23

“A crise financeira um dia chega” – é o que dizem os especialistas em economia. Em 2008, quando a crise econômica afetou os EUA, muitos analistas de mercado disseram que os efeitos seriam catastróficos em muitos países. No Brasil, a crise financeira não foi apenas uma “marolinha”. É necessário que os economistas acompanhem constantemente os dados da bolsa de valores e a cotação do dólar para averiguar possíveis sinais de declínio da economia.
No texto bíblico em epígrafe, a crise não era financeira, pois o poderio econômico do reino de Davi era fantástico. Esta crise tinha um caráter político e familiar. Absalão, o terceiro filho de Davi, moveu uma conspiração para tomar o trono do seu pai. Os sinais de decadência espiritual na vida de Davi se mostraram evidentes diante da crise que se instalou. Vamos analisar alguns sinais que demonstram o declínio espiritual do rei Davi, e checar se alguns destes sinais se mostram também em nosso viver.

Em meio à crise, Davi demonstrou alguns sinais de decadência espiritual

Com base neste texto, que sinais demonstram decadência espiritual na vida de Davi em meio à crise?

1º sinal) O TEMOR DIANTE DA PRESSÃO HUMANA (Vv. 13,14)
Davi se mostrou temeroso e inseguro diante do golpe de Estado que sofreu do próprio filho Absalão. O rei Davi, que já tinha vencido inúmeras batalhas, agora mostra o seu lado “covarde” diante da multidão que vinha contra Jerusalém. Uma leitura superficial do texto aponta para certa prudência do rei que não desejava sangue derramado dentro da cidade. Mas não é isso que prevalece no texto. Davi está totalmente vencido pelo medo. O rei que guerreou várias vezes contra os filisteus e liderou pelejas memoráveis passou a “pensar com as pernas”, porque se deixou atemorizar pela pressão dos opositores.
A situação do apóstolo Paulo serve como uma ilustração adequada. Na igreja de Corinto ele sofreu forte oposição e foi muitas vezes desprezado. Se Paulo tivesse escolhido a “neutralidade” diante das pressões que sofreu, ele não teria confrontado o pecado como fez em I Cor. 5: 1-5. Ele exortou aqueles irmãos no poder do Espírito e sem nenhuma vanglória pessoal. Diante de muitos que questionaram sua autoridade apostólica, o apóstolo Paulo mostrou-se firme na segunda carta que escreveu aos crentes de Corinto (II Cor. 10 e 11). Também podemos observar outros exemplos bíblicos que são verdadeiras demonstrações de coragem, como Daniel e Estevão.
O crente não deve ser governado pelo temor dos homens (Pv. 29:25). Nossas atitudes devem ser movidas pela coragem que as promessas bíblicas nos outorgam. Os homens muitas vezes exercem papel determinante em nosso comportamento porque ficamos fragilizados diante da pressão sofrida. As pessoas podem nos expor e humilhar, ou podem nos rejeitar, ridicularizar ou desprezar. Mas nenhuma delas pode nos fazer nenhum mal que esteja fora do propósito de Deus, e que seja para o nosso fortalecimento espiritual. O salmista Davi escreveu grandes declarações de confiança em Deus, por exemplo: "Em me vindo o temor, hei de confiar em ti. Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer um mortal?" (Sl. 56: 4-5).
Muitos cristãos estão em completa decadência porque ainda não se valeram dos recursos da Palavra de Deus para vencer a pressão humana. Alguns jovens crentes se deixam levar pela “opinião da turma”, e se envolvem em atividades reprováveis pela Palavra de Deus, somente para não sofrer nenhum tipo de rejeição. Ademais, novas leis estão sendo discutidas no Congresso Nacional. Qual a será a nossa reação diante da possível legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo? Os legisladores querem colocar uma mordaça para que não haja nenhum tipo de discriminação quanto à opção sexual. Mas não podemos ficar calados diante de tal afronta ao Evangelho. “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).

2º sinal) A INCERTEZA DIANTE DA CONDIÇÃO FUTURA (Vv. 19,20)
Davi demonstra que estava inseguro quanto ao seu destino. Seu lema naquele momento era: “Não me siga: estou perdido!” Ele não se mostrou resoluto porque seu coração passou a duvidar da direção que Deus tinha para sua vida a partir dali.
Nenhum de nós pode conhecer o que o futuro nos reserva. Mas é imprescindível que o crente tenha plena convicção de que seu futuro está sob o controle soberano de Deus. “Não conhecemos o que o futuro nos reserva, mas conhecemos quem dirige o futuro” (Willis J. Ray). Não há nada mais angustiante do que viver temeroso quanto ao dia de amanhã, mas para o cristão a confiança na provisão de Deus assegura paz perfeita e completa. Momentos de dúvida podem surgir, mas não devem dominar o crente a ponto de desviar o seu olhar de Cristo (Hb 12:2 – “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus”).
É necessário tomar decisões e realizar planejamento, mas é fundamental depositar esperança no Soberano Senhor. O crente que vive angustiado quanto ao dia de amanhã com certeza está em decadência espiritual. Esta angústia indica que a sua esperança não está firmada em Deus. Além disso, tal incerteza vai gerar a ansiedade que foi duramente reprovada por Jesus em Mateus 6: 25-34. É melhor confiar na vontade soberana de Deus e descansar em Seu poder. A letra de um hino antigo expressa de forma singular qual deve ser a expectavia do cristão:

As tuas mãos dirigem meu destino
Acasos para mim não haverá
O grande Pai vigia o meu caminho
E sem motivo não me afligirá
(HINO C.C. 350 – Direção Divina)

A vida sem metas é um verdadeiro caos. Muitos crentes vivem sem expectativa nenhuma e isto demonstra uma profunda decadência espiritual. Devemos agir como o apóstolo Paulo: “mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fl. 3: 13-14). A essência do viver cristão se baseia nas promessas de Deus que são orientadas para o futuro.

3º sinal) A APATIA DIANTE DO PAPEL DE LIDERANÇA (Vv. 15)
O povo até o respeitava como líder, mas Davi estava tão apático diante daquela circunstância que não exerceu como deveria seu papel de liderança. Suas energias foram minadas pela insegurança em seu coração e por isso não conseguiu liderar efetivamente. Absalão já estava aprontando sua conspiração no mínimo há quatro anos (2 Sm. 15: 7), porém Davi não deu a devida importância aos fatos. Sua liderança como pai e como rei não foi competente e eficaz e por causa disso o jovem rebelde Absalão foi ganhando terreno dentro do reino.
Aqui surge um alerta para os homens cristãos. Deus deu a homem o papel de líder dentro do lar (1 Co 11:3). Mas esta liderança não se traduz em autoritarismo ou em um regime de ditadura. O homem deve exercer esta liderança em relação à esposa com o mesmo amor que Cristo demonstrou para com a igreja. O princípio para que o homem seja o cabeça da mulher é endossado pela ilustração permanente da ordem da criação (primeiro o homem; depois a mulher). Sendo assim, os homens crentes que não exercem seu papel de liderança efetiva dentro de seus lares estão em decadência espiritual. Somos responsáveis diante de Deus pelas pessoas que ele nos confiou e Deus vai cobrar de cada um de nós se exercemos fielmente a liderança em nossas famílias. Note que um dos requisitos para o desempenho de liderança na igreja é “governar bem a própria casa”, de acordo com 2Tm. 3:4-5.
Outro rei famoso que não assumiu o seu papel de líder foi Acabe. Sua mulher Jezabel tomou as rédeas e deu as cartas no reino. Acabe se tornou um fantoche nas mãos de sua esposa e o seu reinado foi um dos mais ímpios que se tem notícia. Todas as vezes que o homem não exerce efetivamente o seu papel de liderança, os prejuízos são contabilizados. A bênção de Deus não repousa sobre um lar onde os papéis estão invertidos ou não estão sendo exercidos devidamente. Este ambiente é propício para a rebeldia dos filhos que não reconhecem a autoridade dos pais. Por isso é de fundamental importância que haja disciplina desde a infância para que os filhos aprendam o valor da liderança paterna. Foi o que não aconteceu na vida familiar do sacerdote Eli. Seus filhos (Ofni e Finéias) faziam o que era mau aos olhos do Senhor, mas a fraca repreensão de Eli não surtiu nenhum efeito (1 Sm. 2:22-25; 29). A decadência espiritual sobreveio sobre a casa do sacerdote Eli, e ao final de tudo seus filhos foram mortos pelos filisteus, como consequência de uma liderança mal empreendida.


MARCOS AURÉLIO DE MELO
ESTUDOS NO LIVRO DE II SAMUEL

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Não desperdice a sua vida

TEXTO-BÍBLICO: II SAMUEL 23: 1-7
No final de cada ano é comum as redes de televisão transmitirem a famosa retrospectiva. Este programa tem como objetivo repassar em poucos minutos o que aconteceu de mais importante ao longo do ano, bem como os fatos e personagens que foram destaque no meio jornalístico. Quando se trata de retrospectiva é muito importante fazer uma análise apropriada dos fatos. É importante que o crente também faça uma retrospectiva, não apenas no final do ano ou quando se aproxima o fim da vida num leito de hospital.

As últimas palavras de alguém sempre ficam marcadas na memória de parentes e pessoas próximas. Neste texto, o rei Davi já está bem velho e logo passará o cetro de rei para o filho Salomão. Suas últimas palavras estão carregadas de emoção, mas ao mesmo tempo, estão cheias de certeza. Podemos dizer que Davi viveu intensamente e sua biografia não caberia em poucos minutos de uma retrospectiva na televisão. Mas o importante em tudo isso é saber que Davi não desperdiçou a sua vida, como ele mesmo afirma com as palavras deste texto. Sendo assim, eu gostaria de afirmar e provar a seguinte proposição:

“Algumas certezas confirmam que a nossa vida não foi desperdiçada”

De acordo com este texto, que certezas confirmam que a nossa vida não foi desperdiçada?

1 – A plena certeza de ter sido usado por Deus (Vs. 1,2)

Davi foi levantado por Deus para ser o rei de Israel (Salmo 78:70,71). O Senhor ordenou que Davi fosse ungido por Samuel (I Sm. 10:1) para esta tarefa tão importante. Além disso, a maioria dos salmos cantados em Israel era de autoria de Davi. Além disso, o rei Davi tinha certeza de que o Espírito do Senhor trabalhava por meio dele (dependência). Todos estes fatos comprovam que ele foi muito usado por Deus enquanto viveu.

O crente que não tem certeza de que está sendo usado por Deus está desperdiçando a sua vida com inúmeras futilidades ou banalidades. A Bíblia em algumas passagens afirma que nós somos “vasos”, mas não “vasos de enfeite”. Os vasos descritos na Bíblia são vasos úteis para algum serviço. Por exemplo, em 2Tm. 2:21 está bem claro que devemos ser “utensílios para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparados para toda boa obra.” Timóteo, um jovem pastor, deveria estar bem ciente que no serviço do Senhor não poderia cruzar os braços.

Mas muitos crentes já terceirizaram o serviço do Senhor e se tornaram meros espectadores. Isto é um grave problema no meio do povo de Deus, pois mostra que muitos estão desperdiçando suas vidas deixando de servir ao Senhor. Esta falta de compromisso que se percebe no meio da igreja denota a superficialidade com que encaramos o serviço ao Senhor. Um crente acomodado afronta ao Senhor, que o comprou com alto preço. Não estou falando de ativismo, pois o ativismo é tão perigoso quanto a falta de compromisso. Mas o crente que não deseja desperdiçar a sua vida precisa dedicar-se diariamente para ser usado pelo Senhor, servindo na dependência do Espírito.

Você tem plena certeza que está sendo usado por Deus no seu dia-a-dia? De que forma Deus já usou você nesta semana? Como você serve ao Senhor com os dons que recebeu? Para o crente genuíno, não deve existir nada mais satisfatório do que ser usado por Deus e para a glória de Deus. Nós pertencemos a Deus duplamente: fomos criados e comprados por Ele. Sendo assim temos que viver com o seguinte pensamento: “Só uma vida, e logo passará; só o que é feito para Cristo durará.”

2 – A plena certeza de ter sido moldado por Deus (Vs. 3,4)

Davi aprendeu a governar com justiça o povo de Israel e a estabelecer a retidão porque foi moldado por Deus ao longo de sua vida. O rei Davi dominou o povo no temor de Deus, ou seja, ele tinha plena convicção de que sem temer a Deus seria impossível reinar eficientemente. Além disso, a metáfora no versículo 4 indica que alguém que está sendo moldado no “temor do Senhor” é como a luz de um dia ensolarado após uma forte chuva. A associação com Provérbios 4:18 é inevitável: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.”

Deus utiliza várias fases da vida para aperfeiçoar os seus servos e lapidá-los. Davi entrou na escola do temor a Deus bem jovem. Acostumado a pastorear ovelhas e lutar com feras selvagens, ele teve que encarar o gigante Golias depois de ter sido ungido por Samuel. Seu caráter foi pouco a pouco sendo moldado em meio aos vales e desertos que teve que atravessar quando fugia do rei Saul. Após cometer os pecados envolvendo adultério e homicídio, ele enfrentou a dura disciplina do Senhor e vários problemas sobrevieram a sua própria família. Tudo isso Deus usou para moldar o caráter deste homem.

A Bíblia nos conta a história de José que foi vendido pelos irmãos como escravo para o Egito. Naquele país pagão ele enfrentou revezes e inúmeros desafios. Mas ao chegar ao fim de sua vida, diante dos seus irmãos, ele faz uma retrospectiva e percebe que sua vida não foi desperdiçada porque Deus moldou o seu caráter (Gn. 50:18-21). Deus fez José entender que tudo que aconteceu com ele estava dentro dos perfeitos propósitos divinos.

Ao fazer uma retrospectiva o crente que não desperdiçou a sua vida tem plena certeza de que foi moldado por Deus ao longo da jornada. As arestas de autossuficiência e orgulho precisam ser retiradas, e Deus é especialista em tirá-las de seus filhos. Quando o nosso caráter está sendo moldado por Deus há muita dor envolvida, mas o resultado supera toda dor. O desejo de pecar precisa ser mortificado cada vez mais, e Deus utiliza meios que nos levam a uma mudança bíblica real.

Você olha para trás e percebe o quanto cresceu no “temor do Senhor”? Fazendo uma retrospectiva você consegue enxergar que “arestas” Deus retirou de sua vida? O objetivo do Senhor é nos conformar à perfeita imagem de Cristo (Rm. 8:29), como um Oleiro que molda o barro como lhe apraz (Jr. 18:4).

3 – A plena certeza de ter sido abençoado por Deus (Vs. 5)

Davi olha para trás e percebe o quanto Deus o abençoou. Ele não é cego diante de tantas bênçãos e se mostra totalmente satisfeito. A aliança do Senhor com Davi estava firmada e garantida em todos os aspectos – bem definida e segura. Com estas palavras, Davi reconhece que tudo em sua vida teve início com Deus. As bênçãos sem medida que este servo traz à sua memória estão alicerçadas em Deus somente e, consequentemente a sua esperança para o futuro também se firma em Deus.

Nós também fomos muito abençoados. A Bíblia nos diz que “Deus nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo” (Ef. 1:3), e isto significa muito mais do que podemos imaginar. Quando olhamos para nossas vidas sem Cristo e notamos a maravilhosa graça de Deus que nos alcançou, precisamos dobrar nossos joelhos em adoração. Perceber o quanto temos sido abençoados por Deus deve encher os nossos corações de gratidão e modificar o modo como vivemos neste mundo. O cuidado de Deus direcionado aos seus filhos é além de qualquer expectativa, seja no passado, presente ou futuro. “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.” (Tiago 1:17).

Jesus espera que tenhamos “vida com abundância”, não uma vida desperdiçada! As bênçãos de Deus sobre o seu povo são abundantes e quem não tem olhos para enxergá-las está literalmente desperdiçando sua vida. Muitas pessoas preferem desconfiar de Deus e vivem na mediocridade dentro das igrejas, porque ainda não reconheceram que as bênçãos celestiais são muito mais importantes do que as bênçãos materiais.

Feliz é o homem que faz uma retrospectiva de sua vida e possui esta certeza em seu coração. Não podemos desperdiçar nossas vidas com futilidades ou viver resmungando pelos cantos, pois Deus tem nos abençoado muito além do que podemos imaginar ou merecer.

Estas certezas devem encher o nosso coração em cada novo dia, porque não sabemos nem dia ou hora que Deus nos chamará para Si. Viver baseado nestas certezas já é uma grande vitória e chegar ao fim da vida alicerçado nelas é vitória ainda maior. Não há nada mais ruim do que desperdiçar a vida com coisas banais. Seremos cobrados por tudo que Deus nos concedeu: tempo, dons, talentos. O apóstolo Paulo não desperdiçou a sua vida, pois ele “combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé” (2 Tm. 4:7). Reflita sobre estas verdades e, acima de tudo, não desperdice a sua vida!


MARCOS AURÉLIO DE MELO
ESTUDOS NO LIVRO DE II SAMUEL

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

PARA REFLETIR


"O que é central em nossas vidas define quem recebe a maior glória. Se o “eu” estiver no centro do viver, com suas reivindicações pecaminosas, nossas ações serão motivadas pelo amor-próprio destrutivo. Precisamos desarraigar-nos de todo o engano do pecado chamado egoísmo, para que o nosso objetivo supremo seja viver exclusivamente para a glória de Deus. Somente assim conseguiremos buscar o reino de Deus e a Sua justiça como prioridades excelentes. Somente assim o Senhor estará onde Ele realmente deve estar, ou seja, no centro do nosso viver, dando-nos clareza e percepção real sobre as mudanças bíblicas que precisamos implementar."

MARCOS MELO

sábado, 21 de agosto de 2010

A carne precisa morrer

“Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis.” Romanos 8:13

Dos três inimigos do cristão apontados por Lutero (o mundo, a carne e o diabo), qual deles é o mais perigoso? Todos são inimigos ferozes, mas há um deles que está sempre por perto. Aliás, a carne é a velha natureza de Adão que ainda permanece no crente mesmo após a conversão. Ela está conosco 24 horas por dia, 7 dias por semana e 4 semanas no mês, 12 meses por ano, até o fim de nossa vida nesta terra. O mundo com todas as suas artimanhas só terá espaço em nosso viver se permitirmos que a carne ganhe espaço. E o diabo apenas abana o fogo, pois a lenha e o combustível já existem no nosso coração. Alguém disse que “sobre os ombros do diabo têm sido colocadas muitas culpas que são nossas, pecados voluntários, erros que tiveram nossa dedicação.” A carne que nos assedia diariamente é o mal que habita em cada um de nós.

Paulo escreveu a epístola aos Romanos e foi bem enfático ao afirmar o seguinte: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim” (Romanos 7:18-20). Este mal a que Paulo se refere é toda a natureza corrompida de Adão que ainda permanece no cristão. Sugiro que você leia atentamente os capítulos 6, 7 e 8 de Romanos. Todos já nascem com a propensão de satisfazer os desejos da carne (Ef. 2:3), mas o cristão não deve ceder aos desejos carnais se tem o propósito firme de agradar a Deus. Quando o homem é salvo e passa a se relacionar com Deus, ele começa a perceber a pecaminosidade que há dentro dele.

Duas palavras são usadas na Bíblia para se referir à carne: “soma” e “sarx”. A palavra “soma” é normalmente utilizada para se referir a corpo físico, enquanto “sarx” possui uma abrangência maior e pode significar também a natureza caída do homem. O pecado infectou cada aspecto da nossa existência, por isso a carne é apontada como inimizade contra Deus. As obras da carne descritas em Gálatas 5: 16-21 são manifestações diretas desta inimizade contra o Espírito de Deus. Neste texto bíblico observamos nos versículos 22 e 23 o estilo de vida diferente que é percebido mediante os frutos do Espírito. Este conflito dentro do crente é travado diariamente, por isso é que o cristão precisa aprender a mortificar o poder maléfico de sua carne dia após dia.

Para que haja uma mortificação eficaz do poder que a carne possui, devemos aplicar algumas estratégias muito importantes. Um dos passos é vigiar atentamente tudo o que chega a nossa mente e filtrar todas as coisas segundo uma cosmovisão bíblica. A mente é a porta de entrada e só podemos permitir que entre em nossa vida o que seja útil para o nosso crescimento e edificação espiritual. Por isso é que somos advertidos constantemente sobre uma transformação que envolve a renovação da nossa mente. Outra estratégia é diagnosticar logo no início as “iscas” que são colocadas diante de nós. Para isso devemos ter um coração submisso à verdade da Palavra de Deus, que não deve sofrer alterações para se adaptar aos nossos anseios pecaminosos. Além disso, precisamos exercitar a negação do “eu”, dizendo não aos desejos da carne (Lc. 9:23) e nos despojando constantemente das obras do velho homem (Cl. 3:9), que se corrompe segundo as concupiscências do engano.

Para viver de modo agradável a Deus o crente necessita mortificar a carne, fechando as brechas a fim de que não haja suprimento para ela. A carne precisa morrer e nós somos totalmente responsáveis por isto. Como filhos amados do nosso Pai, devemos prosseguir crescendo até a estatura de varão perfeito conformando-nos dia após dia à imagem do Senhor Jesus Cristo.


Textos úteis:
“Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.” (Gálatas 6:8)
“Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” (Romanos 8:8)
“Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?” (1 Coríntios 3:3)
"Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz." (Tg. 1:14)


ESTUDO BÍBLICO UNIÃO DE JOVENS
MARCOS AURÉLIO DE MELO

terça-feira, 9 de março de 2010

Argumentos pecaminosos de Saul

No texto bíblico em I Samuel 13:8-12, observamos a precipitação do rei Saul que ofereceu holocausto e ofertas pacíficas no lugar de Samuel, coisa abominável aos olhos do Senhor. Devemos entender que o pecado de Saul foi aberrante porque afrontava a autoridade de um profeta instituído pelo Senhor, e, consequentemente, afrontava o próprio Deus, que tinha estabelecido as devidas regras a serem obedecidas no momento do sacrifício. A atuação de Saul como rei não devia funcionar independentemente da lei e dos profetas. Embora a monarquia humana tivesse sido estabelecida, o rei deveria reconhecer ao Senhor como verdadeiro Rei. Deus é quem define o modo que aceita adoração, e Saul não era a pessoa designada para tal tarefa.

Samuel chega em Gilgal, local onde o povo estava reunido para guerrear com os filisteus, e pergunta a Saul o que tinha acontecido. O rei apresenta uma resposta furada cheia de argumentos pecaminosos, para tentar convencer o profeta Samuel a respeito de sua atitude.

É interessante perceber como nós também somos mestres em inventar desculpas quando pecamos. Na vã tentativa de aliviarmos nossa consciência, argumentamos em favor de ações pecaminosas cometidas por nós. Então, utilizamos argumentos que distorcem totalmente o ensino bíblico tentando provar que tínhamos alguma razão ao cometer atos de desobediência ao Senhor. Podemos então resumir esta tendência da seguinte forma : "Quando tentamos justificar os nossos pecados sempre utilizamos argumentos pecaminosos."

O homem sem Deus justifica-se de todas as formas o seu pecado. Ele se esconde atrás de folhas de figueira (psicologia, humanismo). Mas o cristão que comete um pecado não deve ficar tentando apresentar justificativas com argumentos ainda mais pecaminosos. Ele deve se dobrar em arrependimento genuíno e ficar de coração contrito por ter ofendido ao Deus que é Santo, Santo, Santo.


Nas próximas três postagens irei abordar que argumentos pecaminosos foram utilizados por Saul para justificar seus pecado. Veremos neste texto pelo menos três argumentos que Saul utilizou de forma implícita. Então acompanhe os próximos posts deste Blog.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O testemunho pessoal

O versículo bíblico em Mateus 23:3 é enfático: “não os imiteis nas suas obras, porque dizem e não fazem”. A NVI diz assim: “Não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam.” Os fariseus tinham adotado a teologia do "faça o que digo, mas não faça o que eu faço". Eles eram bons na ortodoxia, mas péssimos na ortopraxia (Ortodoxia: significa a verdadeira doutrina ou ensino sadio e correto; Ortopraxia: significa a prática correta, o proceder correto). Quando não ficavam além ou aquém das Escrituras, os fariseus até que ensinavam verdades aplicáveis no dia-a-dia, mas eles mesmos não as praticavam. Os fariseus que amavam os discursos homiléticos, mas a doutrina correta e o viver correto devem andar juntos. Apesar da autoridade investida (eram também juízes no tribunal onde a Lei Mosaica era a lei civil), suas atitudes não eram compatíveis com aquilo que proferiam.

LUCAS 6: 46-49 – A parábola que Jesus contou sobre o homem que edificou sua casa na areia, sem fundamento algum, serve para ilustrar que a negligência em praticar a Palavra de Deus corrói as nossas vidas e nos tira a estabilidade. Já o homem que edificou a sua casa sobre a rocha, depois de cavar um profundo alicerce, ilustra o homem que aplica na prática os ensinos das Escrituras. Cristo não se agrada de bons ouvintes; Ele requer de nós a aplicação das verdades bíblicas. Tiago reafirma este ensino: “tornai-vos praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando a vós mesmos.” (Tg. 1:22)

Paulo, que tinha sido um zeloso fariseu, depois de experimentar a transformação mediante o Evangelho de Cristo, fez questão de pregar também com o seu proceder exemplar: “Tornem-se meus imitadores como eu sou de Cristo” (1 Co 11.1). Ele sabia da enorme responsabilidade que pesava sobre os seus ombros: ser um exemplo para os crentes das igrejas que foram fundadas. Paulo nos ensina que o padrão era Cristo, mas o seu viver espelhava a imagem do Salvador.

Para quem exerce liderança (diáconos, pastores) a responsabilidade de ter um testemunho pessoal ainda é mais acentuada. Em I Timóteo 4:12 nós observamos o apóstolo Paulo alertando o jovem pastor a ter um procedimento exemplar: “Torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.” Ao jovem Tito, que estava na ilha de Creta, Paulo também exortou: “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras.” (Tito 2: 7-8) A mesma verdade foi explicada por C. H. Spurgeon: “Nossa vida deve ser tal que os homens possam imitá-la com segurança.”

Existe muita gente que conhece a verdade sobre Deus, mas que está vivendo uma vida que não pode agradar a Deus. Esta incoerência precisa ser sanada o quanto antes, com a correta compreensão do valor que o testemunho sadio possui. Afinal, árvores boas devem produzir bons frutos. Uma mente que foi transformada pelo poder da Palavra de Deus produzirá uma vida transformada, ou então, há de se contestar se esta transformação foi realmente genuína. A fé salvadora genuína certamente trará frutos genuínos – é que Tiago escreve na sua carta, alertando sobre a necessidade de obras que atestem claramente a conversão a Cristo por meio da fé.

É um dever do crente viver de modo digno do Evangelho e em conformidade com as instruções da Palavra de Deus. Este é o ensino de Paulo na carta aos Efésios 4:1. Depois de ensinar doutrina da graça e da soberania de Deus na salvação do homem, Paulo exorta os crentes a “andar de modo digno da vocação a que foram chamados.“ Se o crente não se preocupa com o seu testemunho, deve começar a repensar sua salvação, porque o evangelho não apenas é poder de Deus para a salvação, mas também para a conformação do homem à imagem de Jesus Cristo. Taylor escreveu que “a boa influência é o perfume do caráter”, e a Bíblia nos diz que devemos espalhar por todo lugar a boa fragrância do conhecimento de Cristo, que se demonstra em práticas coerentes com a Palavra de Deus. As palavras de Jesus aos discípulos no sermão da montanha evidenciam que é possível sim apresentar ao mundo este bom perfume, a fim de glorificar a Deus.

Esta incoerência entre doutrina X prática existe em seu viver? Você reconhece a necessidade de afinar seu testemunho pessoal com a doutrina e o ensino bíblico? Que influência você tem deixado para a sua geração através do seu proceder? O seu viver diário está coerente com a sua profissão de fé ? Responder a estas perguntas é o primeiro passo para uma profunda revolução. Não deixe que o mundanismo faça morada em seu coração, retirando seu vigor para apresentar uma luz brilhante ao seu redor. Em Pv. 4:18, lemos que: “A vereda do justo é como luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.”

Marcos Aurélio de Melo
Estudos em Mateus 23:1-7
Esta série encerra na próxima postagem

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A rebeldia do coração

"Mas este povo é de coração rebelde e contumaz; rebelaram-se e foram-se."
Jr. 5: 23

Alguém que está em coma espiritual deixa de perceber a rebeldia do seu próprio coração


O povo de Israel vivia em desobediência constante e não se apercebia da penúria espiritual em que se encontrava. Esta é uma situação deplorável, pois o coração do homem, como é denunciado por Jeremias é totalmente enganoso. Não se pode confiar nele para encontrar soluções diante dos problemas da vida. O coma espiritual leva a pessoa a não perceber que o seu coração é a fonte de toda a rebeldia e obstinação contra Deus. Este estado de coma leva o homem a buscar explicações em vãs filosofias e em pensamentos humanistas, que se distanciam do diagnóstico bíblico sobre o coração do homem.

A Bíblia utiliza em várias passagens o simbolismo da cerviz endurecida, para ilustrar a grande rebeldia do povo de Israel (Jr. 7:26; Jr. 17:23; Jr. 19:15). A situação do coração não é nada boa, segundo a Palavra do Senhor. A rebeldia é algo inerente ao coração do homem, mas muitos não admitem tal afirmação. Na adolescência, por exemplo, os conflitos surgem com os pais e com outras pessoas por conta desta rebeldia que não foi domada nos primeiros anos da infância.

Nenhuma pessoa pode confiar no próprio coração, deixando que os intentos e propósitos internos dirijam o viver, sem amargar tristes resultados. Quem está em coma espiritual começa a enxergar valores bons no coração e a não temer as consequências dos seus atos de rebeldia. Então passa viver sem prestar contas ao Senhor, com o coração totalmente obstinado na prática de pecados. Mesmo diante da justa disciplina, a pessoa em coma espiritual declara a sua independência de Deus.

Quando a voz do coração começa a falar mais alto e damos atenção às suas propostas, é um claro sinal que um coma espiritual se aproxima. Começamos a focalizar muito o ego e a proclamar o evangelho da autoestima. Faz-se necessário que urgentemente busquemos a graça do Senhor em nossas vidas, que é suficiente para nos fazer submissos à vontade de Deus.


MARCOS AURÉLIO DE MELO


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Estado Vegetativo Espiritual

Nesta semana foi divulgada a notícia sobre um homem na Bélgica que passou os últimos 23 anos vivendo num suposto estado vegetativo, depois que os médicos erraram no diagnóstico (link da notícia). Este homem sofreu um acidente automobilístico e perdeu a coordenação motora, os movimentos dos membros e também a fala. Na verdade, ele conseguia ver, ouvir e sentir tudo o que se passava em sua volta, mas como não tinha como expressar isso, os médicos nunca mudaram o diagnóstico. Os médicos pensavam que estavam diante de um vegetal, mas afinal o homem estava consciente. Depois que o ligaram a um computador, o paciente começou a expressar-se: “Jamais esquecerei o momento em que foi identificado o que estava errado comigo – foi o meu segundo nascimento. Agora as pessoas sabem que não estou morto.” Resumindo, era uma mente saudável aprisionada num corpo paralisado.

Depois que li esta notícia comecei a pensar na triste situação que é viver em um Estado Vegetativo. Muitas pessoas em todo o mundo vivem nestas condições: apresentam apenas as funções básicas de manutenção da vida, como respiração e pulsação cardíaca, mas não possuem nenhuma consciência da realidade ao redor. É um estado inerte, sem reações, sem respostas aos estímulos, sem percepção nenhuma do que se passa em volta. Geralmente, o estado vegetativo é resultante de uma lesão cerebral grave, que atinge partes importantes do cérebro que são responsáveis pela consciência e a cognição.

Pensando em todo este contexto e analisando o texto bíblico em Jeremias 5: 21-24, comecei a pensar na situação do povo de Israel. Este povo estava em constante desobediência a Deus, vivendo de pecado em pecado, e fazendo de conta que Deus não estava se importando com nada disso. Vez após vez a palavra do Senhor veio a Jeremias para confrontar o povo mas não havia arrependimento sincero com abandono das práticas de idolatria e de cultos pagãos.

É verdade que o pecado tem um poder traumático e ocasiona sérias lesões na consciência espiritual de uma pessoa. Quando o pecado é praticado de forma intermitente e quando não há verdadeiro arrependimento, a consciência torna-se cauterizada. Esta insistência em afastar-se de Deus anula a consciência e traz prejuízos para a percepção de verdades espirituais importantes. A pessoa começa a viver num estado vegetativo espiritual, e, consequentemente, deixa de perceber certos fatos importantes. Este estado vegetativo espiritual é resultado da constante relutância em seguir ao Senhor e da constante insistência em praticar as abominações que o Senhor condena.

Marcos Aurélio de Melo
(novas postagens em breve complementando o assunto)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Os disfarces da autossuficiência

Neste estudo bíblico, baseado no texto que se encontra em Jeremias 8:4-7, abordo alguns disfarces que autossuficiência costuma assumir em nossas vidas. Partindo do pressuposto de que autossuficiência é uma grave afronta ao Senhor, faço uma análise de três aspectos bem relacionados com este pecado.

OBS.: A postagem anterior neste blog é um dos pontos deste estudo bíblico. Agora você pode ler na íntegra. Que Deus o(a) abençoe no estudo da Sua Maravilhosa Palavra.


PARA VISUALIZAR EM TELA CHEIA, CLIQUE NO BOTÃO TOGGLE FULL SCREEN, À DIREITA.



Marcos Aurélio de Melo
Mensagem pregada no Culto de Oração IBRJA em Petrolina-PE no dia 16.09.2009.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O cristão e a renúncia

O que é um “cristão”? Alguém que possui membresia em uma igreja na terra? Não. Alguém que afirma um credo ortodoxo? Não. Alguém que adota certo modo de conduta? Não. Então, o que é um cristão? É alguém que renunciou o “eu” e recebeu a Cristo Jesus como Senhor (Cl 2.6). O verdadeiro cristão é alguém que tomou sobre si o jugo de Cristo e aprende dEle, que é “manso e humilde de coração” (Mt 11.29). O verdadeiro cristão é alguém que foi chamado à comunhão do Filho de Deus, “Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Co 1.9): comunhão em sua obediência e sofrimento agora; em sua recompensa e glória no futuro eterno. Não existe tal coisa como o pertencer a Cristo e viver para satisfazer o “eu”. Não se engane nesse ponto. “Qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lc 14.27) — disse o Senhor Jesus. E declarou novamente: “Aquele que [em vez de negar-se a si mesmo] me negar diante dos homens [e não para os homens — é a conduta, o andar que está em foco nestas palavras], também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt 10.33).

A vida cristã tem início com um ato de auto-renúncia, sendo continuada por automortificação (Rm 8.13). A primeira pergunta de Saulo de Tarso, quando Cristo o deteve, foi esta: “Que farei, Senhor?” (At 22.10.) A vida cristã é comparada a uma corrida, e o atleta é chamado a desembaraçar-se “de todo peso e do pecado que tenazmente... assedia” (Hb 12.1) — ou seja, o pecado que está no amor ao “eu”, o desejo e a resolução de seguir nosso próprio caminho (Is 53.6). O grande e único alvo, objetivo e tarefa colocados diante do cristão é seguir a Cristo: seguir o exemplo que Ele nos deixou (1 Pe 2.21); e Ele não agradou a Si mesmo (Rm 15.3). Existem dificuldades no caminho, obstáculos na jornada, dos quais o principal é o “eu”. Portanto, ele tem de ser “negado”. Este é o primeiro passo em direção a seguir a Cristo.

O que significa negar completamente a si mesmo? Primeiramente, significa o completo repúdio de sua própria bondade: cessar de confiar em quaisquer de nossas obras para recomendar-nos a Deus. Significa uma aceitação irrestrita do veredicto divino de que todos os nossos melhores feitos são “como trapo da imundícia” (Is 64.6). Foi neste ponto que Israel falhou, “porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus” (Rm 10.3). Esta afirmativa deve ser contrastada com a declaração de Paulo: “E ser achado nele, não tendo justiça própria” (Fp 3.9).

Negar completamente a si mesmo significa renunciar de todo a sua própria sabedoria. Ninguém pode entrar no reino de Deus, se não se tornar como uma “criança” (Mt 18.3). “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Is 5.21.) “Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.22). Quando o Espírito Santo aplica o evangelho com poder em uma alma, Ele o faz “para destruir fortalezas, anulando... sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.4,5). Um lema sábio que todo cristão deve adotar é: “Não te estribes no teu próprio entendimento” (Pv 3.5).


Por A. W. PINK

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Calamidade Espiritual

Hoje eu tive a oportunidade de pregar no Culto de Oração da minha igreja. Estamos estudando o livro de Jeremias e tem sido um desafio animador ouvir mensagens baseadas na Palavra do Senhor que foi dirigida a Jeremias. Nesta oportunidade falei sobre a calamidade espiritual e seus efeitos devastadores na vida do crente que abandona a comunhão com o Senhor. Dedique um tempo na leitura deste esboço, que pode ser um recurso valioso para edificar sua vida também, assim como edificou a minha.


PARA VISUALIZAR O TEXTO EM TELA CHEIA É SÓ CLICAR NO BOTÃO À DIREITA "TOGGLE FULL SCREEN".




Estudo bíblico entregue na forma de homilia em 12.08.2009
Marcos Aurélio de Melo

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mais do que alívio dos problemas

Gosto de compartilhar aqui no blog trechos de livros que leio. Estou lendo atualmente o livro "Transformados na Sua Imagem", de Jim Berg, publicado no Brasil pela Editora Batista Regular. Este livro apresenta o padrão bíblico para a transformação do homem e traz orientações muito práticas sobre o crescimento espiritual em busca da maturidade esperada do cristão redimido. Cada capítulo apresenta verdades substanciais que são somadas à ilustrações bastantes sugestivas, e assim a leitura torna-se bastante agradável. Recomendo a todos a leitura deste livro. Mas como um aperitivo aqui vai uma pequena citação do capítulo 6:


"A vida cristã é, em primeiro lugar e acima de tudo, acerca de Deus. Não é primariamente acerca de escapar do tormento eterno ou vencer pecados dominantes ou libertação de emoções desconcertantes. O nosso desânimo, ira, preocupação, medo, culpa, amargura, concupiscência e assim por diante, são indicação que um relacionamento de amor dependente com Deus foi se esfriando – ou nunca se desenvolveu. O objetivo primário da transformação bíblica não é obter alívio destes problemas. Estes problemas lembram-nos da pobreza do nosso relacionamento com Deus e são permitidos por Deus para nos atrair a Ele e para fora da nossa miséria. O cristianismo é primariamente um relacionamento com o Criador e não apenas um meio de obter o conforto da criatura. Cada provação que já oprimiu um mortal, cada tentação que já atormentou um coração humano e cada bênção que já deliciou uma alma necessitada foram habilmente orquestradas pelo Criador com um único propósito: atrair os homens a Ele. Nada mais interessa a Deus e nada mais em última análise satisfaz as Suas criaturas. Deus criou o homem para que este estivessse satisfeito, alegre e útil ao máximo quando estivesse em curso uma relação pessoal, contínua, dependente e desprendida com o seu Criador."


Outra postagem sobre este mesmo livro está no link a seguir: