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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aceitar ou rejeitar a mensagem do Evangelho

Por que alguém ouve repetidas vezes a mensagem do Evangelho e não se converte a Cristo? Com certeza, o problema não está no Evangelho, porque a Bíblia diz que ele é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Quando há a pregação honesta do Evangelho, sem acrescentar e nem diminuir nada, não podemos suspeitar que o Evangelho tenha algum defeito ou deficiência, porque ele mostra o plano perfeito de Deus para a redenção de pecadores. As boas-novas de salvação através da morte de Cristo é a mensagem direta de Deus para todos nós.

A Bíblia nos apresenta algumas razões porque alguém ouve o Evangelho, mas rejeita e não se arrepende. Em João 6:44, Jesus Cristo falou assim: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer”. Ou seja, é fundamental a ação soberana de Deus em trazer pecadores aos pés de Cristo. Ninguém pode ouvir o Evangelho e se arrepender se não houver uma intervenção do Espírito Santo de Deus. É um ensino claro nas Escrituras, e mostra que a graça de Deus é derramada sobre as pessoas que Ele escolhe por uma razão que nós nunca saberemos explicar. Todos nós somos pecadores, e precisamos da graça de Deus; mas é o Senhor quem molda o coração do homem para ficar sensível à mensagem do Evangelho. É a graça de Deus que regenera um homem e faz dele uma nova criatura.

A Bíblia fala também que o príncipe deste mundo, o Diabo, cegou o entendimento dos incrédulos para que a luz do Evangelho de Cristo não brilhe em seus corações. Muitos estão cegos e procurando encontrar alguma religião ou algum caminho para agradar a Deus. O problema é que cegos não podem enxergar nada; é necessário que Cristo abra os seus olhos espirituais para que possam contemplar a beleza do Evangelho e compreender as Boas-Novas de salvação. E é somente pela ação do Espírito de Deus que alguém pode enxergar perfeitamente a mensagem da cruz, se arrepender dos seus pecados e render-se a Cristo.

Mas todas estas verdades não tiram do homem a responsabilidade de responder à mensagem do Evangelho que ouviu. A verdade bíblica sobre a salvação é muito preciosa, porque o Evangelho custou o sangue do próprio filho de Deus. O homem é pecador desde o seu nascimento e possui uma dívida muito grande diante de Deus, mas a mensagem do Evangelho é que Cristo já pagou esta dívida. Sendo assim, rejeitar a mensagem do Evangelho é desprezar o plano perfeito de Deus para a redenção de pecadores. E quem rejeita será considerado culpado e terá que pagar a dívida do seu pecado por toda a eternidade.

Então, se você já conhece a mensagem do Evangelho e nunca se arrependeu verdadeiramente, clame ao Senhor para que o Espírito Santo transforme este coração de pedra em um coração de carne. Lembre-se que ninguém pode chegar-se a Deus por si mesmo. É necessário que haja uma regeneração no coração, mas isto não exclui a sua responsabilidade diante do Senhor. Jesus disse algo muito importante que resume bem as verdades aqui expostas: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem" (João 10:27).

quarta-feira, 10 de março de 2010

Popularidade em alta

Série de postagens
Argumentos Pecaminosos - Parte I
Texto-Bíblico: I Samuel 13:13


Saul sempre buscou intensamente obter prestígio popular. Como o primeiro rei da nação, ele queria estar com o Ibope sempre em alta. Sua meta de sucesso consumia todas as suas energias. Ele se importava em ter homens ao seu lado, valentes guerreiros, e que a massa o aplaudisse ao voltar vitorioso das batalhas. Foi ali em Gilgal que Saul foi proclamado rei – as boas lembranças daquele dia estavam frescas em sua memória. Saul queria ter até a aprovação de Samuel, pois esta aprovação contaria muitos pontos para a sua popularidade. Por isso ele foi logo saudar o profeta assim que chegou (versículo 10b).

Em I Sm. 15:21, Saul novamente demonstra buscar aprovação popular em prejuízo dos mandamentos de Deus. E ele ficou muito furioso quando ouviu o cântico das mulheres de todas as cidades de Israel, aclamando o jovem Davi: "Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares." Este cântico feriu profundamente o orgulho de Saul, que não se contentou com a sua popularidade em baixa.

Saul gostava de ouvir o grito: "Viva o rei" (I Sm. 10:24). A vitória de Israel contra o exército amonita foi bastante festejada e Saul se alegrou com todos os homens de Israel. (I Sm. 11:15). O problema é que a vontade de buscar fama e prestígio subiu à cabeça de Saul que não poupou esforços para ter o povo ao seu lado.

Muitos crentes caem em pecado e depois querem justificar que a sua popularidade poderia ficar abalada. Alguns advogam que a vergonha diante dos outros seria motivo suficiente para entrar de cabeça no pecado, afinal "o que as pessoas vão ficar pensando” tem muita importância Este argumento é totalmente controverso em relação aos princípios bíblicos de abnegação e devoção ao Senhor.

Nós não devemos buscar o amor das multidões ou a aprovação dos homens, em detrimento de nossa comunhão com Deus. Muitos se vendem por causa do amor à popularidade – e jogam no lixo a mensagem de Cristo: “cuidado quando os homens vos louvarem.”(Lc. 6:26) Cristo nunca buscou popularidade e quando lhe foi sugerida por Satanás, logo desprezou a oferta.. Nós, como servos de Cristo, temos como exemplo sua vida e ministério.

Marcos Aurélio de Melo
OBS.: Continua nas próximas postagens

quinta-feira, 4 de março de 2010

DEUS DISTINGUE O PIEDOSO

Leitura Bíblica: Salmo 4

Davi não era um homem perfeito. Ele errou em vários momentos e seus pecados ficaram registrados nas Escrituras. Podemos perceber que estes pecados trouxeram-lhe várias conseqüências desastrosas, dentro de sua própria família, conforme anunciado pelo profeta Natã (2 Sm. 12: 10-11). Aflições e angústias de toda sorte foram constantes na vida de Davi, mas ele recorria a Deus que o tinha escolhido como rei de Israel.
Neste Salmo 4, que na verdade é uma continuação do cântico no Salmo 3, Davi derrama o coração perante Deus. O contexto é a fuga de Davi por causa de Absalão, que tinha conspirado contra o rei e tomado o poder em Jerusalém (2 Sm. 15:1-18). Davi resolveu sair às pressas de Jerusalém para evitar um combate de grandes proporções com os aliados de Absalão. Davi estava sendo caçado pelo filho, como antes fora perseguido por Saul. No verso 2, ele interroga os homens que armaram tal cilada contra o rei, pois estavam tornando sua glória (majestade) em vexame.
É importante destacar que o Salmo 3, termina com a expressão entre parênteses (Selá). A expressão “Selá”, empregada mais de 70 vezes, parece referir-se a um interlúdio musical, ou seja, quando alguns salmos eram cantados, havia a necessidade de, entre uma passagem e outra, de uma pausa ou até para aumentar o tom em que estava sendo tocada a música.
No verso 3 do Salmo 4, Davi declara que o Senhor distingue para si o piedoso, ou seja, Deus conhece e tem prazer no homem piedoso. A palavra piedade no Antigo Testamento está relacionada com a fidelidade e retidão da pessoa, que flui de um relacionamento verdadeiro com o Deus de Israel. Sabemos que o homem piedoso ama a Palavra de Deus e nela medita dia e noite, para que o alvo de sua vida seja honrar a Deus. O crente deve ser piedoso, como fruto da conversão operada através do Espírito de Deus. Observando o Salmo 4, podemos afirmar que:

“O HOMEM PIEDOSO POSSUI CARACTERÍSTICAS ADMIRÁVEIS EM MEIO ÀS AFLIÇÕES DA VIDA”

Nenhum de nós está imune às aflições da vida, porque estamos num mundo afetado pelo pecado em todos os aspectos. Portanto, temos que lidar diariamente com aflições variadas. Martinho Lutero indagou certa vez: “A Cristo foi dada uma coroa de espinhos, porque nós esperamos uma coroa de rosas?” No mundo certamente teremos aflições, mas que possamos cultivar as características de um homem/mulher piedoso (a). Lembre-se que Deus tem prazer quando vivemos de modo agradável buscando glorificá-Lo em todas as circunstâncias. Além disso, as aflições na vida têm o forte propósito de moldar o caráter de homens e mulheres piedosos.

1) As aflições da vida não conseguem calar o clamor do homem piedoso (Vs. 1, 3b)
Não somente neste Salmo mas em quase todos observamos Davi em oração. Os salmos são cânticos e muitos deles surgiram de momentos devocionais de Davi. Ele clama a Deus e o busca em oração vigilante em meio às angústias e pressões que sofria. O jovem Davi aprendeu bem cedo que esta era uma necessidade fundamental e por isso mesmo não podia viver sem orar ao Deus dos céus. No salmo 40:1, Davi demonstra sua total dependência do Senhor em oração.
O homem piedoso é alguém que faz do clamor a Deus uma constante em sua vida. Ele entende que esta não é a última coisa a ser feita, mas, pelo contrário, a primordial. Quando em meio às aflições e angústias, o piedoso não negligencia elevar os pensamentos a Deus em oração e entregar a ele os seus temores. Muitas pessoas passam por aflições e abandonam a prática importante do clamor que precisa ser dirigido ao Senhor. Preferem calar-se e centralizam a atenção nos problemas. Assim, lançam-se nas batalhas da vida e procuram vencer os obstáculos sem o menor senso de dependência de Deus. Quando os resultados não são satisfatórios, estas pessoas são as primeiras a levantar suspeitas contra o nome do Senhor.
Precisamos clamar ao Senhor em meio aos problemas e aflições. Este deve ser o nosso maior anelo. É óbvio que após a oração segue-se a ação. Mas o homem piedoso terá plena convicção da importância de clamar ao Senhor, e não calar diante dos dilemas e problemas. Devemos perseverar na oração (Cl. 4:1) e orar sem cessar (1 Ts. 5:17). O nosso Mestre nos deu exemplo de uma vida de oração exemplar. Em meio às angústias naquela noite no Getsemani, Jesus clamou ao Pai para que a Sua vontade fosse cumprida. Se Cristo orou em busca de amparo, porque nós negligenciamos tanto a oração e o clamor? No Salmo 32:6, o salmista refere-se ao Senhor, assim: “Todo homem piedoso te fará súplicas, em tempo de poder encontrar-Te.” Lembre-se: “A oração deve ser fundamental, não suplementar.” William J. C. White

2) As aflições da vida não conseguem anular a sensatez do homem piedoso (Vs. 4)
Davi no verso 4 expressa a necessidade de sensatez. Ele estava sendo perseguido, porque o reino foi tomado à força por seu filho Absalão – um jovem revoltado com seu pai e que se aproveitou da fragilidade do rei. Notamos que a situação era extremamente delicada e exigia equilíbrio e sensatez de Davi. O Senhor distingue para si o piedoso que não perde a sensatez em meio às aflições da vida, e Davi expressa novamente isso no Salmo 37: 7-8.
O Salmo 4:4 é interpretado erroneamente, para justificar o fato da ira não-pecaminosa ser aceitável. Mas o versículo aqui, que é repetido em Ef. 4:26, não enfatiza a ira, mas quer enfatizar o não-pecar. A ira deve estar longe de nós, conforme o ensino de Paul em Ef. 4: 31-32. O segredo para um viver vitorioso contra a ira, é jogar um balde de água fria assim que a ira mostrar sua face. Não podemos dar lugar à ira humana, porque nós somos pecadores e não temos como mensurar até que ponto ela é justificada. Precisamos de sensatez e domínio próprio, para que o nosso procedimento seja agradável e aceitável diante do Senhor. Os recursos abundantes e as promessas de Deus são suficientes para nos capacitar a lidar biblicamente e a vencer o problema da ira.
Nos relacionamentos sempre surgem problemas interpessoais, porque somos pecadores e não perfeitos. A ira muitas vezes é jogada na conta da outra pessoa, quando o problema na maioria das vezes reside em nosso próprio coração. A ira do homem não pode produzir a justiça de Deus, porque são incompatíveis (Tiago 1: 19-20). Explosões de ira são condenadas nas Escrituras porque demonstram as obras da carne que precisam ser despojadas, e com freqüência a ira é um prelúdio para pecados devastadores nos relacionamentos.
O homem piedoso será sensato ao lidar com situações de conflito, porque o Senhor o capacitará para isto. Sabemos que em nós habita o Espírito Santo, o qual não compactua com as explosões de fúria que muitos cristãos já adotaram como prática constante em seu viver. “O tolo da vazão à sua ira, mas o sábio domina-se.” (Pv. 29:11 – versão NVI)

3) As aflições da vida não conseguem tirar o contentamento do homem piedoso (Vs. 6-7)
Davi saiu correndo do palácio real e deixou para trás toda a pompa que lhe pertencia como autoridade maior no reino de Israel. Agora estava fugindo da presença do seu filho Absalão e teria que viver errante por desertos e lugares não aprazíveis. Sua vida de fugitivo com certeza não teria as mesmas regalias que desfrutava no palácio real.
A palavra que foi traduzida como alegria, também pode assumir o significado de satisfação. Davi está dizendo: mesmo que para outras pessoas (ímpios que não se relacionam com Deus) haja fartura de cereal e vinho, a plena satisfação só pode ser encontrada na vida de um homem piedoso (um homem que busca ser fiel ao Senhor). A presença ou a falta de contentamento é o diferencial que marca a vida de muitos cristãos. Quando não há satisfação com as bênçãos que Deus tem nos outorgado, passamos a viver abatidos em meio às aflições da vida. Crentes rendidos diante de problemas da vida, sem alegria ou contentamento, são uma clara denúncia da falta de intimidade com o Senhor. Alguém disse que a insatisfação é filha do orgulho.
Paulo escreveu que aprendeu a viver contente, em toda e qualquer situação (Fl. 4: 11-13). Mesmo passando privações, Paulo sabia buscar forças no Senhor para enfrentar as aflições da vida. Nossa vida está nas mãos do Senhor, ele promete que nunca nos deixará e nem nos abandonará (Hb. 13: 5-6). Paulo escrevendo a Timóteo afirma que a piedade com contentamento é uma verdadeira mina de ouro (1 Tm. 6: 6-8), e o amor ao dinheiro é a raiz de muitos males. A Bíblia está repleta de princípios que nos indicam a necessidade de contentamento e plena satisfação em Deus. Este é segredo para uma vida de piedade, mesmo em meio às aflições e dificuldades deste mundo.

4) As aflições da vida não conseguem destruir a serenidade do homem piedoso (Vs. 8)
Davi aprendeu em sossegar sua alma aflita confiando irrestritamente em Deus. Dormir com um inimigo à espreita e pegar no sono é prova de total serenidade diante dos conflitos iminentes. Davi tinha esta serenidade adquirida na dependência constante do Senhor. Ele soube descansar e aliviar o coração porque sabia que estava seguro com Deus, sua torre forte e rochedo. No salmo 131, o salmista canta que fez calar e sossegar a sua alma, como criança que se aquieta nos braços da mãe (uma ilustração de serenidade).
A inquietação é um mal antigo, que parece tomar proporções cada vez maiores com o passar do tempo. Muitos crentes vão dormir e acordam aflitos, sem o menor sinal de sossego e paz. A palavra “quietude” parece não fazer mais parte dos nossos dicionários.
Estar em paz e encontrar serenidade em meio às aflições da vida é uma característica bastante admirável. Não se trata de ignorar a aflição ou fazer de conta que ela não existe, porém a chave de um viver sereno é saber repousar em Deus mesmo atravessando vales difíceis e sombrios. Muitas dores de cabeça seriam evitadas se a paz de Deus, que excede todo entendimento, estivesse guardando os nossos corações e mentes, como a Bíblia nos orienta (Fl. 4:7). Nossas vidas terão mais brilho e cor, se aprendermos a arte da serenidade, que se apóia exclusivamente na bondade de Deus sobre nós.
Precisamos de corações serenos, que se mostram quietos diante do poder e majestade de Deus. Quando sossegamos o coração e buscamos a tranqüilidade em Deus, começamos a enxergar as provações/aflições/dificuldades sob uma nova ótica. O Salmo 91 é bastante conhecido por suas palavras de introdução: “O que habita no esconderijo do Altíssimo, e descansa à sombra do Onipotente, diz ao Senhor: Meu refúgio e baluarte, Deus meu em quem confio.” A confiança do homem piedoso em Deus o leva a ter um coração tranqüilo e sereno. Como o pintor que desenhou uma plantinha bem próxima de uma cachoeira, assim deve estar também o coração do crente que deposita em Deus toda a sua confiança.

MARCOS AURÉLIO DE MELO
MENSAGEM NO SALMO 4

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Confiança na mensagem do Evangelho

O profeta Jeremias convoca todo o povo em Judá a uma mudança radical: “emendai os vossos caminhos e as vossas ações” (Jr. 26:13). Para as mentes cauterizadas pelo pecado isto pode soar até como uma afronta, mas Jeremias não se deixa levar por este temor e anuncia que é necessária uma transformação radical na vida daquele povo. Utilizando-se também de uma linguagem antropomórfica, o profeta chama atenção do povo para um novo tempo que Deus irá restaurar caso escutem a voz do Senhor. O Senhor se "arrependeria" e não iria mais castigar a nação com o cativeiro na Babilônia.

Não apenas neste texto específico, mas em vários outros notamos que o profeta delineia suas palavras partindo do ponto de vista de Deus. O “Assim diz o Senhor” está presente em praticamente todas as falas de Jeremias no seu livro. Para anunciar uma mensagem vinda da parte do próprio Deus o próprio profeta deveria estar confiante no discurso que faria. Uma das restrições que Jeremias alegou quando foi convocado para a missão de profeta é que não sabia falar, mas o Senhor o fez entender que as palavras seriam de Deus, não do profeta. “Depois estendeu o Senhor a mão, tocou-me na boca, e me disse: Eis que ponho na tua boca as minhas palavras.” (Jr. 1:9). Isto fez e faz toda a diferença na vida de um servo de Deus.

Se Jeremias fosse confiar na sua própria habilidade e no seu carisma, seu ministério estaria fadado ao fracasso. Ainda que ninguém tenha se arrependido no seu ministério de aproximadamente 40 anos, começando de madrugada, o profeta experimentou o que é confiar na mensagem que procedia da parte do Senhor. Ele enxergou o poder transformador da Palavra de Deus em sua própria vida, inicialmente, e isto ele transmitiu na íntegra para o povo rebelde. O desafio de convocar o povo ao arrependimento e a buscar unicamente ao Deus verdadeiro somente poderia ser exercido confiando na eficácia da Palavra de Deus.

Ao ler o progresso da igreja no livro de Atos, fico impressionado com a ousadia dos apóstolos que levaram a mensagem da cruz a um mundo pagão. O mundo da filosofia teve que ouvir o destemido apóstolo Paulo pregar na capital do conhecimento daquela época (Atos 17:16-31). Em Atenas, Paulo apresentou a mensagem sobre o DEUS DESCONHECIDO, e por fim acrescentou: “não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos em toda parte se arrependam.” (At. 17:30) O apóstolo Pedro também foi ricamente usado por Deus para propagar a mensagem da cruz. Em Atos 4:5-12, ele fala diante das autoridades do Sinédrio e os confronta com a verdade do evangelho: “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu, não existe nenhum outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos.” (At. 4: 11,12). A mensagem da cruz é a única que traz mudanças efetivas na vida do homem. Por isso não devemos nos esquivar de confiar nesta mensagem que apresentamos ao mundo.

Nós também precisamos confiar na mensagem que apresentamos ao mundo. Temos que ter coragem de levantar nossas vozes diante de tanto barulho desta pós-modernidade, que gera incredulidade nas verdades bíblicas. Precisamos confiar no poder transformador do Evangelho, como bem disse o apóstolo Paulo em Rm. 1:16, quando ele afirma que “o Evangelho é poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Neste mundo cético e incrédulo em que vivemos, faz-se urgentemente necessário que a autoridade bíblica seja demonstrada de forma proeminente. A mensagem que anunciamos também tem de impactar o meio em que vivemos de forma a servir como alerta a todos que desprezam a Palavra do Senhor. Não devemos ser iludidos por “achismos” e “modismos” que não condizem com as Escrituras, pois não trazem mudança efetiva na vida dos ouvintes. Temos que fazer penetrar esta verdade na mente dos homens.

Todos nós sabemos que a mensagem do Evangelho é a única garantia para trazer nova vida ao homem. Nós somos frutos da mensagem do Evangelho, porque um dia aceitamos como verdadeiros os fatos que o Evangelho nos apresenta. Lembre-se que o desafio que Deus nos faz na Sua Palavra pode ser fielmente cumprido porque Ele nos disponibiliza os recursos necessários. Que sejamos crentes intrépidos em apresentar ao mundo a mensagem da cruz! Que possamos apresentar aos homens que é preciso um arrependimento verdadeiro e buscar ao Senhor enquanto se pode achá-Lo.

Marcos Aurélio de Melo
Estudos no livro de Jeremias

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Encarando a missão proposta

Jeremias afirmou categoricamente qual era a sua missão: “O Senhor me enviou a profetizar”. (Jr. 26:12) Ele sabia que esta missão desafiadora foi-lhe confiada por Deus desde antes do seu nascimento. Ele reconhecia que esta missão é por demais importante, e que não pode ser deixada escondida “sob a cama”. Esta missão dada ao profeta está descrita no primeiro capítulo do livro (Jr. 1:5). O Senhor Deus já tinha escolhido o profeta ainda no ventre materno e foi consagrado para este ministério tão nobre de uma forma única e soberana Observamos também que os recursos necessários para esta missão foram graciosamente disponibilizados pelo Senhor e a capacitação vinda do alto seria fundamental no seu desempenho.

Mesmo diante dos empecilhos que surgiram no ministério do profeta Jeremias, podemos notar que Ele se refugiava no controle soberano de Deus, O qual lhe confiara a missão de pregar a uma nação apóstata. É claro que observamos altos e baixos na vida do profeta e vários momentos de desânimo ao longo da jornada. O fato é que ele não era um super-herói, mas neste versículo observamos que esta consciência da missão a ser exercida o fortaleceu diante da oposição dos príncipes e do povo.

Alguém que estava bem consciente de sua missão foi o profeta João Batista. Ele foi indagado se não seria porventura o próprio Cristo que estava para surgir, mas ele respondeu de forma clara: “eu vos batizo com água, mas vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias”. (Lc. 3:15-16) João tinha plena consciência do seu papel de servo e precursor do Messias, e sua frase atravessou os séculos: “Convém que ele cresça e que eu diminua.” (João 3:30)

Nós também temos recebido uma missão do Senhor. A Bíblia nos relata que foi nos confiado o ministério da reconciliação e também somos chamados de embaixadores de Cristo (II Cor. 5: 18 a 20). Um embaixador possui características que o distinguem da grande maioria, pois ele está em outro país para cumprir a missão que lhe foi confiada. Temos a missão de proclamar a verdade bíblica da reconciliação entre o homem e Deus única e exclusivamente por meio de Cristo. Deus nos usa como servos d’Ele para que possamos exortar pessoas a uma vida que glorifique ao Senhor.

No final da epístola aos Efésios, o apóstolo Paulo pede orações aos irmãos, para que ele fosse intrépido em fazer conhecido o mistério do Evangelho (Ef. 6: 19-20). Esta deve ser também a nossa meta como embaixadores do Senhor em terra estrangeira. Nossas vidas deveriam estar mais envolvidas nesta missão, pois o Senhor Jesus nos delegou a função de fazer discípulos e assim espalhar as boas novas do Evangelho.

Quando temos consciência da missão que o Senhor nos confiou enfrentamos com intrepidez as oposições neste mundo hostil. Podemos agir com segurança porque temos recebido do Senhor um ministério: a missão de embaixadores de Cristo neste mundo. Saber que a missão veio diretamente de Deus para nós e que o desempenho desta missão está intimamente relacionado com a capacitação que provém do Senhor, nos dá forças em meio às afrontas por causa do Evangelho de Cristo. Nós precisamos entender que esta missão nos foi confiada por um Deus que não nos abandonou à própria sorte. Ele nos oferece os recursos para que cheguemos ao final da vida com o senso de dever cumprido e que possamos dizer como Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” (1 Tm. 4:7)


Marcos Aurélio de Melo


quarta-feira, 27 de maio de 2009

O evangelho deturpado

O evangelho que está sendo pregado nestes dias encontra-se muito deturpado em relação ao verdadeiro Evangelho apresentado por Jesus e cultivado pelos apóstolos no início da Igreja. Basta sintonizar alguns canais de televisão para constatarmos grandes aberrações sendo ditas por homens/mulheres movidos por seus próprios egos. Estamos vivenciando dias de grande apostasia, mensagens humanistas e pouca ênfase no puro Evangelho que emana das Escrituras. Encontrei a seguinte frase que resume bem a grande distância entre o ensino bíblico e as inverdades ditas no evangelicalismo centrado no homem e no seu bem-estar.

"Um Deus sem ira, levou um homem sem pecado, a um reino sem juízo, através de um cristo sem a cruz."

É ou não é a essência do descompromisso com a verdade da Palavra de Deus? Creio que sim, e desconfio que esta deturpação será cada vez mais crescente, tendo em vista a falta de empenho de muitos pregadores no estudo do Evangelho puro, simples e desafiador apresentado por Cristo.