quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Ser perfeito, por Andrew Murray

Andrew Murray nasceu na África do Sul, em 9 de maio de 1828, experimentou a conversão aos 16 anos e morreu em 1917.
Seu pai era pastor vinculado à Igreja Presbiteriana da Escócia, que, por sua vez, mantinha estreita relação com a Igreja Reformada da Holanda, o que foi importante para impressionar Murray com o fervoroso espírito cristão holandês.
Ele escreveu um livro em português com o título: "Sê perfeito", onde trata do desejo de andar em obediência que o crente precisa manter constantemente em seu coração. Extraí este parte do texto original, sem alterações. Vale a pena ler este livro na íntegra!

"Perfeito serás para com o Senhor teu Deus"
(Deuteronômio 18:13).

Ser perfeito perante Deus não é chamado e privi­légio apenas de um homem como Abraão, mas é igualmente o dever de todos os seus filhos. Esse mandamento foi dado a todo o Israel, para que cada homem do povo de Deus pudesse receber e obedecer: "Perfeito serás para com o Senhor teu Deus." Isso diz respeito a cada filho do Senhor; ninguém que se professe crente pode evitá-lo, rejeitar obedecê-lo, sem por em perigo a sua salvação. Não se trata de um mandamento como: "Não matarás," ou "Não furta­rás," referindo-se a uma limitada esfera de nossa vi­da, mas é um princípio que permanece enraizado em toda a verdade bíblica. Se o nosso serviço a Deus tiver de ser aceitável, não pode ser prestado com um coração dividido, mas com um coração inteiramente dedicado e perfeito.

O principal obstáculo no caminho da obediência a esse mandamento, é o nosso falso conceito do que é religião cristã. O homem foi criado simplesmente para viver para Deus, para mostrar a Sua glória, e para permitir que Deus demonstre completamente no seu viver toda a Sua imagem e bem-aventurança.

_____________________________________________________________

Que o Senhor Deus nos ajude, pela sua infinita misericórdia, a andar em obediência que traga glória ao Seu precioso Nome. Lembro-me das palavras de Jesus no Sermão do Monte, quando Ele disse: "Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai Celeste." Amém!

Devocional Pão Diário

A leitura do Pão Diário traz ricas lições para o nosso cotidiano. Recomendo a todos que meditem nas verdades bíblicas que o Devocional Pão Diário transmite.
Aqui vai um texto deste devocional abençoador.

Celebrando

LEITURA BÍBLICA
Salmo 24.1-10

Vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus
(1Co 6.11).


A leitura de hoje é uma verdadeira celebração. O salmo foi escrito quando o rei Davi levou a arca para Jerusalém (1Cr 16). Era uma espécie de cerimonial. Subiam o monte cantando. A arca manifestava a presença de Deus no meio do povo. Por isso celebravam.
O salmo começa com uma declaração enfática, incontestável, sobre a criação de Deus. Declara que tudo pertence ao Senhor. A fertilidade, as leis e a beleza da natureza, tudo pertence ao Senhor, que se alegrou com tudo que criou.
Reconhecer que a terra pertence ao Senhor deveria levar-nos a pensar em como cuidar daquilo que Deus criou. Campanhas ecológicas deveriam ser levadas a sério pelos cristãos, pois cuidar do lugar onde vivemos é uma forma de honrar ao Senhor Criador.
Diante de tamanha manifestação da grandeza de Deus, surge a pergunta sobre quem poderia participar daquela festa que estava em andamento. Não deixa de ser também um momento de reflexão.
Os cristãos gostam de cantar. A expressão “louvor e adoração” se ouve em muitos lugares e costuma-se dedicar períodos nos cultos para esse fim. O que não pode faltar é um pouco mais de reflexão sobre quem pode participar desses momentos.
A expressão “mãos limpas”, citada pelo profeta Isaías, tem a ver com a atitude de cada um. Referindo-se às mãos que se erguiam para orar, disse: “Lavem-se! Limpem-se! Removam suas obras más para longe de minha vista. Parem de fazer o mal!” (Is 1.16). Deus se agrada das manifestações de louvor, mas está muito mais interessado numa mudança interior.
Quanto ao coração, a purificação de nossos pecados é fundamental para nos aproximarmos de Deus. E quem pode purificar-nos? Jesus! É ele quem nos perdoa e nos apresenta diante de Deus “sem culpa”.
Alegre-se no dia de hoje, diante do Senhor. Renda-lhe graças pela beleza de Sua criação.
Louve ao Senhor! De coração, louve ao Senhor!


A todos que desejarem ter acesso aos devocionais Pão Diário, o link é o seguinte:
http://www.nossopaodiario.net/


Pura Insensatez

No ano passado, na época em que o caso de Isabella Nardoni ganhava o espaço na mídia, tive a oportunidade de pregar num culto da minha igreja. Escolhi tratar sobre o tema "Insensatez", tendo em vista a barbárie cometida por aquele casal que estava no apartamento no momento em que a garotinha foi atirada do sexto andar do prédio.
Absurdos desse tipo me fizeram refletir sobre a insensatez na vida de um líder do povo de Israel, o rei Saul. Então disponibilizo aqui este material para que todos possam conhecer. Espero que sirva para a edificação espiritual dos amados irmãos.

Um forte abraço a todos.


O link é:


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Que abordagem de salvação utilizar?

Resposta: A ABORDAGEM QUE A BÍBLIA APRESENTA!
Qualquer outra será tida como falsa. Somente através dos méritos de Jesus no Calvário, que reconciliou o homem com Deus, podemos ter a salvação a partir de agora. Vejam este breve comentário de Eugene Peterson, que deixa claro o espírito inventivo que há no coração do homem!

"Qualquer abordagem à salvação que não se transforme mais cedo ou mais tarde em adoração — e quanto mais cedo, melhor — distorce e reduz a salvação a um conceito, um programa ou uma técnica que podemos dominar e, portanto, controlar. Mas é evidente que, se podemos realizá-la, ou pelo menos administrá-la, ela deixa de ser salvação. Damos as costas para Deus e montamos as próprias consultorias de salvação.

Para encobrir as banalidades dos projetos de salvação que promovemos, tentamos usar propagandas glamorosas ou competir intensamente com as empresas rivais. Em sua maior parte, esses projetos conseguem apenas distrair os clientes, pois, se os produtos de salvação que anunciamos com tanta sofisticação forem examinados de perto, ficará evidente que não passam de imitações baratas. Não é fácil lidar com Deus em sua obra abrangente de salvação, por isso procuramos alguma coisa menor."

"A salvação significa Deus fazendo por nós o que não podemos fazer por nós mesmos. É obra de Deus, que não podemos equiparar, rivalizar ou imitar. Ela vem de Deus e, portanto, a experiência e a resposta à salvação também dizem respeito a Deus."


O cristão de acordo com A. W. Tozer

Gosto de ler os escritos de A. W. Tozer. Veja como ele escreve a respeito do cristão...
Vem logo a minha mente a figura do peregrino de John Bunyan.

"O cristão logo aprende que, se quiser alcançar vitória como um filho do céu entre os homens da terra, não deve seguir os padrões adotados comumente pela humanidade, mas exatamente o sentido oposto. Para salvar-se, corre perigo; perde a vida a fim de ganhá-la e existe a possibilidade de perdê-la se tentar conservá-la. Ele desce para subir. Se se recusa a descer é porque já está embaixo, mas quando começa a descer está subindo. É mais forte quando está mais fraco e mais fraco quando se sente forte. Embora pobre tem poder para tornar ricos a outros, mas quando se enriquece sua capacidade de enriquecer outros se esvai. Ele tem mais quanto mais dá e tem menos quando possui mais.

Ele pode estar, e no geral está, no alto quanto mais humilde se sente e tem menos pecado quanto mais se torna consciente do pecado. É mais sábio quando reconhece que nada sabe e tem pouco conhecimento quando adquire grande cultura. Algumas vezes faz muito quando nada faz e avança rápido ao manter-se parado. Consegue alegrar-se nas dificuldades e mantém animado o coração mesmo na tristeza.

O caráter paradoxal do cristão revela-se constantemente. Por exemplo, ele crê que está salvo agora, mas, não obstante, espera ser salvo mais tarde e aguarda alegremente a salvação futura. Ele teme a Deus, mas não tem medo d’Ele. Sente-se dominado e perdido na presença de Deus, todavia, não há lugar em que tanto deseje estar como nessa presença. Ele sabe que foi purificado de suas faltas, mas sente-se penosamente cônscio de que nada de bom habita em sua carne.

Ele ama acima de tudo alguém a quem jamais viu, e embora seja ele mesmo pobre e miserável, conversa familiarmente com Aquele que é o Rei de todos os reis e Senhor dos senhores, não percebendo qualquer incongruência nisso. Sente que de si mesmo é menos que nada, entretanto crê firmemente ser a menina dos olhos de Deus e que por sua causa o Filho Eterno se fez carne e morreu na cruz vergonhosa.O cristão é um cidadão do céu, mostrando-se leal a essa cidadania sagrada."

Eis o resumo: Uma verdadeira aula de cristianismo em poucas palavras!

Tabela da Expiação

Caros amigos,

Esta tabela servirá para que possamos entender o plano perfeito da expiação (um plano-mestre concebido na mente de Deus desde a eternidade).

A todos um forte abraço.

Vejam neste link:
http://www.4shared.com/file/80641737/a97c6b9d/Tabela_Expiao.html

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

SOBRE AS SEITAS...

Por Martyn Lloyd Jones


Abomino as seitas. Elas não passam no teste que é a pessoa de Cristo. Todo movimento ou ensino que não faça do Senhor Jesus Cristo e Sua morte na cruz e Sua gloriosa ressurreição, uma necessidade absolutamente central, não é cristã e sim manifestação das "astutas ciladas do diabo". Ou seja, qualquer ensino ou movimento que diga que você pode ter esta ou aquela benção sem primeiro crer no Senhor Jesus Cristo como o Filho de Deus, como Salvador de sua alma e Senhor de sua vida, e que sem Ele você não é nada, é uma negação das Escrituras, do cristianismo. Se o ensino ou movimento inclui maometano, budista, judeu e lhe oferece a bênção sem que eles reconheçam e confessem que Cristo, e somente Cristo, é o Filho de Deus e que Ele, somente Ele, pode salvar o pecador, porque ele morreu pelos nossos pecados, NÃO É CRISTÃO! Essa bênção fora do evangelho é negação do cristianismo e devemos rejeitá-la. Não há acesso a Deus, não há conhecimento de Deus como Salvador e Libertador, exceto por meio de Cristo. As seitas são um insulto a Deus, a Jesus Cristo, não têm direito de existir. Se você acha que Jesus não é suficiente, e que deve ir após as seitas em busca de ajuda e "bênção" (cura, prosperidade...), você O está negando; você O está insultando. São as astutas ciladas do diabo.


A fé que sustentou, fortaleceu e abençoou os santos no transcurso dos séculos, e que tem resistido a todos os testes que se podem conceber, é suficiente. Você não tem necessidade de seguir alguma idéia nova, moderna, que só passou a existir no século passado, ou neste. VOLTE PARA A VELHA HISTÓRIA, sempre nova e verdadeira. Volte para a fonte e origem de todas as bênçãos; volte para o Deus eterno e Seu Filho, nosso glorioso Salvador, o Senhor Jesus Cristo. E o Espírito entrará em seu ser, e todas as suas necessidades serão supridas.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

REVISTAS FÉ PARA HOJE

Recomendo a todos os visitantes deste blog que leiam os artigos da Revista Fé para Hoje, editada pela Editora Fiel.
São vários artigos escritos por gente séria e competente, que defendem de forma clara a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.
Não há nada mais importante do que conhecer o que Deus deseja para a vida do seu povo. A Revista Fé para Hoje está encharcada de rico material bíblico e teológico.

Todas as revistas estão disponibilizadas gratuitamente em formato PDF, no seguinte link:
Aproveitem ao máximo!!! Bom apetite.

VERDADEIRA ADORAÇÃO

Leiam este texto sobre adoração, e tirem ricas lições sobre o assunto.


De forma bem simples, o autor Bill Clark comenta sobre como podemos glorificar a Deus quando O adoramos.

E então o que acharam?
Comentem também.

sábado, 15 de novembro de 2008

MISSÕES PORTAS ABERTAS

Últimas notícias Missões Portas Abertas, que tratam sobre perseguições aos cristãos em todo o mundo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A morte da morte!!!

Leiam na íntegra um artigo do Pr. Almir sobre a morte, no seguinte link:

http://pastoralmir.blogspot.com/2008/11/um-dia-morte-vai-morrer.html

Além de ser um pregador muito usado por Deus, o pastor Almir também escreve muito bem, confiram!

"Assim estamos seguros em Jesus, por causa Dele a morte não nos separa do amor de Deus (Rm 8.38). Através dela podemos glorificar o nome de Deus (Jo 21.19;Fp 1.20), por isso devemos ser fiéis a Ele, mesmo que isto nos leve à morte física, pois assim estaremos livres da morte eterna (Ap 2.10,11). No novo mundo de Deus não haverá morte (Ap 21.4)."

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Novidades high-tech na igreja...


Achei muito legal esta charge do Jasiel Botelho...

As novidades "high-tech" estão chegando pra ficar!


José - Lições no tempo das vacas gordas

Recentemente fiz um Estudo Bíblico sobre José, que trata a respeito de como ele se comportou diante da sua promoção a gerente de assuntos estratégicos do Egito.
As lições bíblicas sobre José são muito relevantes para todos nós, e por isso gostaria de compartilhar com todos vocês este estudo.
Se desejarem podem utilizar este material livremente.

Façam o download no seguinte link:

http://www.esnips.com/doc/1410fd5f-305e-44e5-a993-cde0924867c8/JOSÉ-LIÇÕES-DAS-VACAS-GORDAS


Um abraço e bom final de semana a todos.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Frases de João Calvino

PARA MIM, CALVINO REPRESENTA NÃO SOMENTE A PAIXÃO QUE ELE TINHA PELAS ESCRITURAS, MAS PRINCIPALMENTE A VISÃO ÚNICA DE VIDA ESPIRITUAL QUE ELE SOUBE TRANSMITIR COM OS SEUS ESCRITOS. RECOMENDO A LEITURA DE CALVINO A TODOS. COM CERTEZA SERÁ UMA LEITURA AGRADABILÍSSIMA!


"Seja o que for que Deus tenha que fazer, inquestionavelmente o fará, se ele o tiver prometido."
João Calvino, Efésios (Ef 3.20-21) pp. 106

"Deus só é corretamente servido quando sua lei for obedecida. Não se deixa a cada um a liberdade de codificar um sistema de religião ao sabor de sua própria inclinação, senão que o padrão de piedade deve ser tomado da Palavra de Deus".
(João Calvino, O livro de Salmos, São Paulo, Parakletos, 199, Vol 1, p.53)

"Nossa fé não tem que estar fundamentada no que nós tenhamos pensado por nós mesmos, senão no que nos foi prometido por Deus".
(J. Calvino, Sermoes sobre la Obra Salvadora de Cristo, Jenison, Michigan, p. 156)

"Todo crente deve ter desejo fervoroso de contar com Deus em cada momento de sua vida". (João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã, São Paulo, novo Século, p. 31)

"Nós estamos conscientes de nossa própria debilidades, e desejamos desfrutar a proteção de Deus, Aquele que pode manter-nos invencíveis diante de todos os assaltos de Satanás"
[John Calvin, Harmony of the Evangelists, p. 327-328]

"Não oraremos de uma maneira correta a menos que a preocupação por nossa própria salvação e zelo pela glória de Deus sejam inseparavelmente entrelaçados em nossos exercícios."
[João Calvino, O Livro de Salmos, Vol 3, p.259]

"Quando ele [Deus] nos adotou como seus filhos, seu desígnio era acalentar-nos, por assim dizer, em se próprio seio."
[João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Ed. Parakletos, 2002,Vol 3, p.586]

"Seja qual for a maneira em que Deus se agrada em socorrer-nos, ele não exige nada mais de nós senão que sejamos agradecidos pelo socorro e o guardemos na memória."
[João Calvino, O Livro de Salmos, Vol 2, p.216]

"Ainda que o pecado não reine, ele continua a habitar em nós e a morte é ainda poderosa."
[João Calvino, Efésios, São Paulo, Parakletos, 1999, Vol 1, p.169]

"Somente aqueles que têm acesso a Deus, e que vivem uma vida santa, é que são seus genuínos servos."
[João Calvino, O Livro de Salmos, São Paulo, Parakletos, 199, Vol. 1, p. 289]

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A oração é tão vasta quanto o próprio Deus

Os profetas da antigüidade, marcados por Deus, eram tremendamente conscientes da imensidão e da impopularidade da sua tarefa. Insistindo na sua própria ineficácia e insuficiência, e sentindo a pesada carga da mensagem de Deus, estes homens às vezes tentavam se livrar de tão grande responsabilidade sobre suas almas.

Moisés, por exemplo, tentou fugir do compromisso com uma nação inteira, argumentando ter uma “língua pesada” ou gaga. Entretanto, Deus não aceitou sua fuga e lhe deu um porta-voz em Arão.

Jeremias, também, arrazoou que era apenas uma criança. E, como no caso de Moisés, a desculpa não foi aceita. Pois homens escolhidos por Deus não são enviados a câmaras especiais da sabedoria humana – onde suas personalidades podem ser polidas ou seu conhecimento aperfeiçoado. Deus, pelo contrário, sempre encontra um jeito de fechar as saídas para eles e os deixar enclausurados consigo mesmo.

De acordo com o famoso poeta norte-americano, Oliver Wendell Holmes, a mente do homem, uma vez “esticada” através de uma nova idéia, nunca mais consegue voltar às suas dimensões originais. O que diríamos, então, da alma que ouviu o sussurro da Voz Eterna? “As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (Jo 6.63).

Nossa pregação é muito debilitada hoje, por se basear mais em pensamentos emprestados das mentes de pessoas mortas do que na inspiração do nosso Senhor. Livros são bons quando nos servem de guias, mas são péssimos quando se transformam em correntes.

Assim como na energia atômica, os cientistas modernos encontraram uma nova dimensão de poder, da mesma forma, a igreja precisa redescobrir o poder ilimitado do Espírito Santo. Precisa-se, urgentemente, de algo novo, a fim de dar um golpe na maldade desta era impregnada de pecado, e de abalar a complacência dos santos adormecidos. Pregações vigorosas e vidas vitoriosas precisam ser geradas através de vigílias prolongadas no recinto secreto de oração.

Alguém diz: “Ah, mas precisamos orar a fim de poder viver uma vida santa”. Isto está certo, mas do modo inverso, precisamos viver uma vida santa se quisermos orar. De acordo com Davi, “Quem subirá ao monte do Senhor? … O que é limpo de mãos e puro de coração” (Sl 24.3,4).

O segredo da oração é orar em secreto. Livros sobre oração são excelentes, mas são insuficientes. Livros sobre cozinhar podem ser muito bons, porém se tornam inúteis se não houver alimentos para se fazer algo prático; assim também é a oração. Pode-se ler uma biblioteca de livros sobre oração e não obter, como resultado, nenhum poder para orar. Precisamos aprender a orar, e para isso, é preciso orar.

Enquanto estiver sentado numa cadeira, pode-se ler o melhor livro do mundo sobre saúde física e, ao mesmo tempo, ir definhando cada vez mais. Igualmente, podemos ler sobre oração, admirar a perseverança de Moisés, ficar espantados diante das lágrimas e dos gemidos do profeta Jeremias – e ainda não estar prontos, nem para o bê-á-bá da oração intercessória. Como uma bala de rifle que nunca foi usada jamais apanhará uma presa, tão-pouco o coração que ora sem carga do Espírito conseguirá em tempo algum alcançar resultados.

“Em nome de Deus, eu vos suplico, que a oração alimente vossa alma tal qual a refeição refaz seu corpo!”, dizia o fiel Fenelon. Henry Martyn, certa vez, afirmou o seguinte: “Meu atual estado de morte espiritual pode ser atribuído à falta de tempo e tranqüilidade suficientes para minhas devoções particulares. Oh, que eu fosse um homem de oração!”

Um escritor de tempos passados declarou: “Grande parte da nossa oração é como o moleque que aperta a campainha da casa, mas corre antes de se abrir a porta”. Disso podemos estar certos: A área de recursos divinos menos explorada até agora é o lugar da oração.

Qual o Potencial da Oração? Quem pode calcular as dimensões do poder de Deus? Os cientistas fazem estimativas do peso total do globo terrestre, os estudiosos da Bíblia chegam a decifrar as medidas da Cidade Celestial, os astrônomos contam as estrelas no céu, outros medem a velocidade do relâmpago e dizem precisamente quando o sol se levanta e se põe – no entanto, é impossível estimar o poder da oração.

A oração é tão vasta quanto o próprio Deus, porque é ele mesmo que está por trás dela. A oração é tão poderosa quanto Deus, pois ele se comprometeu a respondê-la. Que Deus tenha compaixão de nós, por sermos tão gagos e hesitantes nesta que é a atividade mais nobre da língua e do espírito do homem. Se Deus não nos iluminar no nosso recinto privado de oração, andaremos em trevas. No tribunal de Cristo, o fato mais vergonhoso que o cristão haverá de enfrentar será a pobreza da sua vida de oração.

Leia este trecho majestoso do ilustre pregador do quarto século, Crisóstomo: “O imenso poder da oração já sujeitou a força do fogo; amarrou a ira de leões, acalmou as insurreições de anarquia, pôs fim a guerras, aplacou as forças selvagens da natureza, expeliu demônios, rompeu os grilhões da morte, expandiu os limites do reino dos céus, aliviou enfermidades, afastou fraudes, resgatou cidadãos da destruição, parou o sol no seu curso, e impediu o avanço do raio destruidor.

“A oração é uma panóplia (armadura) contra todo mal, um tesouro que nunca se diminui, uma mina que jamais poderá ser esgotada, um céu sem qualquer obstrução de nuvem, um horizonte imperturbado por tempestades. É a raiz, a fonte, a mãe, de incontáveis bênçãos.”

Estas palavras são mera retórica, tentando dar uma aparência superlativa a algo comum? A Bíblia não conhece tais engenhosidades humanas.

Elias era um homem experimentado na arte da oração, que alterou o curso da natureza, estrangulou a economia de uma nação, orou e o fogo caiu, orou e o povo caiu, orou e a chuva caiu. Precisamos hoje de chuva, chuva e mais chuva! As igrejas estão tão ressecadas que a semente não pode germinar. Nossos altares estão secos, sem lágrimas quentes de suplicantes penitentes.

Oh, por um Elias! Quando Israel clamou por água, um homem feriu a rocha e aquela enorme fortaleza de pedra se transformou numa madre, que deu à luz uma fonte de águas a dar vida. “Acaso para Deus há coisa demasiadamente difícil?” (Gn 18.14). Que Deus nos envie alguém que possa ferir aquela rocha!

De uma coisa estejamos certos: O recinto de oração não é lugar para simplesmente entregar ao Senhor uma lista de pedidos urgentes. A oração pode mudar as coisas? Certamente, mas, acima de tudo, a oração muda os homens. A oração não só tirou a desonra de Ana, mas a mudou – transformou-a de mulher estéril em frutífera, de pessoa tristonha em alguém cheio de gozo (1 Sm 1.10 e 2.1); de fato, converteu o seu “pranto em dança” (Sl 30.11).

Quem sabe, estamos orando para dançar quando ainda não aprendemos a lamentar! Estamos buscando uma veste de louvor, quando Deus disse: “… e dar a todos os que choram … veste de louvor em vez de espírito angustiado” (Is 61.3, NVI). Se quisermos colher, a mesma ordem é dada: “Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl 126.6).

Foi preciso um homem de coração partido, que lamentava profundamente, como Moisés, para poder dizer: Ó Deus, este “povo cometeu grande pecado… Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste” (Êx 32.31,32). Somente um homem que sentisse uma profunda carga de dor, como Paulo, poderia dizer: “… tenho grande tristeza e incessante dor no coração; porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne” (Rm 9.2,3).

Se John Knox tivesse orado: “Dá-me sucesso!”, nunca mais teríamos ouvido falar dele. Porém, ele fez uma oração expurgada de desejos pessoais: “Dá-me a Escócia, senão eu morro!”, e assim marcou as páginas da história. Se David Livingstone tivesse orado para conseguir abrir o continente africano, como prova de seu espírito indomável e habilidade com o sextante, sua oração teria morrido com o vento da floresta; porém, sua oração foi: “Senhor, quando será curada a ferida do pecado deste mundo?” Livingstone vivia em oração e, literalmente, morreu de joelhos, em oração.

A solução para este mundo tão insaciável por pecado é uma igreja insaciável por oração. Precisamos explorar novamente as “preciosas e mui grandes promessas” de Deus (2 Pe 1.4). Naquele grande dia, o fogo do juízo haverá de provar o tipo, e não a quantidade, da obra que fizemos. Aquilo que nasceu em oração passará pela prova.

Na oração, tratamos com Deus e coisas acontecem. Na oração, fome de ganhar almas é gerada; quando há fome para ganhar almas, mais oração é gerada. O coração que tem entendimento ora; o coração que ora adquire entendimento. O coração que ora, reconhecendo sua própria fraqueza, recebe força sobrenatural do Senhor. Oh, que fôssemos pessoas de oração, tal qual Elias – que era um homem sujeito aos mesmos sentimentos que nós! Senhor, ajuda-nos a orar!
By Leonard Ravenhill