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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Uma ilustração pertinente


Imagine dois pára-quedistas. Os dois estão em queda livre. A velocidade é a mesma. Ambos parecem estar livres. Não estão enroscados em nenhuma corda. Não estão restritos por fios de segurança. Encontram-se livres como pássaros – aparentemente. Mas há uma diferença crucial: somente um deles conta com um pára-quedas. Isso muda a sensação de liberdade que estão desfrutando? Sim. Os dois estão livres para cair com a gravidade, mas somente um deles está livre para não cair. O outro é escravo da gravidade, e a gravidade o matará no final. Se, de alguma forma, ele conseguir negar que não possui o pára-quedas, pode até ter uma experiência maravilhosa. Mas se perceber que está condenado, será escravo do medo durante toda a queda, e a alegria da chamada liberdade desaparecerá. Então, ele precisa negar a realidade (o que significará ser escravo da ilusão) ou sucumbir ao medo (o que significará ser escravo do terror) ou se ser salvo por alguém com um pára-quedas. Assim são as coisas neste mundo. À parte de Cristo, estamos sujeitos à escravidão a vida toda pelo medo da morte.

Extraído do livro Graça Futura (Capítulo 29), de Jonh Piper
Recomendo a todos a leitura deste livro!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Não jogue sua vida fora

Gosto muito de ler os escritos do pastor John Piper, que traduzem de forma clara o nosso propósito aqui na terra. No livro "Não jogue sua vida fora", publicado no Brasil pela Editora Cultura Cristã, Piper apresenta diretrizes bíblicas para que a nossa vida não seja desperdiçada. Estou relendo este livro, e sempre me deparo com pensamentos surpreendentes, tais como o seguinte:

Deus criou-me – e criou você – para viver com uma paixão única que a tudo abarca, que a tudo transforma – a saber, uma paixão por glorificar a Deus por meio do deleitar-se nele e demonstrar sua suprema excelência em todas as esferas da vida. Deleitar-se e demonstrar: ambos são cruciais. Se tentarmos ostentar a excelência de Deus sem nos alegrarmos nisso, exibiremos uma casca de hipocrisia e criaremos escárnio ou legalismo. Mas se afirmarmos que nos deliciamos com sua excelência e não o mostramos para que outros o vejam e admirem, enganamos a nós mesmos, porque a característica da alegria em Deus é transbordar-se e estender-se aos corações de outras pessoas. A vida desperdiçada é a vida sem uma paixão pela supremacia de Deus em todas coisas para a alegria de todos os povos.

JOHN PIPER



Pense nisso e encare esta pergunta: Você tem desperdiçado a sua vida envolvido em atividades que não buscam a supremacia de Deus?


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Gratidão por John Piper

Esta postagem é a de número 150 neste blog. Para mim é uma enorme satisfação compartilhar textos que servem para edificação de irmãos amados que visitam este espaço virtual. Para comemorar este marco, nada melhor do que compartilhar um texto de John Piper sobre gratidão. Sou grato a Deus por esta oportunidade de divulgar a Palavra de Deus na Internet. Que Deus abençoe a todos.


Como a maioria das coisas preciosas, a gratidão é vulnerável. Com facilidade esquecemos que a gratidão existe porque às vezes as coisas nos vêm “grátis” — sem preço ou pagamento. Quando isso acontece, devemos manter um sentimento agradável do valor do que recebemos e da bondade por trás disso. Esse sentimento agradável é o que chamamos gratidão. Em seguida, surgindo espontaneamente desse sentimento agradável, vêm expressões de prazer. Sentimo-nos constrangidos a reconhecer com alegria o presente e a bondade por trás dele, e a expressar como nos sentimos bem sobre o presente e o coração do doador.

A gratidão corresponde à graça (“grátis”). Isso é verdade mesmo quando nos sentimos gratos por algo pelo que pagamos. Sentimos que o que compramos poderia ter sido frustrante apesar de termos o dinheiro para comprá-lo; ou talvez poderia não ter estado em tão boas condições; ou talvez poderia não ter sido exatamente o que queríamos; ou alguém poderia tê-lo comprado antes de nós; ou a transação poderia ter sido áspera; ou o tempo talvez poderia não ter sido o ideal para o uso; ou o preço poderia ter subido já depois que o compramos. Em outras palavras, a gratidão não é o sentimento de que fomos espertos na forma como obtivemos as coisas. É a emoção que surge alegremente em reação a algo “grátis”, mesmo nas nossas compras.

Não está errado sentir gratidão quando alguém nos dá um presente. O problema começa com o impulso de que agora nós estamos devendo um “presente”. O que esse sentimento faz é transformar presentes em moeda legítima. Sutilmente o presente já não é presente, mas uma transação comercial. E o que foi oferecido como graça gratuita é anulado pela gratidão distorcida.

Extraído do livro de John Piper - GRAÇA FUTURA

sábado, 20 de junho de 2009

A base do prazer cristão


O alicerce do prazer cristão é o fato de que Deus é supremo em suas próprias afeições

O principal propósito de Deus é glorificar a Deus e ter prazer em Si mesmo para sempre. A razão de isso soar estranho para nós é que estamos mais acostumados a pensar em nossas obrigações do que nas intenções de Deus. E quando perguntamos pelas intenções de Deus, estamos muito propensos a descrevê-las conosco no centro das afeições de Deus. Podemos dizer, por exemplo, que seu propósito é redimir o mundo. Ou salvar pecadores. Ou restaurar a criação. Coisas assim.

As intenções salvíficas de Deus, porém, são penúltimas, não últimas. Redenção, salvação, restauração não são o objetivo primordial de Deus. Ele as efetua em prol de algo maior: a alegria que ele tem em glorificar a Si mesmo. O alicerce do prazer cristão é a lealdade de Deus não a nós, mas a Si mesmo.

Se Deus não se dedicasse infinitamente à preservação, à manifestação e ao deleite da sua própria glória, não poderíamos ter esperança de encontrar felicidade nele. Mas se ele realmente usa todo o seu poder soberano e sabedoria infinita para maximizar o prazer na sua própria glória, então temos um fundamento sobre o qual podemos nos firmar e alegrar.


Pr. John Piper
Extraído do livro "Teologia da Alegria", um dos livros fundamentais para o completo entendimento do prazer cristão.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Aprendendo lições preciosas com Davi

Aprenda de Davi o que fazer nos momentos angustiantes e aterrorizantes. Ele orou. Todo o Salmo 63 é dirigido a Deus. Davi não pede proteção, nem vitória; pede somente uma coisa — Deus mesmo, para satisfazer sua alma, como as águas satisfazem a sede em uma terra árida e exausta. “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água” (v. 1). Há ocasiões de dor, perda, tristeza e escuridão, quando nada é digno de ser pedido, exceto Deus mesmo. Todas as outras coisas são triviais, inclusive a própria vida.

Essa é razão por que Davi afirmou: “Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam” (v. 3). Davi poderia ser morto durante a noite, por algum traidor astuto que se vendera a Absalão. Como você dorme? Você relembra a si mesmo que o amor de Deus, na presença de Deus, é melhor do que ser vítima da morte, durante a noite. Porém, não sentimos com facilidade este descanso no constante amor de Deus. Dizemos as palavras, mas sentimos a realidade? Davi não o sentiu como desejava. Por isso, ele clamou: “Eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti”. Davi precisava desesperadamente que Deus respondesse ao seu clamor de vir e ajudá-lo a provar — não apenas saber, mas também sentir — que a graça dEle é melhor do que a vida.

Oh! que conheçamos desta maneira a Deus! Isso não seria tudo para nós? Não seria mais do que riquezas, fama, sucesso e saúde — na realidade, mais do que tudo que o mundo pode oferecer? Deus mesmo se aproximando e fazendo nossa alma beber de sua graça, até que todas as coisas desapareçam de nossa visão e o temor seja tragado pela inabalável segurança de gozo eterno à direita de Deus! Oh! que cheguemos a este lugar em nosso andar com Deus! Quando a salvação da própria vida e o livramento de seu filho deixam de ser os ídolos de Davi, e somente Deus o envolve no firme gozo de seu amor inabalável, Davi cantará de alegria nas tristezas da noite e, talvez, se Deus o quiser, ganhará de volta o seu filho.


Texto devocional de John Piper baseado no Salmo 63
Extraído do livro: Penetrado pela Palavra

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Como experimentar o amor de Deus no coração


Experimentar o amor de Deus, e não apenas pensar sobre este amor, é algo que devemos desejar com todo o coração. É uma experiência de grande alegria porque nela provamos a própria realidade de Deus e de seu amor. É o fundamento de profunda e maravilhosa segurança — a segurança de que nossa esperança “não confunde” (Rm 5.5). Esta segurança nos ajuda a nos gloriarmos “na esperança da glória de Deus” (Rm 5.2); e nos conduz através das intensas provas de nossa fé.

Esta experiência do amor de Deus é a mesma para todos os crentes? Não. Se todos os crentes tivessem a mesma experiência do amor de Deus, Paulo não teria orado em favor dos crentes de Éfeso: “A fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.18,19). Ele pediu isto porque alguns (ou todos!) eram deficientes em sua experiência do amor de Deus, em Cristo. E podemos supor que não somos todos deficientes na mesma medida em que o eram os crentes de Éfeso.

Como podemos alcançar a plenitude da experiência do amor de Deus, derramado em nosso coração pelo Espírito Santo? Uma das chaves para isso é compreendermos que esta experiência não é semelhante à hipnose, ao choque elétrico, às alucinações induzidas por drogas ou uma boa medida de calafrios. Pelo contrário, tal experiência é mediada pelo conhecimento. Não é o mesmo que conhecimento, mas vem por meio deste. Expressando-o de outra maneira, esta experiência do amor de Deus é obra do Espírito Santo dando-nos gozo indizível em resposta às percepções da mente a respeito da manifestação desse amor na pessoa de Jesus Cristo. Deste modo, Cristo recebe a glória pelo gozo que desfrutamos. É um gozo naquilo que vemos nEle.

Onde você pode ver isto nas Escrituras? Considere 1 Pedro 1.8: “A quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória”. Aqui temos uma experiência de grande e indescritível gozo — um gozo além de quaisquer palavras. Não se fundamenta em uma visão física de Cristo. Está fundamentada em crer em Cristo. Ele é o foco e o conteúdo da mente neste gozo indescritível.


TEXTO DE JOHN PIPER

EXTRAÍDO DO LIVRO "PENETRADO PELA PALAVRA"
EDITORA FIEL

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Deus nos escolheu primeiro

PERGUNTA:
Por que você acredita ser tão importante entender que, com relação à salvação, Deus nos escolheu primeiro?


RESPOSTA DE JOHN PIPER:

Porque Deus pretende ter toda a glória pela nossa salvação. Precisamos conhecer Aquele em quem temos confiado e o motivo de confiarmos Nele. Precisamos saber como fomos salvos. Nós nascemos não de sangue, nem do homem, nem da vontade humana – nascemos de Deus. Isto é, viemos a ser pessoas espiritualmente vivas por causa de Deus. Estávamos mortos, de acordo Efésios 2, e agora estamos vivos juntos com Deus – pela graça fomos salvos.

Graça é o trabalho soberano pelo qual Deus fala ao cadáver da nossa própria vida espiritual e diz: “Lázaro, vem para fora”, e nós levantamos da morte; ou “John Piper, vem para fora!”, e somos trazidos à existência. Precisamos saber disso para que possamos descansar na soberania de Deus na nossa salvação. É assim que somos salvos! Nós não despertamos da morte por nós mesmos, de alguma forma. Nós não criamos, de alguma forma, do nada, afeições espirituais. Deus fez isso por nós, o que nós leva saber que Ele pretende ser glorificado por tudo isso.

Deus quer ser conhecido por tudo o que Ele tem feito e por tudo o que Ele é. Não daremos a Ele todo o louvor e glória que Ele deveria receber se não reconhecermos o que Ele tem feito por nós. Por isso, creio que é realmente importante que ensinemos às pessoas como elas realmente foram salvas, mesmo que elas não entendam completamente como foram salvas, pois queremos que elas comecem – agora melhor do que nunca – a louvar, honrar e confiar em Deus por tudo o que Ele fez, e não apenas por parte disso.

sábado, 11 de abril de 2009

A glória de Cristo na sua morte e ressurreição

Chegou a Páscoa. Para quem lê e compreende as Escrituras o significado desta época do ano não tem nada a ver com ovos de chocolate e coelhos enfeitados. Foi na Páscoa, há mais de 2.000 anos atrás que Jesus Cristo se entregou espontaneamente como o Cordeiro de Deus, para tirar o peso da condenação que o pecador carregava sobre si. Pensando nestes fatos da morte e ressurreição de Jesus, resolvi extrair uma pequena citação de John Piper, do livro “Deus é o Evangelho”, lançado em português pela Editora Fiel. Piper nos coloca diante da cena da crucificação para que todos vejam a glória de Deus na face de Cristo. Vale a pena ler.



"A morte e a ressurreição de Cristo são os acontecimentos nos quais a glória de Cristo resplandece com mais intensidade. Existe uma glória divina na maneira como Jesus aceitou a sua morte e no que Ele realizou por meio dela. Por isso, Paulo disse: “Nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (I Co 1:23,24). “A palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (I Co 1:18). Para aqueles que têm olhos para ver, existe glória divina na morte de Jesus.

E o mesmo ocorre com a ressurreição de Cristo. Paulo disse que ao morrer, o corpo humano é semeado “em desonra” e “ressuscita em glória” (I Co 15:42). Foi a glória de Deus que ressuscitou a Jesus. Também foi na glória de Deus em que Ele foi ressuscitado. Cristo “foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai” (Rm 6:4). Depois, o Pai “lhe deu glória” (I Pe 1:21). Jesus mesmo disse após a sua ressurreição: “Não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?” (Lc 24:26)"



John Piper

Extraído do livro: Deus é o Evangelho
Editora Fiel


sábado, 28 de março de 2009

O pedido de oração mais importante do mundo

A oração mais importante é que o Ser mais importante do universo realize o que é mais importante no universo. Foi exatamente por isso que Jesus colocou este pedido no início da oração que ensinou aos seus discípulos: “Santificado seja o Teu Nome”.

Deus é o Ser mais importante do universo, muito mais importante do que todos os outros seres juntos.

“Todas as nações são como nada perante ele; ele as considera menos do que nada e como uma coisa vã.” (Isaías 40:17)

O ato sincero de santificar o Nome de Deus é o ato mais importante no universo.

“Santificar” significa “reconhecer a honra” que no caso de Deus, é separá-Lo em nossa mente e coração como extremamente magnífico, belo e valioso.

“Santificado seja o Teu Nome” significa: “Que o Senhor veja o Teu Nome honrado sobre todas as coisas. Usa o Teu infinito poder, sabedoria e amor para agitar bilhões de corações e mentes para que possam admirá-Lo e consagrá-Lo acima de tudo."

Assim nós estaremos pedindo ao Senhor que cumpra a Sua promessa:

“E eu santificarei o meu grande Nome, que foi profanado entre os gentios, o qual profanastes no meio deles; e os gentios saberão que eu sou o SENHOR, diz o Senhor DEUS, quando eu for santificado aos seus olhos.” (Ezequiel 36:23)

“Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu Nome? E a minha glória não a darei a outrem.” (Isaías 48:11)


Peça ao Senhor que o ajude a fazer desta oração mais importante a sua oração mais comum. E a que você mais deseja ver respondida.


Autor: John Piper
Traduzido e adaptado por Marcos Aurélio

quarta-feira, 25 de março de 2009

A fé e a justificação na luta contra o pecado

"A fé que salva reconhece a Jesus como Salvador e Senhor e faz dele o maior tesouro da vida. Essa fé lutará contra qualquer coisa que se coloque entre o indivíduo salvo e Cristo. Sua marca característica não é a perfeição, nem a ausência de pecados. Quem enxerga na cruz uma licença para continuar pecando não possui a fé que salva. A marca da fé é a luta contra o pecado.

A justificação se relaciona estreitamente com a obra de Deus pregando nossos pecados na cruz. Justificação é o ato pelo qual o Senhor nos declara não apenas perdoados por causa da obra de Cristo, mas também justos mediante ela. Cristo levou nosso castigo e realiza nossa retidão. Quando o recebemos como Salvador e Senhor, todo o castigo que ele sofreu, e toda sua retidão, são computados como nossos. E essa justificação vence o pecado."

JOHN PIPER

sexta-feira, 13 de março de 2009

A verdade "incoveniente" sobre o inferno

A eternidade será o dia da verdade. Se você vive somente para este mundo, se importará pouco com a verdade. “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos”. Se isso é tudo que existe, podemos muito bem chamar de “verdade” as idéias que protegem nossos apetites. Mas, se você vive para a eternidade, rejeitará as modas populares e efêmeras, para se tornar eternamente relevante.

Temos de valorizar a verdade acima do sucesso temporário. Onde a verdade é minimizada e as pessoas não estão nela arraigadas e fundamentadas, o sucesso é superficial, e a árvore cresce oca, embora floresça no sol da prosperidade. Que Deus nos dê um amor humilde e submisso pela verdade da Palavra de Deus, na profundeza e plenitude dela.

Ouçam a advertência de Paulo a respeito de nossos dias: “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Tm 4.3). “[Eles] perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos” (2 Ts 2.10).

Considere uma verdade que não é popular e tem sido abandonada por muitos que têm sobre a sua tenda a bandeira de “evangélico” — a verdade a respeito do inferno. Oh! que grande diferença existe quando uma pessoa crê no inferno — com tremor e lágrimas! Existe uma seriedade permeando toda a vida, uma urgência em todos os esforços, um condimento de profunda seriedade que tempera tudo e faz com que o pecado sinta-se mais pecaminoso, e a santidade mais santa, a vida mais preciosa, os relacionamentos mais profundos e Deus muito mais importante.

Encaremos os fatos. A doutrina do inferno não é “medieval”; é uma doutrina ensinada por Cristo. Não é um artifício do “clero medieval” para atemorizar o povo e fazê-lo dar dinheiro à igreja. O inferno é o julgamento deliberado de Cristo sobre o pecado. A imagem de vermes que não morrem e de fogo inextinguível deriva-se não da “superstição medieval”, e sim do profeta Isaías; e foi Cristo quem a usou enfaticamente... Ela nos confronta no mais antigo e menos “editado” dos evangelhos; está explícita em muitas das parábolas mais familiares e implícita em muitas outras. Esta figura tem, nos ensinos de Cristo, uma dimensão maior do que alguém possa perceber, até que comece a ler todos os evangelhos, em vez de selecionar e ler somente as passagens mais consoladoras. Ninguém pode se livrar desta doutrina, sem despedaçar o Novo Testamento. Não podemos repudiar o inferno, sem repudiarmos a Cristo.

Eu acrescentaria: existem muitas outras coisas que, abandonadas, também equivalerão ao eventual repúdio de Cristo. Não é por causa de uma lealdade ultrapassada que amamos as verdades da Escritura — nem mesmo as mais severas. É por causa do amor a Cristo — e por causa do amor para com o seu povo —povo esse que somente o Cristo da verdade pode salvar.

TEXTO DO PASTOR JOHN PIPER
EXTRAÍDO DO BLOG DA EDITORA FIEL


John Piper ainda escreveu em outro texto: "Os menores ajustes que os evangélicos fazem para se conformarem ao mundo na sua maneira de tornar as pessoas mais felizes à caminho do inferno não são suficientemente fundamentais para mim."
O alerta precisa ser dado! Mais importante do que o aquecimento global (uma verdade bastante "incoveniente"), a verdade sobre a existência do julgamento divino para o pecador no inferno precisa ser difundida sem rodeios, quer seja conveniente, quer não.

segunda-feira, 2 de março de 2009

O que é humildade, por John Piper

John Piper é um pastor e escritor americano que tem abençoado muitas pessoas com suas pregações e livros. Neste pequeno texto, Piper nos ensina cinco lições importantes sobre o tema "humildade". Você pode conhecer mais sobre o ministério de John Piper no site: DESIRING GOD


Saber o que é humildade é muito importante, pois a Bíblia diz: “Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça” (1 Pe 5.5); e: “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” (Lc 14.11). Deus nos diz pelo menos cinco coisas a respeito da humildade:

1. A humildade começa com um senso de submissão a Deus, em Cristo. “O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor” (Mt 10.24). “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus” (1 Pe 5.6).

2. A humildade não sente que tem o direito de receber melhor tratamento do que o tratamento dado a Jesus. “Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?” (Mt 10.25.) Por conseguinte, a humildade não paga o mal com o mal. Não é uma vida baseada nos direitos percebidos. “Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos... quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente” (1 Pe 2.21-23).

3. A humildade afirma a verdade não para apoiar o “eu” com o domínio e triunfos dos debates, mas como um serviço prestado a Cristo e expressão de amor para com o adversário. O amor “regozija-se com a verdade” (1 Co 13.6). “O que vos digo às escuras... Não temais” (Mt 10.27,28). “Não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus” (2 Co 4.5).

4. A humildade sabe que depende da graça de Deus para conhecer e crer. “Que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?” (1 Co 4.7.) “Acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma” (Tg 1.21).

5. A humildade sabe que é falível; por isso, reflete sobre o criticismo e aprende dele. Mas também sabe que Deus fez provisão para a convicção humana e nos convoca a persuadir os outros.Agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. "Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido" (1 Co 13.12). "O sábio dá ouvidos aos conselhos" (Pv 12.15). "Conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens" (2 Co 5.11).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A luta contra o pecado, por John Piper

Neste texto, John Piper nos esclarece sobre a essência da luta contra o pecado. Precisamos utilizar a Palavra de Deus, que é a espada do Espírito, para que sejamos vitoriosos na batalha contra o pecado em nossas vidas. Observe como o pastor John Piper traduz em linguagem simples uma verdade espiritual tão profunda.

Retirado do Blog do ministério DesiringGod:


No tempo do Novo Testamento espadas não eram para cavar, raspar ou desossar. Elas existiam para matar. A única razão de Pedro só ter cortado a orelha de Malcon foi que ele errou (João 18.10).

Mas Herodes não errou: “Ele matou Tiago, irmão de João, à espada” (Atos 12.2).


Muitos santos têm sentido a força completa da espada: “Eles foram apedrejados, cortados ao meio, mortos a espada” (Hebreus 11.37). Assim foi e assim será: “Se alguém matar a espada, a espada será morto” (Apocalipse 13.10).


É pra isso que existem espadas. Assim, quando Paulo chama a palavra de Deus de “espada do Espírito”, em Efésios 6.17, ele está sendo sério – alguma coisa deve ser morta. E não são pessoas. Nós, cristãos, não matamos pessoas para divulgar nossa fé; nós morremos para fazê-lo.


A ligação na mente de Paulo é esclarecida em Romanos 8.13.
Se, pelo Espírito, mortificardes as obras da carne, vivereis.


A palavra de Deus é a espada do Espírito. A espada é para matar. E, pelo Espírito, nós matamos nossas obras pecaminosas. Assim, eu concluo que o modo como nós mortificamos nossos pecados é pela espada do Espírito, a palavra de Deus.


Todas as tentações para pecar têm poder pela mentira. Elas são “desejos enganosos” (Efésios 4.22). Elas nos dizem que o prazer do pecado vale a pena. O golpe mortal contra essas mentiras é o poder da verdade de Deus. Daí, a espada do Espírito, a palavra de Deus, é a arma a ser usada.

Como disse John Owen: “Mate o pecado, ou ele matará você”; É para isso que existem espadas, especialmente a Bíblia.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O amor ao próximo, por John Piper

O pastor John piper neste texto nos apresenta um breve ensino sobre a grandeza do amor ao próximo, que se torna evidente na vida de quem já foi alvo do grandioso amor de Deus. Então, vamos aprender juntos com Piper.

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O que Jesus está ordenando no segundo mandamento – que amemos nosso próximo como a nós mesmos? Ele está mandando que nosso amor a nós mesmos, que agora descobriu sua realização no amor a Deus, seja a medida e o conteúdo do nosso amor ao próximo. Ou, colocando de outra forma, ele está mandando que nossa busca inata de nós mesmos, que agora foi redirecionada em busca de Deus, transborde e se expanda em direção ao nosso próximo. Por exemplo:

Se você anseia por ver mais da abundância e liberalidade no suprimento de comida, casa e vestimenta, procure mostrar a outros a grandeza dessa abundância divina pela generosidade que você encontrou nele. Deixe a realização do seu próprio amor a si mesmo no amor a Deus transbordar em amor ao próximo. Ou, melhor, procure fazer com que Deus, que é a realização do seu amor a si mesmo, transborde por meio de você e se torne a realização do amor do seu próximo a si mesmo.

Se você quer experimentar mais da compaixão de Deus no consolo que ele te dá quando você está triste, procure mostrar a outros mais da compaixão de Deus, pelo consolo que você lhes estende quando eles estão tristes.

Se você anela por saborear mais da sabedoria de Deus nos conselhos que te dá quando seus relacionamentos estão sob tensão, procure passar mais da sabedoria de Deus a outros nos re1acionamentos tensos deles.

Se você se compraz em ver a bondade de Deus em momentos relaxados de lazer, proporcione essa bondade a outros ajudando-os a ter lazer.

Se você quer ver mais da graça salvadora manifesta poderosamente em sua vida, estenda essa graça à vida dos outros que carecem de graça salvadora.

Se você se regozija nas riquezas da amizade pessoal de Deus em circunstâncias boas ou ruins, estenda essa amizade aos solitários, em qualquer circunstância.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O site do pastor John Piper

O ministério de John Piper pode ser conhecido na Internet. Deixo aqui esta ótima dica.John Stephen Piper (11 de janeiro de 1946, Tennessee, EUA) é um escritor e ministro batista reformado, que atualmente serve como pastor sênior na Igreja Batista Bethlehem em Minneapolis, Minnesota. É muito famoso por causa de seu livro "Desiring God".
O seu site é muito rico em recursos (sermões, artigos, áudio e vídeo), o link é o seguinte:



Recomendo a todos que entendem a língua inglesa que visitem este site.