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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vigor Espiritual






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MARCOS AURELIO DE MELO

quinta-feira, 17 de março de 2011

Uma vitória necessária

Texto-bíblico: Josué 8: 1-29

Muito se fala em vitória nos nossos dias. As pessoas estão em busca de vitórias profissionais, financeiras e amorosas, e por isso fazem todos os esforços possíveis para obter o que desejam. Um pregador televisivo lançou uma Bíblia de Estudo que trata sobre “Batalha Espiritual e Vitória Financeira”, na qual distorce inúmeros versículos ao seu bel-prazer. Vitórias são “reclamadas” por pessoas que presumem ter o controle sobre Deus e acham que podem determinar a agenda do Senhor. Constantemente, várias aberrações surgem no arraial evangélico para garantir vitórias a qualquer custo diante das intempéries da vida. Mas são poucos os interessados em ser vitoriosos contra o velho homem. Este é o triste retrato da maior parte dos evangélicos em nosso país.
Neste texto bíblico em epígrafe, estamos diante de uma cena de guerra. Mas, observando a estratégia militar utilizada por Josué e o povo de Israel para destruir a cidade cananéia de Ai, devemos perceber que neste contexto há ensinos espirituais muito significativos para nós hoje. Deus quer que aprendamos princípios para vencer batalhas contra o velho homem que habita em cada um de nós. Estas batalhas internas são muito importantes e necessárias, pois vão determinar as vitórias sobre a carne e o pecado. Não adianta alguém se considerar vitorioso profissional ou financeiramente, se dentro dele o velho “eu” ainda está no comando.
Batalhas espirituais são travadas diariamente, quando lutamos contras nossas vontades pecaminosas e quando estamos diante de dilemas que envolvem sérias decisões para mortificar o velho homem. Como disse um escritor, a vida cristã não é um parque de diversões, mas sim um campo de batalhas. Estamos envolvidos numa luta que não é contra carne e sangue (Ef. 6:12), e Paulo também ordenou aos seus leitores: “Fazei, pois, morrer (necroo) a vossa natureza terrena” (Cl. 3:15). A VIDA DO CRENTE É UMA BATALHA CONSTANTE, POR ISSO NÃO EXISTE SANTIDADE SEM SUOR.

Diante deste contexto eu gostaria de afirmar que:
“PARA SERMOS VITORIOSOS NAS BATALHAS CONTRA O VELHO HOMEM NÃO PODEMOS IGNORAR ALGUNS PRINCÍPIOS”

? De acordo com este texto que princípios não podemos ignorar para sermos vitoriosos nas batalhas contra o velho homem?
! De acordo com este texto, para sermos vitoriosos nas batalhas contra o velho homem não podemos ignorar pelo menos três princípios.

OBS.: Deus requer o engajamento de cada um de nós nesta batalha diária contra nossas vontades pecaminosas, pois o velho homem não deve ter o domínio sobre nossa vida. O crente está em paz com Deus, mas em guerra constante contra o pecado. O crente que não está engajado nesta guerra precisa urgentemente reavaliar o tipo de cristianismo que abraçou. Kris Lunggaard escreveu o seguinte: “Aqueles que se recusam a matar a carne estão querendo viver de acordo com a carne.” As estratégias para vencer as batalhas contra o velho homem são inúteis quando ignoramos estes princípios que passaremos a analisar tendo como base este texto bíblico:

1 – TODA PROMESSA QUE PROCEDE DO SENHOR É CONFIÁVEL (vs. 1)
Deus garantiu a vitória ao seu povo. Agora o povo tinha o respaldo do Senhor e não havia pendências em aberto. O Senhor afirmou diretamente a Josué que Ai seria destruída tal como Jericó (Js. 6:2). Crer nesta promessa seria fundamental para a vitória sobre os inimigos. Aliás, esta promessa de possuir a terra já tinha sido garantida há muitos anos atrás (Gn. 12:7-8) ao patriarca Abrão.
A Bíblia está repleta de promessas que nos asseguram inúmeros recursos ao nosso dispor para sermos vitoriosos contra o velho homem. São promessas que devem nos encher de coragem para nos engajarmos na luta contra o “eu” que insiste em nos ameaçar. Em 1 Co. 10:13, lemos que Deus conhece perfeitamente até que ponto podemos suportar e não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças, e ainda nos oferece o escape para que sejamos vitoriosos. Quando confiamos plenamente nesta promessa, não vamos ficar inventando desculpas evasivas para não mortificar a natureza humana. Em 1 Pe. 1:3-4, o apóstolo Pedro nos relembra que as promessas de Deus são recursos indispensáveis para sermos livres da corrupção das paixões que há no mundo.
Deus nos garante em Sua Palavra: se estivermos debaixo da graça de Deus, então o pecado não terá domínio sobre nós, isto é, o pecado não reinará absoluto (Rm. 6:14). Muitas pessoas levantam a bandeira branca e desistem de batalhar, porque não entenderam esta verdade.
Você tem se apegado firmemente às promessas de Deus na luta contra seus desejos e vontades carnais? O seu propósito mais urgente deve ser viver baseado nas promessas de Deus, pois todas as Suas promessas são confiáveis. O crente que não confia no que Deus prometeu em Sua Palavra não está pronto para a batalha. As promessas divinas oferecem segurança para avançar no combate contra o velho homem, e faremos bem se não ignorarmos nenhuma.

2 – TODA INSTRUÇÃO QUE PROCEDE DO SENHOR É INEGOCIÁVEL (vs. 2, 8)
Deus instruiu Josué para preparar um ataque surpresa contra a cidade de Ai. Alguns israelitas fugiriam dos guerreiros de Ai, e quando a cidade estivesse vazia, um grupo atacaria e queimaria tudo pela frente. Esta estratégia foi seguida à risca conforme o relato no texto bíblico. O Senhor também ofereceu instruções para a conquista de Jericó (Js. 6); a vitória foi completa porque não houve desvio do plano original traçado por Deus. “O QUE DEUS DIZ NÃO PODE SER IGNORADO EM HIPÓTESE ALGUM.”
Para que este plano fosse executado na íntegra, o povo não deveria buscar soluções “pragmáticas”. O pragmatismo invadiu as igrejas evangélicas. A ideia básica por trás do pragmatismo é a seguinte: se algo funciona então deve ser implementado mesmo que os ensinos bíblicos sejam negligenciados. Mas também invadiu a vida dos cristãos de tal modo que a solução encontrada para resolver problemas geralmente passa longe da Bíblia. Vários crentes procuram a psicoterapia para se livrar de um fardo de culpa, quando na realidade deveriam se voltar para o perdão gracioso ofertado por Jesus Cristo, que restaura a alma completamente. Outros procuram os gurus da psicologia para ajudá-los a conviver pacificamente com o marido ou com a esposa. O melhor caminho é buscar a orientação bíblica sobre os relacionamentos e agir com base nas instruções do Senhor. A Palavra de Deus é útil e eficaz para trazer-nos as instruções necessárias a um viver agradável ao Senhor (2 Tm. 3:16) à ensino, repreensão, correção, instrução.
Como perfeito fabricante, é Deus quem nos conhece perfeitamente bem. Somente Ele é quem sabe quais são as nossas reais fragilidades na luta contra o velho homem. É por isso que o cristão deve recorrer constantemente à Palavra do Senhor para não ser iludido por estratégias superficiais que trazem maiores derrotas. As instruções do Senhor não podem ser negociadas em hipótese nenhuma e Suas ordens não devem ser obedecidas pela metade, pois uma obediência parcial é uma desobediência total. Vários exemplos na Bíblia servem para nos alertar que não estamos autorizados a burlar as instruções divinas e seguir a nossa intuição (Sansão). Lembre-se sempre: seguir as orientações do Senhor nunca faz mal.
“O crente que ignora o princípio da suficiência das Escrituras em seu viver receberá um atestado de óbito espiritual.” Na verdade, o crente não tem como obter vitória contra o pecado enquanto não se submeter completamente às instruções do Senhor para a sua vida. As instruções divinas não são opcionais. Você tem seguido às instruções de Deus para lidar com o pecado em seu coração? Ou tem buscado métodos e técnicas humanas para tratar o que somente a Palavra de Deus está autorizada a oferecer a solução eficaz? Não negocie as instruções do Senhor por nada neste mundo, pois os prejuízos não compensam e as aparentes vitórias não trazem glória ao nome do Senhor.

3 – TODA CAPACITAÇÃO QUE PROCEDE DO SENHOR É INDISPENSÁVEL (21-22; 18-19, 26)
Em todo o contexto do livro de Josué observamos que Deus supre o Seu povo com a capacitação necessária. As vitórias registradas na Bíblia servem para comprovar que o Senhor esteve constantemente engajado nas batalhas ao lado do Seu povo. Se não fosse a capacitação do Senhor este povo pastoril não teria conquistado Jericó, Ai e outras cidades em Canaã.
Seremos facilmente derrotados na batalha contra o “eu” se não entendermos que temos ao nosso dispor os recursos para vencermos. O Senhor nos capacita mediante a habitação do Seu Espírito em nós em nós, conforme: 2 Co. 6:16; 1 Co. 3:16; 1 Co. 6:19. Para experimentar vitórias progressivas contra a natureza pecaminosa, o crente deve reconhecer que sozinho não conseguirá. Ele precisa depender diariamente da graça de Deus que opera em nós tanto o querer como o realizar segundo a Sua boa vontade (Filipenses 2:13).
Deus sempre nos fortalece para cumprirmos os Seus propósitos. E um dos propósitos que Deus deseja executar em nós é o crescimento em santidade, até atingirmos a estatura de varão perfeito (Ef. 4:13). Para isso, o Senhor capacita os Seus filhos em cada momento.
A santificação é uma via de mão-dupla. Podemos exemplificar com uma equação: S = E + D, ou seja, santificação é igual a esforço (da nossa parte) e dependência (da graça divina). Sem o correto entendimento desta equação, vamos ficar remando contra a maré e nunca experimentaremos vitórias efetivas contra o velho homem em nossas vidas. Os frutos do Espírito descritos na carta aos Gálatas só podem ser produzidos em nós por meio da atuação do Espírito Santo de Deus. Assim também, as obras da carne só podem ser aniquiladas por meio da capacitação divina (Rm. 8:13).
Você tem se esforçado em vão para vencer as batalhas contra o velho homem baseando-se apenas em suas estratégias? Se suas estratégias já falharam em várias ocasiões, é prova que você não está dependendo da capacitação que procede de Deus.

ESTUDOS NO LIVRO DE JOSUÉ
MARCOS AURÉLIO DE MELO

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Contraste entre Mateus 4 e Gênesis 3

Finalmente, o diabo leva Jesus a uma alta montanha. Mostra-Lhe todos os reinos do mundo e diz: “Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares” (Mateus 4.9).

“Todos os reinos” – que tremenda reivindicação! Em seus próprios termos, o diabo tem a audácia de oferecer a Cristo todos os reinos da terra, como se ele fosse senhor de direito sobre todos os reinos. Lutero escreve: “Ele que, em sua primeira tentação, mostrou-se como um diabo preto, e, na segunda, como uma luz, um diabo branco, usando até mesmo a Palavra de Deus, agora se mostra como um diabo divino, majestoso, que reivindica ser o próprio Deus”.

O diabo pode ser o príncipe deste mundo, pode até ser o deus do mundo, no tempo presente, mas Deus é Rei para sempre. Como Salmos 24.1 diz: “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”. Esta é a última cartada do diabo. Em desespero, ele pensa: “Se apenas eu pudesse ter Jesus, mesmo por uma vez, para realizar um pequeno gesto de adoração a mim em vez de ao Pai, eu ganharia a vitória e, de fato, me tornaria o rei deste mundo”. Ainda hoje enfrentamos a tentação de vender nossas almas ao diabo em troca de vãos prazeres e dos tesouros deste mundo. Temos de resistir ao diabo, citando Deuteronômio: “Retira-te, Satanás: porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (v. 10). Jesus novamente recusa-se a obter uma coroa, sem suportar a cruz.

Que contraste entre Mateus 4 e Gênesis 3! Cristo é vitorioso quando tentado pelo diabo em um deserto árido, e Adão falhou quando tentado pelo diabo em um lindo jardim. Cristo é vitorioso com o estômago vazio, estando sem comer por 40 dias (Mt. 4.2), e Adão falhou de estômago cheio, sendo capaz de comer livremente de toda árvore no jardim, exceto de uma. E, como colocou o New England Primer: “Na queda de Adão, nós todos pecamos”. Mas, graças sejam dadas a Deus, pois Jesus superou o diabo, de modo que também podemos vencer o diabo. Em Cristo, pela fé, somos chamados a viver pela Palavra de Deus, e a resistir ao diabo, usando a mesma arma poderosa, a Palavra de Deus. As tentações são muitas, e o poder do pecado é grande, mas a vitória é prometida àqueles que se apegam fortemente à “palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1 Pe 1.23).

JOEL R. BEEKE


NOTA MINHA:
Graças a Deus pela vitória de Cristo sobre as astutas tentações do Diabo. Pela obediência de Cristo à Palavra de Deus, Ele mostrou que era o único capaz de morrer na cruz do Calvário como sacrifício propiciatório. Portanto, somos eternamente dependentes de Jesus por sua infinita graça demonstrada de forma tão gloriosa na sua morte em nosso lugar. A Deus seja toda honra, glória e louvor, pelos séculos dos séculos, amém!

domingo, 7 de junho de 2009

A corrida cristã

Todos nós somos convocados a participar de uma corrida. Não é uma competição, mas é um chamado do próprio Deus a partir do momento em que nascemos de novo através de Cristo Jesus. Recentemente tive a oportunidade de pregar sobre este tema, na Escola Bíblica Dominical da minha igreja. Então, estou compartilhando com todos estas lições bíblicas extraídas do texto que se encontra em Hebreus 12:1-3.


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A Corrida Cristã marckmel Um breve estudo devocional sobre a vida cristã tendo como ponto de partida o texto em Hebreus 12:1-3.