sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O Antigo Evangelho, por J. I. Packer.

J. I. Packer escreveu um livrete publicado no Brasil pela Editora Fiel, com o título "O Antigo Evangelho". O autor aborda de forma bem clara a necessidade de retorno às origens, à pregação do Evangelho puro e simples. Em contraste com o antigo, o "novo evangelho" é totalmente desprovido de eficácia, uma vez que coloca o homem em posição central e destrona o Rei da Glória. Vejamos o que ele tem a nos ensinar.


"O antigo evangelho diz aos homens que eles precisam de Deus e não que Deus precisa deles (uma falsidade moderna); nem os exorta a terem compaixão de Cristo. Antes, anuncia que Cristo tem misericórdia deles, embora a misericórdia seja a última coisa que eles mereçam. Jamais perde de vista a majestade divina e o poder soberano do Cristo ao qual proclama, mas antes, rejeita categoricamente todas as descrições de Cristo que tendam por obscurecer a Sua livre onipotência. Será que isso significa, entretanto, que o pregador do antigo evangelho sente-se inibido ou está confinado ao oferecimento de Cristo aos homens, e em convidá-los para que O recebam? De forma nenhuma. Na verdade, justamente devido ao fato que o pregador reconhece que a misericórdia divina é livre e soberana, ele encontra-se em uma posição de dar muito mais valor à oferta de Cristo, em sua pregação, do que o expositor do novo evangelho. Pois essa oferta, por si mesma, é algo muito mais maravilhoso, em seus princípios fundamentais, do que jamais poderia sê-lo aos olhos daqueles que consideram o amor a todos os pecadores como uma necessidade da natureza de Deus, e, portanto, algo implícito."

Se desejarem, podem baixar o arquivo em PDF deste livrete no seguinte link:

A filosofia da cruz, por A. W. Tozer

Perceba como esta pequena citação do texto "Esse cristão incrível", de Tozer, nos tem muito a dizer sobre a grandeza por trás da mensagem da cruz. Somente o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, sem a necessidade de acrescentar ingredientes humanos.


"A cruz se destaca em franca oposição ao homem natural. Sua filosofia se opõe aos processos da mente não-regenerada. Foi com essa idéia em foco que Paulo afirmou com toda franqueza que a cruz é loucura para os que perecem. A tentativa de encontrar um ponto comum entre a mensagem da cruz e o raciocínio do homem decaído é tentar o impossível, e se persistirmos o resultado será uma lógica prejudicada, uma cruz sem significado e um cristianismo despido de poder."

A. W. Tozer

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O QUE SIGNIFICA TOMAR A CRUZ, POR A. W. PINK

Nascido em 1° de Abril de 1886, em Nottingham (Inglaterra), Arthur Walkington Pink abandonou o teosofismo de Annie Besant em 1908, quando experimentou a conversão ao evangelho. Em 1910 aceitou o chamado para trabalhar como pregador num campo de minas em Silverton (Colorado, USA). Escreveu um livro bem conhecido entre os cristãos (Deus é Soberano) onde trata da grandiosa soberania de Deus em todas as coisas. Neste pequeno texto ele nos ensina sobre a importância de tomar a cruz e o significado para as nossas vidas.


“Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome sua cruz ...” Mt. 16:24



Viver a vida cristã é algo mais do que ter uma vida fácil e tranqüila; é um compromisso sério. É uma vida que tem de ser disciplinada com sacrifício. A vida de discipulado começa com a auto-renúncia e continua com a auto-mortificação. Em outras palavras esse texto bíblico se refere à cruz não apenas como um objeto de fé, mas como um princípio de vida, como um distintivo do discipulado, como uma experiência da alma. E, atenção: assim como é verdade que a cruz foi o único caminho de Jesus de Nazaré para o trono do Pai, o único caminho para uma vida de comunhão com Deus, é através da cruz. Os benefícios legais do sacrifício estão assegurados pela fé, quando a culpa do pecado é cancelada; mas a cruz só se torna eficaz sobre o poder do pecado que habita em nós quando ela é tomada diariamente em nossas vidas.

Então, o que “a cruz” significa? O que Cristo quis dizer com “tome a sua cruz”? É deplorável que nestes últimos tempos uma pergunta como essa precise ser feita é ainda mais deplorável que a grande maioria do próprio povo de Deus tenha concepções anti-bíblicas do porquê da existência da “cruz”. O crente em geral parece considerar a cruz a que se refere o texto como qualquer aflição ou dificuldade que possa lhe sobrevir. Qualquer coisa que venha perturbar a nossa paz, que é desagradável à carne, que nos irrita, é vista como uma cruz. Um diz: “Bem, essa é minha cruz!”, outro diz que outra coisa é a cruz dele.

A palavra nunca é utilizada dessa forma no Novo Testamento. A palavra “cruz” nunca é encontrada na forma plural, nem precedida por um artigo indefinido: “uma cruz”. Note também que no nosso texto a nossa cruz está ligada a um verbo na voz ativa, e não na passiva. Não é uma cruz que é colocada sobre nós, mas uma cruz que deve ser “tomada”. A cruz significa realidades definidas que incorporam e expressam as principais características da agonia de Cristo.

A. W. PINK

A. W. TOZER NOS ENSINA SOBRE ADORAÇÃO

Nos dias de hoje, os cristãos possuem o desafio urgente de resgatar a adoração que Deus espera de nós. Importa que os adoradores do Senhor O adorem em espírito e em verdade. Neste texto, Tozer nos ensina a respeito da grandiosidade implícita no ato de adorar a Deus. Estas palavras servem de alerta para os cristãos que anseiam adorar a Deus. Então vamos aprender juntos.

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A adoração cresce ou diminui em qualquer igreja, dependendo de nossa atitude para com Deus, se o consideramos grande ou pequeno. A maioria de nós vê Deus em ponto pequeno; nosso Deus é diminuto. Davi exclamou: ''Magnificai a Deus comigo" e "magnificar" não significa tornar Deus grande, pois você não pode fazer isso. O que pode fazer é vê-lo grande.

A adoração, como disse, cresce ou diminui segundo o nosso conceito de Deus. Essa a razão pela qual não creio nesses indivíduos meio-convertidos que chamam Deus de "o Homem lá de cima". Não acredito que adorem de forma alguma, pois o seu conceito de Deus é indigno d’Ele e deles também. Se existe uma enfermidade terrível na igreja de Cristo é a de não vermos Deus tão grande como ele é. Nós tratamos Deus com excesso de familiaridade.

Acredito que devamos ter novamente o velho conceito bíblico de Deus que torna Deus terrível e faz os homens se prostrarem, gritando: "Santo, santo, santo é o Senhor Todo-Poderoso". Isso faria mais pela igreja do que qualquer coisa.

Também acho que não devemos falar muito de Jesus como simplesmente Jesus. Penso que temos de lembrar-nos de quem Ele é. "Ele é seu Senhor, e é preciso adorá-lo". Embora Ele desça ao ponto mais baixo de nossa necessidade e se torne acessível a nós, com a ternura da mãe para com seu filho, não se esqueça, porém, que quando João o viu - aquele João que reclinara a cabeça em seu peito caiu aos pés d’Ele como morto.

O Deus do evangélico moderno raramente deixa alguém atônito. Ele consegue manter-se muito bem dentro da constituição, jamais quebrando nossos regulamentos internos. É um Deus bem comportado, muito denominacional, muito integrado em nosso meio, e lhe pedimos que nos ajude quando temos dificuldades e esperamos que nos guarde quando dormimos. O Deus do evangélico moderno não me inspira muito respeito. Mas quando o Espírito Santo nos mostra Deus como Ele é, nós O admiramos até o ponto de encher-nos de espanto e prazer.

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A. W. TOZER

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O amor ao próximo, por John Piper

O pastor John piper neste texto nos apresenta um breve ensino sobre a grandeza do amor ao próximo, que se torna evidente na vida de quem já foi alvo do grandioso amor de Deus. Então, vamos aprender juntos com Piper.

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O que Jesus está ordenando no segundo mandamento – que amemos nosso próximo como a nós mesmos? Ele está mandando que nosso amor a nós mesmos, que agora descobriu sua realização no amor a Deus, seja a medida e o conteúdo do nosso amor ao próximo. Ou, colocando de outra forma, ele está mandando que nossa busca inata de nós mesmos, que agora foi redirecionada em busca de Deus, transborde e se expanda em direção ao nosso próximo. Por exemplo:

Se você anseia por ver mais da abundância e liberalidade no suprimento de comida, casa e vestimenta, procure mostrar a outros a grandeza dessa abundância divina pela generosidade que você encontrou nele. Deixe a realização do seu próprio amor a si mesmo no amor a Deus transbordar em amor ao próximo. Ou, melhor, procure fazer com que Deus, que é a realização do seu amor a si mesmo, transborde por meio de você e se torne a realização do amor do seu próximo a si mesmo.

Se você quer experimentar mais da compaixão de Deus no consolo que ele te dá quando você está triste, procure mostrar a outros mais da compaixão de Deus, pelo consolo que você lhes estende quando eles estão tristes.

Se você anela por saborear mais da sabedoria de Deus nos conselhos que te dá quando seus relacionamentos estão sob tensão, procure passar mais da sabedoria de Deus a outros nos re1acionamentos tensos deles.

Se você se compraz em ver a bondade de Deus em momentos relaxados de lazer, proporcione essa bondade a outros ajudando-os a ter lazer.

Se você quer ver mais da graça salvadora manifesta poderosamente em sua vida, estenda essa graça à vida dos outros que carecem de graça salvadora.

Se você se regozija nas riquezas da amizade pessoal de Deus em circunstâncias boas ou ruins, estenda essa amizade aos solitários, em qualquer circunstância.
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Ser cheio do Espírito...Tozer explica!

"A vida cheia do Espírito não é uma edição especial, de luxo, do cristianismo. Ela faz parte do plano total de Deus para o seu povo."

A. W. Tozer

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A paz com Deus através da propiciação, por J. I. Packer

James Ian Packer (Gloucester, 22 de julho de 1926) é um teólogo e professor de teologia no Regent College, em Vancouver, Canadá. Seus livros já venderam mais de três milhões de exemplares. Entre os seus livros publicados em português estão O Conhecimento de Deus, Esperança, Na Dinâmica do Espírito, Entre os Gigantes de Deus e Os Vocábulos de Deus.

Neste pequeno texto extraído do livro "O Conhecimento de Deus", podemos perceber a clareza com que ele escreve, principalmente tendo em vista um assunto teológico tão profundo como é esse. A propiciação aborda o problema do pecado em relação a Deus. Literalmente, a idéia da propiciação é de aplacar ou acalmar a ira de Deus. Vejamos a relação que J. I. Packer faz entre a paz com Deus e a obra propiciatória na cruz.


A paz de Deus é fundamentalmente um novo relacionamento de perdão e aceitação — e a fonte da qual emana é a propiciação. Quando Jesus apareceu a seus discípulos no cenáculo, na tarde do dia de sua ressurreição, disse: '"Paz seja com vocês!' Tendo dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado" (Jo 20:19,20). Por que ele fez isto? Não foi apenas para estabelecer sua identidade, mas para lembrar sua morte propiciatória na cruz, mediante a qual fizera a paz entre seu Pai e eles. Tendo sofrido no lugar deles, como substituto, para fazer a paz por eles, vinha agora em seu poder ressurreto trazer-lhes essa paz.

"Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (Jo 1:29). É aqui neste reconhecimento que, embora por natureza tenhamos diferenças com Deus e ele conosco, Jesus fez "a paz pelo seu sangue derramado na cruz" (Cl 1:20), que o verdadeiro conhecimento da paz de Deus começa.

Onde esta mudança de relacionamento com Deus — da hostilidade para a amizade, da ira para a plenitude do amor, da condenação para a justificação — não se realiza, o Evangelho da paz também não se estabelece.

A paz de Deus é primordialmente paz com Deus; é a situação na qual Deus, em lugar de estar contra nós, é por nós. Qualquer versão sobre a paz de Deus que não tenha início aqui será enganosa.
J. I. Packer

Como não buscar a Deus, por Tozer

MAIS UMA CITAÇÃO DE A. W. TOZER, PARA EDIFICAÇÃO DOS AMADOS IRMÃOS. NESTE TEXTO ELE NOS EXPLICA COMO NÃO DEVEMOS BUSCAR A DEUS. ENTÃO É SÓ LER, MEDITAR E APLICAR!

"Buscar-me-eis, e me achareis. quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jr 29:13).

Quem quer que busque a Deus como um meio para atingir um fim desejado, não encontrará Deus. O Deus poderoso, o criador dos céus e da terra, não será um dentre muitos tesouros, nem sequer o maior deles. Ele será tudo em todos ou nada será. Deus não se deixa manipular. Sua misericórdia e graça são infinitas e sua compreensão paciente é incomensurável, mas não ajudará os homens em seu esforços egoístas para obter ganhos pessoais. Não auxiliará os homens a atingir fins que, uma vez alcançados, usurpem o lugar que por direito lhe pertence no seu interesse e afeição.

O site do pastor John Piper

O ministério de John Piper pode ser conhecido na Internet. Deixo aqui esta ótima dica.John Stephen Piper (11 de janeiro de 1946, Tennessee, EUA) é um escritor e ministro batista reformado, que atualmente serve como pastor sênior na Igreja Batista Bethlehem em Minneapolis, Minnesota. É muito famoso por causa de seu livro "Desiring God".
O seu site é muito rico em recursos (sermões, artigos, áudio e vídeo), o link é o seguinte:



Recomendo a todos que entendem a língua inglesa que visitem este site.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Este mundo: campo de batalha ou parque de diversões?

A. W. Tozer nos faz refletir. Através de seus textos podemos ter nossas mentes aclaradas para as verdades bíblicas de uma forma nunca antes imaginada. Tozer estará sempre presente neste blog porque sinto a necessidade de compartilhar o que ele escreveu, para que assim outras vidas também possam ser edificadas. Eis aqui mais uma grande lição sobre cristianismo. Ele questiona a nossa visão de mundo: estamos num campo de batalha ou num parque de diversões? O nosso viver será a prova mais evidente da resposta para esta pergunta.

Como tudo mudou hoje: o fato permanece o mesmo, mas a interpretação modificou-se completamente. Os homens pensam no mundo não como um campo de batalha, mas como um parque de diversões. Não estamos aqui para lutar, mas para nos divertir. Esta não é para nós uma terra estranha, e sim o nosso lar. Não nos preparamos para viver, já estamos vivendo, e o melhor a fazer é livrar-nos de nossas inibições e frustrações e vivermos plenamente. Em minha opinião, resume-se nisso a filosofia religiosa do homem moderno, abertamente professada por milhares e tacitamente mantida por outros milhões que vivem segundo a mesma sem terem dado expressão verbal aos seus conceitos.

Esta mudança de atitude com relação ao mundo teve e continua tendo seus efeitos sobre os cristãos, até os cristãos evangélicos que professam fé na Bíblia. Através de uma curiosa manipulação dos números eles conseguem uma soma errada, mas alegam ter a resposta certa. Parece fantasia, mas não passa de verdade.

O fato de este mundo ser um parque de diversões e não um campo de batalha foi agora aceito na prática pela vasta maioria dos cristãos evangélicos. Eles poderiam tentar furtar-se a uma resposta se lhes pedissem diretamente que declarassem a sua posição, mas seu comportamento os acusa. Estão fazendo as duas coisas, alegrando-se em Cristo e no mundo e contando a todos que é possível aceitar Jesus sem abandonar as diversões e que o cristianismo é a coisa mais alegre que se possa imaginar.

A "adoração" derivada dessa perspectiva de vida é tão descentrada quanto o próprio conceito em si, uma espécie de vida noturna santificada, sem as bebidas e os bêbados vestidos a rigor. A coisa mostra-se tão grave ultimamente que tornou-se agora dever de cada cristão reexaminar sua filosofia espiritual à luz da Bíblia e, uma vez descoberto o caminho das Escrituras, ele deve segui-lo, mesmo que tenha de separar-se de muita coisa antes aceita como real, mas que agora à luz da verdade sabe ser falsa.

Uma visão correta de Deus e do mundo futuro exige que nós também tenhamos uma perspectiva do mundo em que vivemos e nossa relação com ele. Tanta coisa depende disto que não podemos ser negligentes a este respeito.
A. W. TOZER

Regeneração X Conversão, por James P. Boyce

O legado que Boyce nos outorgou é a teologia bíblica expressa na obra Abstract of Systematic Theology (Sumário de Teologia Sistemática), que não é nada mais do que o assunto de suas aulas. Ele foi o primeiro presidente do Southern Baptist Theological Seminary, e também presidente da Convenção Batista do Sul (1872-79, 1888).
Vejamos o que tem ele a nos ensinar sobre a diferença entre regeneração e conversão nesta pequena citação de sua obra.

“No início das considerações sobre esses termos somos confrontados com a pergunta: será que significam a mesma coisa? A regeneração e a conversão se encontram tão intimamente unidas que é difícil separarmos e delinearmos as diferenças que existem entre elas. As Escrituras as unem sob um único conceito – o novo nascimento – e nos ensinam não somente que a regeneração é essencial em toda conversão, mas também que toda regeneração é invariavelmente acompanhada pela conversão responsável e inteligente da alma. Não é estranho, portanto, que as duas sejam confundidas. Mas, antes de tudo, as Escrituras ensinam que a regeneração é uma obra divina, uma obra que transforma o coração do homem, por meio da soberana vontade de Deus; enquanto a conversão é a atitude de uma pessoa em voltar-se para Deus, tendo uma nova inclinação outorgada em seu coração.”


JAMES P. BOYCE

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A Santificação, segundo J. C. Ryle

John Charles Ryle nasceu em Macclesfield, em 10/05/1816 e foi educado em Eton e no Christ Church, em Oxford. Ryle foi um apoiador da escola evangélica e um crítico do ritualismo. Totalmente dedicado à doutrina evangélica, Ryle não comprometia seus princípios. Foi um escritor prolífico, um pregador vigoroso e um pastor fiel.
Vamos aprender um pouco sobre os seus ensinos, que se baseavam exclusivamente nas Escrituras. Estudioso dedicado da Bíbia, J. C. Ryle escreve neste texto (tradução minha) sobre a santificação na vida do cristão. Vejamos o que ele tem a nos ensinar.

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1.Santificação é o resultado invariável da união vital com Cristo, que a verdadeira fé concede ao cristão. “E aquele que permanece em Mim, e Eu nele, este dá muito fruto” (João 15:5). O ramo que não produz fruto não é um ramo vivo da videira. A união com Cristo que não produz nenhum efeito no coração e na vida é uma mera união formal, que é indigna perante Deus. A fé que não tem uma influência santificadora no caráter não é melhor que a fé dos demônios. É uma “fé morta, porque esta só”. Não é o presente de Deus. Não é a fé dos eleitos de Deus. Em resumo, onde não há santificação de vida, não há fé real em Cristo. A verdadeira fé opera através do amor. Ela constrange o homem a viver diante de Deus com um profundo senso de gratidão pela redenção. Ela faz o homem sentir que ele nunca poderá fazer tanto por Cristo que morreu em seu lugar. Sendo muito perdoado, mais ele ama. Aquele que foi limpo pelo sangue, caminha na luz. Aquele que tem esperança real e viva em Cristo, purifica a si mesmo, assim como Ele é puro (Tiago 2:17-20; Tito 1:1; Gl. 5:6; I João 1:7; 3:3).

2.Santificação é uma grandiosa e inseparável conseqüência da regeneração. Quem nasce de novo e é feito nova criatura, recebe uma nova natureza e um novo começo e tem que viver uma nova vida. A regeneração que o homem pode ter e ainda assim viver permanentemente no pecado ou no mundanismo, é uma regeneração inventada por teólogos não inspirados, mas nunca mencionada na Escritura. Pelo contrário, João expressamente diz que “Aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado”, “pratica a justiça”, “ama o próximo”, “guarda-se a si mesmo” e “vence o mundo” (I João 2:29; 3:9-14; 5:4-18). Simplesmente, a falta de santificação é um sinal de não-regeneração. Onde não há vida santa, não houve nascimento santo. Isto é duro de dizer, mas é uma verdade bíblica. Qualquer que é nascido de Deus, está escrito, “não vive pecando, porque é nascido de Deus” (I João 3:9).

3.Santificação é a única evidência da habitação do Espírito Santo que é essencial para a salvação. “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rom 8:9). O Espírito nunca permanece dormente na alma: Ele sempre faz Sua presença conhecida pelos frutos que Ele causa no coração, no caráter e na vida. “O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl. 5:22). Onde estas coisas são encontradas, ali há o Espírito; onde estas coisas são esquecidas, os homens estão mortos perante Deus. O Espírito é comparado ao vento; e como o vento, Ele não pode ser visto pelos olhos do corpo. Mas assim como nós sabemos que há vento, pelo efeito que ele produz nas ondas, nas árvores e na fumaça, também podemos saber que o Espírito está numa pessoa pelos efeitos que Ele produz na conduta daquela pessoa. Não é lógico afirmar que nós temos o Espírito se nós também não “andamos no Espírito” (Gl. 5:25). Onde não há um viver santo, não há o Espírito Santo. O selo que o Espírito sela em nos cristãos é a santificação. Na verdade, “os que são guiados pelo Espírito de Deus”, e somente eles, “são filhos de Deus” (Rom. 8:14).

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A verdadeira espiritualidade, segundo A. W. Tozer

O conceito de espiritualidade varia entre os diversos grupos cristãos. Em alguns círculos, a pessoa que fala incessantemente de religião é julgada como sendo muito espiritual. Outros aceitam a exuberância ruidosa como um sinal de espiritualidade, e em algumas igrejas, o homem que ora em primeiro lugar, por mais tempo e mais alto consegue uma reputação de ser o mais espiritual na assembléia. Um testemunho vigoroso, orações freqüentes e louvor em voz alta podem entrosar-se perfeitamente com a espiritualidade, mas é importante entendermos que em si mesmos eles não constituem nem provam a presença da mesma.

A verdadeira espiritualidade manifesta-se em certos desejos dominantes. Eles são desejos sempre presentes, fixos, suficientemente poderosos para dominar e controlar a vida da pessoa. Para facilitar, vou mencioná-los, embora não me esforce para decidir sua ordem de importância.

1. Primeiro, o desejo de ser santo em lugar de feliz. A busca da felicidade, tão difundida entre os cristãos que professam uma santidade superior é prova suficiente de que tal santidade não se acha presente. O homem verdadeiramente espiritual sabe que Deus dará abundância de alegria no momento em que possamos recebê-la sem prejudicar nossa alma, mas não exige obtê-la imediatamente. John Wesley falou a respeito de uma das primeiras sociedades metodistas da qual duvidava terem seus membros sido aperfeiçoados em amor, pois iam à igreja para apreciar a religião em lugar de aprender como tornar-se santos.

2. O indivíduo pode ser considerado espiritual quando quer que a honra de Deus avance por meio de sua vida, mesmo que isso signifique que ele mesmo tenha de sofrer desonra ou perdas temporárias. Um homem assim ora: "Santificado seja o teu nome", e acrescenta baixinho: "Qualquer que seja o custo para mim, Senhor". Ele vive para honrar a Deus, através de uma espécie de reflexo espiritual. Cada escolha envolvendo a glória de Deus, para ele já está feita antes de apresentar-se. Não é necessário que debata o assunto em seu íntimo, pois nada há a discutir. A glória de Deus é necessária para ele; ele a aspira como alguém sufocando-se aspira o ar.

3. O homem espiritual quer carregar a sua cruz. Muitos cristãos aceitam a adversidade ou a tribulação com um suspiro e as chamam de sua cruz, esquecendo de que tais coisas podem acontecer tanto a santos como a pecadores. A cruz é aquela adversidade extra que surge como resultado de nossa obediência a Cristo. Esta cruz não é forçada sobre nós; nós voluntariamente a tomamos com pleno conhecimento das conseqüências. Nós decidimos obedecer a Cristo e fazendo essa escolha, decidimos carregar a cruz. Carregar a cruz significa ligar-se à Pessoa de Cristo, ser fiel à soberania de Cristo e obediente aos seus mandamentos. O indivíduo espiritual é aquele que manifesta essas características.

4. O cristão espiritual é também aquele que tudo observa sob o ponto de vista de Deus. A capacidade de pesar tudo na balança divina e dar-lhes o mesmo valor dado por Deus, é o sinal de uma vida cheia do Espírito. Deus olha para tudo e através de tudo ao mesmo tempo. Seu olhar não repousa sobre a superfície mas penetra até o verdadeiro significado das coisas. O cristão carnal olha para um objeto ou uma situação, mas pelo fato de não ver através dela fica entusiasmado ou deprimido pelo que vê. O homem espiritual tem capacidade para ver através das coisas como Deus vê e pensar nelas como Ele pensa. Ele insiste em ver tudo como Deus vê, mesmo que isso o humilhe e exponha a sua ignorância até o extremo de fazê-lo sofrer.

5. Outro desejo do homem espiritual é morrer retamente em lugar de viver no erro. Um sinal seguro do homem de Deus amadurecido é de sua despreocupação com a vida. O cristão terreno, consciente do corpo, olha para a morte com terror no coração; mas à medida que continua vivendo no Espírito torna-se cada vez mais indiferente ao número de anos que vai viver aqui embaixo, e ao mesmo tempo cuida cada vez mais do modo como vive enquanto está aqui. Não irá comprar alguns dias extra de vida ao custo da transigência ou do fracasso. Quer acima de tudo ser reto, e fica feliz em deixar que Deus decida quanto tempo deve viver. Ele sabe que pode morrer agora que está em Cristo, mas sabe que não pode agir erradamente, e este conhecimento torna-se um giroscópio que dá estabilidade aos seus pensamentos e seus atos.

6. O desejo de ver outros progredirem com sua ajuda é outro sinal do homem que possui espiritualidade. Ele quer ver outros cristãos acima de si e fica feliz quando estes são promovidos e ele negligenciado. Não existe inveja em seu coração; quando seus irmãos são honrados fica satisfeito, por ser essa a vontade de Deus e essa vontade é seu céu na terra. O que é agradável a Deus lhe dá também prazer, e se for do agrado de Deus exaltar outrem acima dele, satisfaz-se com isso.

7. O homem espiritual faz no geral juízos eternos e não temporais. Pela fé supera o poder de atração da terra e o fluxo do tempo e aprende a pensar e sentir como alguém que já deixou o mundo e foi juntar-se à imensa companhia dos anjos e à assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, Um homem assim preferiria ser útil e não famoso, servir em lugar de ser servido.Tudo isto se realiza pela operação do Espírito Santo que ne!e habita. Homem algum pode ser espiritual por si mesmo. Apenas o Espírito da liberdade pode tornar o homem espiritual.
A. W. TOZER


Será que estamos enquadrados nestas qualidades que Tozer descreve? Temos sido verdadeiramente cristãos espirituais? Se falharmos em relação aos nossos anseios espirituais com certeza seremos cristãos de fachada. Que o Senhor nos permite enxergar cada vez mais as arestas que precisam ser lapidadas em nosso viver, e assim trazer glória ao Seu Nome Excelso.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A vida cristã, segundo Murray

"O único objetivo com o qual você tem sido feito um membro do Corpo de Cristo é que a Cabeça possa ter você para cumprir Sua obra salvadora. O único objetivo de Deus teve em fazer de você um ramo é que Cristo possa através de você transmitir vida a outras pessoas. Seu sucesso pessoal, seu emprego e cuidado com sua família, são inteiramente subordinados a isto. Seu principal alvo na vida, seu principal alvo todos os dias, deve ser o saber como Cristo deseja cumprir Seu propósito em você. Comecemos a pensar como Deus pensa. Aceitemos o ensino de Cristo e respondamos a ele."


ANDREW MURRAY

Frases do escritor A. W. Tozer

Vale a pena parar um pouco e pensar nestas verdades bíblicas escritas de forma tão contundente pelo pastor Tozer. Estas frases são flechas certeiras em conceitos errados que podemos construir ao longo da vida cristã.


"Penso que minha filosofia seja esta: tudo está errado até que Deus endireite."

"Para orar com eficiência, precisamos querer o que Deus quer - isso e somente isso é orar conforme a vontade de Deus."

"É muito improvável que Deus use uma pessoa que nunca sofreu profundamente uma dor."

"Há muitos vagabundos religiosos em nossos dias que não querem estar presos a coisa alguma."

"O que perturba não é o fato de estarmos em transformação, e sim no quê estamos nos tornando. Quando um ser moral se desloca de uma posição a outra, necessariamente é para o melhor ou para o pior. Não só estamos todos num processo de transformação, mas estamos nos tornando naquilo que amamos..."

"É impossível alguém se arrepender de fato sem ter uma profunda decepção consigo mesmo."

"É impossível virar para o norte sem dar as costas para o sul."

"Uma consciência tranqüila vale mais que mil tesouros."