Mostrando postagens com marcador evangelho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador evangelho. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de julho de 2011

Justiça própria

A justiça própria é inimiga do evangelho de Cristo. O homem que deseja buscar a Deus por meio de suas boas obras ou através de atos de justiça pessoal, na verdade está totalmente equivocado. O evangelho de Cristo não busca homens e mulheres de alta qualidade, que se intitulam bons e desfrutam de uma sensação de auto-suficiência. Jesus foi duro com os fariseus que pensavam assim. Os fariseus eram profissionais da religião, que desejavam mostrar uma aparência espiritual para todas as pessoas em redor. Eles eram considerados homens bondosos porque faziam doações aos pobres e davam esmolas. Suas vidas eram exemplares, mas havia um grave problema no coração.

Em Lucas 18: 9-14, Jesus contou a história de um fariseu e um publicano. Os publicanos eram pessoas que cobravam impostos e repassavam o dinheiro para o império Romano. Certa vez um fariseu e um publicano foram a templo para orar. E Jesus contou com detalhes como foram as orações destes dois homens.

O fariseu, baseado em sua justiça própria orara de si para si, dizendo: "Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Faço jejum duas vezes por semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo." A oração deste fariseu estava baseada em si mesmo: ele era o centro de sua oração. Seus lábios não conseguiam expressar outra coisa, a não ser elogios que exaltavam o seu bom comportamento. Ele se achava homem mais bondoso da terra e por isso até desprezou o publicano que estava ali no templo também. Suas palavras mostram que em seu coração só havia espaço para ele mesmo.

Este fariseu representa todas as pessoas que confiam em sua própria justiça diante de Deus. Quando o homem começa a pensar que é alguma coisa diante de Deus já começou a agir como um fariseu. Todos nós agimos como fariseus quando confiamos em nossas boas obras para ganhar a aprovação de Deus. Todos nós agimos como fariseus quando realizamos algo tentando impressionar Deus de alguma forma. Todos nós agimos como fariseus quando fazemos orações exaltando nossa boa conduta. O homem pecador é assim: não consegue pensar em mais nada, a não ser nele mesmo.

Foi por isso que Jesus disse a todos que desejavam segui-lo: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e cada dia tome a sua cruz, e siga-me” (Lc. 9:23). Em outras palavras, Jesus nos desafia a desistirmos de nossa autossuficiência se quisermos ser verdadeiros discípulos de Cristo.

Você tem se comportado como um fariseu ao longo de sua vida? Você tem baseado toda a sua história na tentativa de agradar a Deus da sua própria maneira e pensa que já tem muito crédito diante d’Ele? Eu gostaria de convidá-lo a repensar sua vida por meio do Evangelho de Cristo, que nos ensina a confiar na graça de Deus para desfrutarmos de Sua aprovação.






MARCOS AURÉLIO DE MELO
MEDITAÇÃO PARA PROGRAMA DE RÁDIO




sábado, 28 de maio de 2011

O falso evangelho

Nos dias de hoje há muita confusão no meio evangélico. Não podemos negar que são muitos pregadores (nas televisões, no rádio e nas igrejas) que tentam convencer as pessoas com seu estilo e suas convicções. E diante de tantas vozes que falam sobre a Bíblia, alguém já me perguntou: "como posso saber se o evangelho que eu tenho ouvido não é falso?" Há um grande número de pessoas vendendo "gato por lebre", isto é apresentando um evangelho falsificado ou diluído para agradar às multidões. Então, precisamos recorrer às Escrituras para não comprar "gato por lebre".


Como você pode saber se o evangelho que você tem ouvido na televisão, rádio ou mesmo em alguma igreja, não é falso? O caminho correto é comparar o que você tem ouvido com Evangelho que foi pregado por Cristo e explicado pelos apóstolos nas Escrituras. É importante observar o que está registrado na Bíblia, pois somente a Bíblia oferece o autêntico evangelho. Quando as Escrituras são deturpadas, surgem os falsos evangelhos, os ensinos que são contrários ao padrão bíblico. Então eu gostaria de tratar rapidamente sobre três ensinamentos contrários à Palavra de Deus, que geram falsos evangelhos.

1 – Qualquer ensinamento que promete saúde física perfeita nessa vida como resultado da salvação em Cristo é um falso evangelho. Jesus nunca prometeu que os seus seguidores ficariam livres de qualquer problema de saúde e teriam saúde garantida. O crente também sofre de câncer, tem hepatite e pneumonia. E se não for ao médico e tratar corretamente pode morrer destas doenças. Cristo pagou o preço porque o nosso maior problema era o pecado e não doenças físicas. A Sua morte em favor do pecador serviu como livramento da condenação do pecado. Então, se você está ouvindo um evangelho que promete libertar você de seus problemas de saúde, tome cuidado, porque este é um falso evangelho.

2 – Qualquer ensinamento que nega a realidade do céu e do inferno é um falso evangelho. Satanás quer enganar se possível até os crentes. E muitos hoje acreditam nesta ensino errado. Se observarmos o que Jesus ensinava, vamos perceber que ele falou várias vezes sobre o inferno como um lugar real. Não é uma ilusão ou invenção de alguém. O inferno é um lugar de tormento para todos aqueles que rejeitaram a salvação pela fé oferecida por Cristo. Jesus contou a história do rico e de Lázaro para mostrar a situação do homem que morreu confiando em suas riquezas e estava em tormento neste lugar chamado inferno. Então, se você está ouvindo em sua igreja que o inferno é aqui mesmo, tome cuidado, porque este também é um falso evangelho.

3 – Qualquer ensinamento que defende que todas as pessoas serão salvas mesmo sem arrependimento é um falso evangelho. A Bíblia não ensina em lugar nenhum a salvação universal. As pessoas se agarram ao conceito que Deus é amor e não irá condenar ninguém, porque todos são filhos de Deus. Errado! Deus nunca prometeu que todos os homens serão salvos. Então, se você, está ouvindo que não importa como vai viver sua vida aqui e que Deus vai salvá-lo de qualquer jeito, cuidado, porque este também é um falso evangelho.



"Todo ensinamento que você escuta deve ser avaliado à luz da Palavra de Deus, que oferece o padrão absoluto sobre o que é verdadeiro e o que é falso."


MARCOS AURÉLIO DE MELO
MEDITAÇÃO PARA O PROGRAMA DE RÁDIO

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aceitar ou rejeitar a mensagem do Evangelho

Por que alguém ouve repetidas vezes a mensagem do Evangelho e não se converte a Cristo? Com certeza, o problema não está no Evangelho, porque a Bíblia diz que ele é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Quando há a pregação honesta do Evangelho, sem acrescentar e nem diminuir nada, não podemos suspeitar que o Evangelho tenha algum defeito ou deficiência, porque ele mostra o plano perfeito de Deus para a redenção de pecadores. As boas-novas de salvação através da morte de Cristo é a mensagem direta de Deus para todos nós.

A Bíblia nos apresenta algumas razões porque alguém ouve o Evangelho, mas rejeita e não se arrepende. Em João 6:44, Jesus Cristo falou assim: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer”. Ou seja, é fundamental a ação soberana de Deus em trazer pecadores aos pés de Cristo. Ninguém pode ouvir o Evangelho e se arrepender se não houver uma intervenção do Espírito Santo de Deus. É um ensino claro nas Escrituras, e mostra que a graça de Deus é derramada sobre as pessoas que Ele escolhe por uma razão que nós nunca saberemos explicar. Todos nós somos pecadores, e precisamos da graça de Deus; mas é o Senhor quem molda o coração do homem para ficar sensível à mensagem do Evangelho. É a graça de Deus que regenera um homem e faz dele uma nova criatura.

A Bíblia fala também que o príncipe deste mundo, o Diabo, cegou o entendimento dos incrédulos para que a luz do Evangelho de Cristo não brilhe em seus corações. Muitos estão cegos e procurando encontrar alguma religião ou algum caminho para agradar a Deus. O problema é que cegos não podem enxergar nada; é necessário que Cristo abra os seus olhos espirituais para que possam contemplar a beleza do Evangelho e compreender as Boas-Novas de salvação. E é somente pela ação do Espírito de Deus que alguém pode enxergar perfeitamente a mensagem da cruz, se arrepender dos seus pecados e render-se a Cristo.

Mas todas estas verdades não tiram do homem a responsabilidade de responder à mensagem do Evangelho que ouviu. A verdade bíblica sobre a salvação é muito preciosa, porque o Evangelho custou o sangue do próprio filho de Deus. O homem é pecador desde o seu nascimento e possui uma dívida muito grande diante de Deus, mas a mensagem do Evangelho é que Cristo já pagou esta dívida. Sendo assim, rejeitar a mensagem do Evangelho é desprezar o plano perfeito de Deus para a redenção de pecadores. E quem rejeita será considerado culpado e terá que pagar a dívida do seu pecado por toda a eternidade.

Então, se você já conhece a mensagem do Evangelho e nunca se arrependeu verdadeiramente, clame ao Senhor para que o Espírito Santo transforme este coração de pedra em um coração de carne. Lembre-se que ninguém pode chegar-se a Deus por si mesmo. É necessário que haja uma regeneração no coração, mas isto não exclui a sua responsabilidade diante do Senhor. Jesus disse algo muito importante que resume bem as verdades aqui expostas: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem" (João 10:27).

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Os falsos pregadores

Diante de tantos pregadores hoje em dia, como podemos identificar os falsos líderes que existem? Muitas pessoas estão confusas a respeito de tantos pregadores na televisão, no rádio ou nas igrejas que afirmam ter a resposta certa. Mas Jesus nos advertiu que “falsos mestres e falsos profetas” virão e tentarão enganar até mesmo os eleitos de Deus (Mateus 24:23-27). Então, como podemos identificar os falsos mestres que dizem estar ensinando a Palavra de Deus?

Para melhor se prevenir contra a falsidade e contra falsos mestres você deve conhecer bem a verdade. As pessoas que desejam identificar uma cédula falsa precisam treinar bastante e perceber como é a cédula verdadeira. Assim também o crente precisa buscar conhecer melhor a verdade bíblica. A Bíblia diz que crente deve “manejar bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15). Portanto é fundamental estudar a Bíblia e julgar todo ensino de acordo com o que diz a Escritura.

Uma dica para identificar um falso pregador ou mestre é reconhecer se ele apresenta o Evangelho segundo as Escrituras. O Evangelho é a boa nova de Deus aos homens pecadores, que precisam ouvir a verdade sobre a sua situação diante de Deus e o que Jesus realizou ao morrer na cruz do calvário. Muitos falsos pregadores não se importam com a essência do Evangelho e apresentam outros meios para o homem obter comunhão com Deus. O problema é que Deus não permitiu a ninguém que alterasse o conteúdo do Evangelho e qualquer um que apresente outro ensino pode ser considerado um falso pregador.

Outra dica é observar se o pregador ou líder é cheio de cobiça e sempre busca conquistar vantagens financeiras. A Bíblia diz que muitas pessoas desviaram-se da fé porque amaram o dinheiro e se tornaram iludidos pela cobiça. O verdadeiro pregador e líder cristão reconhece que a sua suficiência vem somente de Deus e não dos bens que conquista neste mundo. Deus mostra na sua Palavra que o amor ao dinheiro é raiz de todos os males, e que as riquezas são passageiras. O líder cristão genuíno não pode usar o seu ministério como uma fonte de lucro porque isto não é aprovado por Deus. Porém, muitos líderes estão negociando a Palavra de Deus e atraindo multidões que desejam uma vida diferente, com promessas ilusórias e mentiras sobre prosperidade material. Na verdade, os bolsos deles é que estão cheios!

E por último observe se o pregador ou líder apresenta uma vida realmente transformada pelo Evangelho. Como é o testemunho deste pregador, ele é visto como alguém que de fato vive as mudanças na sua vida diária? Como é a sua vida em família, com sua esposa e seus filhos? A Bíblia diz que um líder na igreja de Deus deve ter um testemunho exemplar, que sabe governar bem sua família e que não é uma pessoa de contendas. Então observando estas dicas você poderá identificar se os pregadores com quem você tem algum tipo de contato são verdadeiros ou falsos mestres.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cegueira para enxergar

"Surdos, ouvi, e vós, cegos, olhai, para que possais ver. Quem é cego, como o meu servo, ou surdo, como o meu mensageiro, a quem envio? Quem é cego, como o meu amigo, e cego, como o servo do Senhor? Tu vês muitas coisas, mas não as observas; ainda que tem ouvidos abertos, nada ouves."
(Isaías 42.18-20)


Interessante a experiência do apóstolo Paulo no caminho para Damasco, quando ainda era Saulo. Um dos pontos que mais me despertam a atenção é o de ter Saulo ficado três dias sem enxergar (Atos 9.9). Por que esta necessidade? Creio que Saulo jamais enxergou tanto como neste período em que esteve cego. Um jovem idealista que buscava fogo para queimar (9.1-2); agitado em viagens de perseguição, com sede de extermínio (9.21); para enxergar a realidade teve de ser sossegado pelo Senhor com um período de reflexão, sem subterfúgios para o entreter. Assim, por três dias, enxergou, avaliou e tomou decisão como nunca antes (Filipenses 3.4-11).


Em um mundo onde imperam a velocidade, a ganância e a abstinência moral, a realidade às vezes só se apresenta nítida àqueles que perdem a visão para o corriqueiro. Enquanto "enxergam" são deficientes quanto ao escutar e ao reparar; assim como ao toque, e à necessidade alheia. Quando alguém perde a visão passa, por necessidade, a exercitar a atenção; consequentemente passa a ser mais gente, usar mais o coração; passa a dar mais valor para a solidariedade. Assim, se perde a visão, mas se recupera a lucidez; se perde a visão, mas se recupera o diálogo, principalmente com o Criador.


Enquanto o homem age como senhor, levado por aquilo que enxerga, atropela a verdade e a real necessidade de todos (sua e a dos que convivem com ele). Para ocorrer mudança, é preciso arrependimento e conversão. Esta só se apresenta quando é cegado para o eu. Então, como "cego" passa a enxergar com os olhos do Senhor. Somente assim, moral e espiritualmente falando, pode com alegria dizer: "estou cego, pois, enfim, enxergo!".


Texto do Pastor Wagner Amaral
Extraído do seu Blog: http://prwagner.wordpress.com/

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O âmago da ética cristã

Na igreja evangélica contemporânea, é comum as pessoas reconhecerem, verbalmente, que a Bíblia, como Palavra de Deus, é a autoridade final no que diz respeito ao que crêem e à maneira como vivem. Contudo, na realidade, uma conexão nítida entre o que elas confessam em público e a sua conduta pessoal é rara.

O fato é que muitos cristãos professos vivem cada dia fundamentados em princípios diferentes dos princípios bíblicos. Como resultado, as suas prioridades refletem as prioridades do mundo, e não as de Deus. Seus padrões de comportamento e seus planos quanto ao futuro diferem muito pouco dos seus amigos e vizinhos não salvos. Os seus gastos revelam que sua perspectiva é temporal e que estão buscando inutilmente o ilusório Sonho Americano. Seus erros, quando os admitem, recebem os mesmos nomes que o mundo lhes atribui (“enganos”, “enfermidades”, “vícios”, e não “pecados”), à medida que buscam respostas na psicologia, na medicina ou na seção de auto-ajuda nas livrarias. Embora sejam adeptos de uma forma exterior de moralismo cristão, não há nada particularmente bíblico ou cristocêntrico na maneira como vivem.

No entanto, é na vida de pecadores que foram transformados pelo evangelho da graça que a ética distintamente cristã tem de ser manifestada. O verdadeiro cristianismo não é definido com base em moralismo externo, tradicionalismo religioso ou partidos políticos, e sim com base no amor pessoal por Cristo e no desejo de segui-Lo, sem importar-se com o custo (cfr. Jo 14.15). É somente pelo fato de que os cristãos foram transformados no interior (por meio da regeneração operada pelo Espírito Santo) que eles são capazes de exibir piedade em seu comportamento. E o mundo não pode fazer nada além de observar. Como Jesus disse aos seus ouvintes, no Sermão do Monte: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16; cf. 1 Pe 2.12).

O âmago da ética cristã é o evangelho. Somente aqueles que foram transformados no interior (Tt 3.5-8) e são habitados pelo Espírito Santo (Rm 8.13-14) podem demonstrar verdadeira santidade (Gl 5.22-23; 1 Pe 1.16). O cristianismo bíblico não se preocupa primariamente com mudança no comportamento exterior (cf. Mt 5-7), e sim com uma mudança de coração que se manifesta posteriormente em uma vida mudada (1 Co 6.9-11).



Autor:
JOHN MACARTHUR
Este artigo é introdução ao livro Right Thinking in a World Gone Wrong (Pensando Certo em um Mundo Errado).


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Uma ilustração muito pertinente

Cristão na casa de Intérprete

Depois Intérprete tomou Cristão pela mão e o conduziu a uma sala cheia de poeira, porque nunca fora varrida, e, tendo ordenado a um dos criados que a varresse, levantou-se tal nuvem de poeira que Cristão ia ficando sufocado. Disse Intérprete, então, a uma jovem, que os acompanhava, que borrifasse a casa com água, e assim pôde varrer a casa sem dificuldade.

CRISTÃO: "Que significa isto?"

INTÉRPRETE: "A sala representa um coração que nunca foi santificado pela doce graça do Evangelho; a poeira é o pecado original e a corrupção interior que contamina todos os homens; o criado que principiou a varrer é a lei, e a jovem que trouxe água e a borrifou a sala é o Evangelho. Certamente notaste, quando o primeiro criado começou a varrer, que se levantou tanta poeira, que foi absolutamente impossível continuar, e quase estiveste a ser asfixiado. Isso significa que a lei, em lugar de limpar o corações do pecado, o faz reviver cada vez mais (Rm. 7:9), dá-lhe mais força (I Co. 15:56), e o faz crescer na alma (Rm. 5:20), ao mesmo tempo que o denuncia e o prescreve, sem dar a força necessária para o vencer. O fato de ter sido possível varrer e limpar a sala, depois que a jovem borrifou água, significa que, quando o Evangelho entra no coração, vence e subjuga o pecado com sua doce e preciosa influência. Limpa a alma que nele crê e torna-a digna de ser habitada pelo Rei da Glória (Jo. 15:3; Rm. 3:25-26; Ef. 5:26; At. 15:29 e Jo. 15:13)."


Autor: JOHN BUNYAN

Extraído do livro "O Peregrino", cuja primeira edição data de 1678. Este é um verdadeiro clássico da literatura cristã que vale a pena ser lido com o coração atento às lições implícitas na alegoria criada por Bunyan.

terça-feira, 9 de junho de 2009

A tocha da evangelização

"Através do Seu próprio Filho, e por meio dEle, o coração de Deus bate de uma forma evangelística."


Na verdade, a tocha da evangelização foi acesa originalmente, no Velho Testamento. Em primeiro lugar foi acesa pelo próprio Deus na primeira promessa messiânica que Ele deu a Adão e Eva, lá no Éden. Vemos isso em Gênesis 3:15: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu Ihe ferirás o calcanhar". Aqui, Deus Jeová está agindo como um Deus evangelista. Ele está interceptando Adão e Eva numa relação pactual que eles estavam tendo com satanás e traz para eles a promessa do Messias que haveria de vir: a semente da mulher que haveria de esmagar a cabeça da serpente. Assim, Deus acendeu a tocha antes mesmo de Adão deixar o paraíso e, ainda lá, Ele revela Seu Filho que haveria de vir. Ele próprio é essa tocha!

Para que nós possamos lançar um bom alicerce, devemos dizer que o próprio Deus é o evangelizador por excelência. Através do Seu próprio Filho, e por meio dEle, o coração de Deus bate de uma forma evangelística. Ele não pode negar-Se a Si mesmo. Dessa forma Deus demonstra que tem os meios para levar avante este projeto evangelístico. Ele leva à frente estas boas novas através de todo o Velho Testamento. Através de toda a linhagem de Sete, Noé e de todos os patriarcas; por sua vez, esses patriarcas passam essa tocha para os filhos de Israel. A nação de Israel leva a tocha como quem leva a alma da evangelização. Israel é a alma que conduz à evangelização nos tempos do Velho Testamento, no meio do mundo gentio. Por fim, o último profeta do Velho Testamento, João Batista, foi privilegiado porque ele levou a tocha da evangelização à era do Novo Testamento.

Logo que o Novo Testamento se abre, nós encontramos a tocha, a Pessoa do Senhor Jesus Cristo, que é "as boas novas", o evangelho; Ele é tanto o Salvador quanto a salvação. Quando Cristo começa a realizar o Seu ministério, bem cedo, ele começa a dar aos Seus discípulos instruções bem específicas quanto ao levar a tocha da evangelização. Quando Jesus ressuscitou dos mortos, deu-lhes a grande comissão como vemos em Mateus, capítulo 28.


Joel R. Beeke
Extraído do livro: Evangelização Bíblica - Editora PES

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O evangelho deturpado

O evangelho que está sendo pregado nestes dias encontra-se muito deturpado em relação ao verdadeiro Evangelho apresentado por Jesus e cultivado pelos apóstolos no início da Igreja. Basta sintonizar alguns canais de televisão para constatarmos grandes aberrações sendo ditas por homens/mulheres movidos por seus próprios egos. Estamos vivenciando dias de grande apostasia, mensagens humanistas e pouca ênfase no puro Evangelho que emana das Escrituras. Encontrei a seguinte frase que resume bem a grande distância entre o ensino bíblico e as inverdades ditas no evangelicalismo centrado no homem e no seu bem-estar.

"Um Deus sem ira, levou um homem sem pecado, a um reino sem juízo, através de um cristo sem a cruz."

É ou não é a essência do descompromisso com a verdade da Palavra de Deus? Creio que sim, e desconfio que esta deturpação será cada vez mais crescente, tendo em vista a falta de empenho de muitos pregadores no estudo do Evangelho puro, simples e desafiador apresentado por Cristo.

sábado, 23 de maio de 2009

Evangelização benéfica

Estou lendo um livro que trata sobre eclesiologia e as práticas que uma igreja fundamentada na Bíblia deve apresentar. Refiro-me ao livro "Deliberadamente Igreja", escrito por Mark Dever e Paul Alexander, e publicado no Brasil pela Editora Fiel. O livro tem um enfoque muito voltado para as Escrituras e, sendo assim, é confiável porque não apresenta idéias de marketing ou entretenimento para a igreja, como muitos livros que se tornaram best-sellers. Recomendo a leitura deste livro e aproveito para compartilhar um trecho que chamou minha atenção.



"Algumas estratégias de evangelização procuram tornar o evangelho mais atraente aos incrédulos por apresentar todos os benefícios e deixar o custo para depois. Eles prometem que você experimentará mais satisfação, menos estresse, um melhor senso de comunidade e um senso crescente de significado na vida – e estará preparado para a eternidade! – se apenas fizer a decisão por Cristo agora mesmo. Todas essas coisas podem estar bem próximas do ouvinte incrédulo. Mas, o que essa “evangelização benéfica” faz com o evangelho bíblico? Faz com que o evangelho bíblico pareça concentrar-se em mim, em melhorar a minha vida e tornar-me mais feliz. É verdade que somos os beneficiários e Deus, o benfeitor. Não somos aqueles que “fazem um favor a Deus”, por tornamo-nos cristãos.

Contudo, o evangelho não se concentra em mim. O evangelho é Deus revelando a Sua santidade e misericórdia soberana. O evangelho é a glória de Deus e sua obra de reunir adoradores para si mesmo, pessoas que O adorarão em espírito e em verdade. O evangelho se focaliza na satisfação da santidade de Deus, por fazer Cristo morrer em favor dos pecados de todos os que se arrependem e crêem. A essência do evangelho é Deus criando um nome para Si, por reunir um povo e separá-lo para Si mesmo, a fim de espalhar sua fama entre as nações.

A “evangelização benéfica” enche nossas igrejas com pessoas que são ensinadas a esperar que tudo ocorrerá como elas querem, tão-somente porque se tornaram cristãs. Mas Jesus prometeu perseguição para aqueles que O seguem; Ele não prometeu privilégios mundanos (Jo. 15:18-16:4; 2 Tm. 3:12). Queremos edificar igrejas e cristãos que perseveram em meio à aflição, que estão dispostos a sofrer, serem perseguidos e morrerem por causa do evangelho de Cristo, porque valorizam a glória de Deus mais do que os benefícios temporais da conversão. Não queremos que as pessoas se tornem cristãs porque isso lhes reduzirá o estresse. Desejamos que se tornem cristãs porque sabem que precisam se arrepender de seus pecados, crer em Jesus Cristo, tomar com alegria a sua cruz e segui-Lo para a glória de Deus.

Há realmente benefícios maravilhosos na vida cristã. No entanto, ser teocêntrico na evangelização, focalizando menos os benefícios temporais e mais o caráter e o plano de Deus, contribui para que mais cristãos estejam dispostos a sofrer e mais igrejas sejam motivadas pela glória de Deus."


Mark Dever & Paul Alexander

quinta-feira, 26 de março de 2009

A ética do Evangelho

É importante observamos a excelência da Palavra na edificação de todos os crentes e na produção de justiça, santidade e benefício. Hoje, sempre nos falam sobre o lado "ético" do evangelho. Tenho pena daqueles para quem isso é novidade. Não descobriram isso antes? Sempre estivemos lidando com a ética do evangelho; na verdade, ele é inteiramente ético. Não há doutrina verdadeira que não tenha sido abundante em boas obras. Payson*, com sabedoria, disse: "Se há um fato, uma doutrina ou promessa na Bíblia que não produziu nenhum efeito prático em seu temperamento ou conduta, tenha certeza de que você não creu sinceramente". Todo ensino bíblico tem um objetivo e um resultado prático; e o que temos a dizer, não como matéria de descoberta, mas como assunto de simples senso comum, é o seguinte: se temos tido menos frutos do que desejaríamos com a árvore, suspeitamos que não haverá nenhum fruto quando a árvore não estiver mais ali e as raízes já tiverem sido arrancadas. A própria raiz da santidade está no evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, e removê-la, visando mais frutos, seria a maior insensatez.
Charles Spurgeon


* NOTA: Edward Payson foi um pastor congregacional em Rindge, New Hampshire. Embora Payson não seja tão conhecido hoje, ele era bem conhecido na primeira metade do século 19.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Evangelho Genérico

"Também é preciso tomar cuidado com o Evangelho Genérico, que diz ter o mesmo princípio ativo, mas carrega outro nome em seu rótulo. O nome que faz a diferença não é o do pseudo-pregador que anuncia a si mesmo ou proclama o céu na terra somente para recrutar desavisados; o nome que faz toda a diferença é Jesus Cristo! Hoje a cruz foi substituida por liberalidade, a santidade deu lugar a conveniência e a renúncia pessoal deu lugar a prosperidade. Em nosso coração, no lugar de Cristo, esta assentado outro rei, um protoditador chamado hedonismo; a busca pelo prazer substituiu a busca por Deus, e por isso há este vazio tão grande nos corações e olhares de tantas pessoas."


Extraído do Blog BEREIANOS
Se desejar ler o texto na íntegra, siga o link.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Evangelho, por Grupo Logos

Hoje tive a oportunidade de ouvir novamente a canção "O evangelho", do Grupo Logos, composta por Paulo Cezar. Confesso que ouvi com um certo nó na garganta, refletindo sobre o trágico estado de desvio doutrinário em que se encontra o evangelicalismo. A letra desta música é um soco no estômago de várias linhas de pensamento que invadiram as igrejas evangélicas. Que possamos valorizar a essência do verdadeiro evangelho que a Bíblia apresenta, sem o qual o homem continuará morto em seus delitos e pecados.


O EVANGELHO

Eu sinto verdadeiro espanto no meu coração
Em constatar que o evangelho já mudou.
Quem ontem era servo agora acha-se Senhor
E diz a Deus como Ele tem que ser ...

Mas o verdadeiro evangelho exalta a Deus
Ele é tão claro como a água que eu bebi
E não se negocia sua essência e poder
Se camuflado a excelência perderá!

Refrão:
O evangelho é que desvenda os nossos olhos
E desamarra todo nó que já se fez
Porém, ninguém será liberto, sem que clame
Arrependido aos pés de Cristo, o Rei dos reis.


O evangelho mostra o homem morto em seu pecar
Sem condições de levantar-se por si só ...
A menos que, Jesus que é justo, o arranque de onde está
E o justifique, e o apresente ao Pai.

Mostra ainda a justiça de um Deus
Que é bem maior que qualquer força ou ficção
Que não seria injusto se me deixasse perecer
Mas soberano em graça me escolheu

É por isso que não posso me esquecer
Sendo seu servo, não Lhe digo o que fazer
Determinando ou marcando hora para acontecer
O que Sua vontade mostrará.

Refrão:
O evangelho é que desvenda os nossos olhos
E desamarra todo nó que já se fez
Porém, ninguém será liberto, sem que clame
Arrependido aos pés de Cristo, o Rei dos reis.


Porém, ninguém será liberto, sem que clame
Arrependido aos pés de Cristo, o Rei dos reis.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O Antigo Evangelho, por J. I. Packer.

J. I. Packer escreveu um livrete publicado no Brasil pela Editora Fiel, com o título "O Antigo Evangelho". O autor aborda de forma bem clara a necessidade de retorno às origens, à pregação do Evangelho puro e simples. Em contraste com o antigo, o "novo evangelho" é totalmente desprovido de eficácia, uma vez que coloca o homem em posição central e destrona o Rei da Glória. Vejamos o que ele tem a nos ensinar.


"O antigo evangelho diz aos homens que eles precisam de Deus e não que Deus precisa deles (uma falsidade moderna); nem os exorta a terem compaixão de Cristo. Antes, anuncia que Cristo tem misericórdia deles, embora a misericórdia seja a última coisa que eles mereçam. Jamais perde de vista a majestade divina e o poder soberano do Cristo ao qual proclama, mas antes, rejeita categoricamente todas as descrições de Cristo que tendam por obscurecer a Sua livre onipotência. Será que isso significa, entretanto, que o pregador do antigo evangelho sente-se inibido ou está confinado ao oferecimento de Cristo aos homens, e em convidá-los para que O recebam? De forma nenhuma. Na verdade, justamente devido ao fato que o pregador reconhece que a misericórdia divina é livre e soberana, ele encontra-se em uma posição de dar muito mais valor à oferta de Cristo, em sua pregação, do que o expositor do novo evangelho. Pois essa oferta, por si mesma, é algo muito mais maravilhoso, em seus princípios fundamentais, do que jamais poderia sê-lo aos olhos daqueles que consideram o amor a todos os pecadores como uma necessidade da natureza de Deus, e, portanto, algo implícito."

Se desejarem, podem baixar o arquivo em PDF deste livrete no seguinte link: