quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A nova realidade que nos foi outorgada

“...segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança” (1 Pedro 1:3)

O texto enfatiza a misericórdia de Deus como o canal pelo qual nós fomos regenerados. Fomos feitos novas criaturas pela graça e bondade de Deus. Pedro assevera que o novo nascimento é outorgado por Deus, nós somos apenas receptores desta ação soberana do Senhor. Não há em nós poder nenhum para sermos feitos novas criaturas, somente a misericórdia ativa do Senhor nos proporcionou esta nova realidade espiritual. Estávamos mortos em delitos e pecados, mas pela ação de Deus foi nos dada uma nova vida. A regeneração é totalmente orquestrada pela vontade livre de Deus, Ele não está preso a nenhum mérito que eu e você achamos que temos. Por seu querer soberano, Deus nos insere numa nova realidade espiritual, na qual podemos desfrutar de alegria genuína.

Jesus disse para Nicodemos: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. (João 3:3). Esta verdade está e sempre estará em plena vigência. Ver o reino de Deus é desfrutar da comunhão e do governo do Senhor sobre a nossa vida, e de toda alegria que esta nova realidade nos proporciona. No reino das trevas não há alegria, não a alegria legítima. Mas no reino de Deus, há plenitude de alegria, pois desfrutamos da presença maravilhosa de Deus conosco. Aliás, Paulo afirmou aos seus leitores que “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm. 14:17). Sendo assim, o dia mais importante de nossa vida não é o dia do nascimento, mas o dia do novo nascimento, pois neste dia foi nos dada a bênção de desfrutar de uma nova realidade espiritual no reino de Deus. Eis o motivo de eterna alegria!

Só desfrutaremos da alegria genuína em nosso viver se não desconsiderarmos a preciosidade da obra regeneradora que Deus operou em nós. Devemos viver sempre conscientes desta maravilhosa dádiva do Senhor (Tiago 1:16-18). Muitas vezes o cristianismo que professamos já se tornou tão automático e já estamos tão acostumados com os versículos bíblicos que falam sobre a ação soberana de Deus na regeneração, que não desfrutamos mais da alegria diante de tamanho milagre. Qual é o maior milagre na vida de alguém? O maior milagre não é a cura de um câncer, o maior milagre na vida de alguém não ter sido poupado em um acidente, o maior milagre não é o sol nascer todos os dias, o maior milagre não é ser aprovado em um concurso público. O maior milagre, e, portanto, o que deve trazer maior alegria para nós cristãos, é o milagre do novo nascimento. Este é o milagre que nenhum de nós jamais pode esquecer que aconteceu em sua vida. Muitas vezes estamos murmurando pelos cantos desta vida, porque não valorizamos este milagre espiritual que Deus realizou. Não atentamos para esta nova realidade em que fomos colocados pela ação soberana do Pai.

Um sinal de que fomos de fato regenerados por Deus são as novas inclinações. O pecado já não nos é tão palatável, porque temos novos anseios espirituais. O pecado só traz tristeza, pesar e dor para o cristão genuíno. A regeneração é uma obra divina que nos dá recursos suficientes para não vivermos escravizados às paixões que tínhamos anteriormente em nosso viver. “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.” (Ez 36:26). Ao sermos regenerados, Deus nos dá corações que se inclinem para as coisas do alto, que de fato nos fazem transbordar de verdadeira alegria. Isto não é automático, precisamos de suor para não sermos iludidos pela velho homem, mas como fruto da ação regeneradora de Deus temos recursos para isto. Você desfruta da alegria de estar vencendo as inclinações da velha natureza, como efeito da regeneração em sua vida?]

Na forma como você se relaciona, na forma como você serve na obra do Senhor, você precisa agir com base nesta nova realidade espiritual que lhe foi conferida. As pessoas ao nosso redor precisam enxergar que “as coisas antigas já passaram, e eis que tudo se fez novo” (2 Cor. 5:17). Somos pessoas regeneradas, e portanto, temos esta motivação legítima para sermos alegres.


Continua nas próximas postagens

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Compromisso com a alegria

O que você considera essencial para dar significado e propósito a sua vida? Ou, perguntando de outra forma: o que você considera ser de fundamental importância para dar sentido ao seu viver? Esta é uma das perguntas mais valiosas que você deve responder, com os critérios mais honestos possíveis: o que lhe confere sentido, significado e essência a sua vida? Uma resposta bastante coerente pode muito bem ser encontrada na oração do profeta Habacuque. Ele percebeu que apesar das crises e revezes do viver uma coisa traria significado e essência: a alegria ou satisfação em Deus. Habacuque tinha compromisso com a alegria no Senhor, um forte empenho perseverante em viver satisfeito na pessoa de Deus.

Na oração de Habacuque, a palavra mais desafiadora para o cristão é a conjunção “TODAVIA”. É uma conjunção adversativa que liga duas orações ou palavras, expressando ideia de contraste ou oposição. Embora não exista no texto hebraico, esta conjunção está presente no texto bíblico em português: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, TODAVIA, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação.” (Hb. 3: 17,18). (O texto foi traduzido pela NVI da seguinte forma: “Ainda assim eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação.”) Creio que um dos maiores desafios da vida cristã é o verdadeiro compromisso com a alegria em Deus: exercer o autocontrole e não deixar ser vencido pelos sentimentos humanos, como fez o salmista no Salmo 42.

Por compromisso com a alegria, quero enfatizar a perseverança em estarmos contentes em Deus, sabendo que apenas em Deus temos nossa fonte completa de genuína alegria. Foi C. S. Lewis quem disse a famosa frase: "Alegria é negócio sério no céu." A isto em acrescentaria não somente no céu. A alegria na vida do cristão é um forte indicador de sua saúde espiritual aqui na terra. Certamente conhecemos os imperativos bíblicos que estão na carta aos filipenses: “Alegrai-vos no Senhor, outra vez digo: alegrai-vos” (Fl. 4:4). Obviamente, a alegria cristã à qual Paulo se refere não se trata de euforia ou um pico de emoções positivas. Pelo contrário, alegria conforme a Bíblia apresenta, se trata de um contentamento profundo e real na pessoa de Cristo, um anelo perseverante para desfrutar da Sua pessoa.

O texto bíblico em 1 Pedro 1: 3-9 (abra uma Bíblia e leia atentamente) evoca a noção de alegria cristã em meio às turbulências que os leitores certamente estavam enfrentando relacionadas com perseguições e sofrimento por amor a Cristo. Pedro exorta seus leitores imediatos a terem uma postura cristã marcada pela alegria exultante (vs. 6). Exultai - “Agalliasis”, é a mesma palavra que Maria utilizou no seu cântico Magnificat (Minha alma engradece ao Senhor, meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador) (Lc. 1:46-47). Mas para isso Pedro não faz uso de artifícios humanos para motivar seus leitores, nem apresenta os “7 Passos para uma vida de alegria” e nem faz um discurso para elevar a autoestima de seus leitores.

Não se trata de uma palestra motivacional, porque as palestras motivacionais nascem no homem e morrem no homem. Ele quer que os seus leitores olhem para além de si mesmos e que enxerguem a vida sob uma perspectiva totalmente diferente. Nós também podemos ter uma vida marcada pela alegria, mesmo que estejamos passando por turbulências e temporais diversos. Vamos considerar algumas motivações legítimas para termos vidas marcadas pela satisfação e júbilo diante do Senhor. (Continua nas próximas postagens).


MARCOS AURÉLIO DE MELO
Sermão em 1 Pedro

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O Evangelho segundo Jesus


O evangelho que Jesus proclamava era um chamado ao discipulado, um chamado a segui-Lo em obediência submissa, e não um mero apelo a que se fizesse uma decisão ou uma oração. A mensagem de Jesus libertava as pessoas de sua escravidão do pecado, ao mesmo tempo em que confrontava e condenava a hipocrisia. Ela era uma oferta de vida eterna e perdão a pecadores arrependidos, mas também era uma censura aos religiosos de fachada, cujas vidas exibiam a verdadeira justiça. Era um alerta aos pecadores, para abandonar o pecado e abraçar a justiça de Deus. Em todos os sentidos, a sua mensagem eram boas novas. Porém, não era de modo algum uma fé fácil.

As palavras de nosso Senhor sobre a vida eterna vinham invariavelmente acompanhadas de alertas àqueles que pudessem ser tentados a encarar a salvação com leviandade. Jesus ensinava que o custo de segui-Lo é alto, que o caminho é estreito e que poucos o encontram. Disse Ele que muitos que O chamam de Senhor serão proibidos de entrar no reino dos céus (Mt 7.13-23).

O evangelicalismo moderno, de modo geral, ignora tais alertas. A visão predominante do que seja a fé salvadora continua a tornar-se mais aberta e mais superficial, enquanto que a apresentação de Cristo na pregação e no testemunho pessoal torna-se mais e mais impreciso. Qualquer um que se declare cristão poderá encontrar evangélicos dispostos a aceitar a sua profissão de fé, sem considerar se o seu comportamento demonstra ou não alguma evidência de rendição a Cristo.

Extraído do livro O EVANGELHO SEGUNDO JESUS, de John MacArthur

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Efeitos da regeneração

Um sinal de que fomos de fato regenerados por Deus são as novas inclinações. O pecado já não nos é tão palatável, porque temos novos anseios espirituais. O pecado só traz tristeza, pesar e dor para o cristão genuíno. A regeneração é uma obra divina que nos dá recursos suficientes para não vivermos escravizados às paixões que tínhamos anteriormente em nosso viver. “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.” (Ez 36:26).

Quando somos regenerados, Deus nos dá corações que se inclinem para as coisas do alto, que de fato nos fazem transbordar de verdadeira alegria. Isto não é automático, precisamos de suor para não sermos iludidos pela velho homem, mas como fruto da ação regeneradora de Deus temos recursos para isto. A nós é dado o poder capacitador do Espírito Santo para vivermos de modo altaneiro, e não mais vendidos às ilusões do pecado e do mundo.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Frutos da fé salvífica


A epístola de Tiago foi considerada por Lutero como “uma epístola de palha”, isto é, sem peso e que não deveria ser considerada parte do cânon bíblico. No entanto, o estudo desta carta nos faz enxergar que Tiago não contradiz em momento nenhum o ensino da justificação pela fé somente. Somos salvos pela graça, mediante a fé em Cristo Jesus, mas as evidências desta salvação devem transparecer para que as pessoas vejam a maravilhosa transformação feita por Deus em nós. Um cristão genuíno dá firmes evidências do novo nascimento, e apresenta frutos dignos de um verdadeiro arrependimento aos pés de Cristo.

Precisamos avaliar se de fato temos a fé salvífica a partir dos frutos que são observados em nosso viver. Alguns questionamentos podem ser feitos, sugiro alguns na imagem a seguir. Tente fazer outras perguntas para si mesmo.

tIAGO

Estudos na Epístola de Tiago
União de Jovens IBR Jd. Amazonas

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Alegria transbordante


"Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria, para que o meu espírito te cante louvores e não se cale. Senhor, Deus meu, graças te darei para sempre."
(Salmo 30: 11-12)

Neste e em muitos outros Salmos, Davi expressa alegremente com poesia e música o seu amor por Deus. A forma como o salmista se expressa deixa claro que não se trata de euforia ou de emoções passageiras. Davi reconhece que em sua vida a fonte da genuína alegria é o próprio Deus. Da mesma forma, nós somos convocados a nos alegrar somente no Senhor, por causa da grande obra que Deus fez e faz na vida do crente. Devemos transbordar em regozijo exultante, que é fruto do entendimento correto sobre a graça a nós outorgada: a salvação em Cristo e o relacionamento eterno com Deus.
O pecado sempre traz vergonha e nos coloca em situação humilhante. Para o crente, é entristecedor saber que transgrediu princípios da Palavra de Deus. Mas ao confessar com coração contrito e mirar o sacrifício perfeito de Cristo no Calvário, o cristão tem motivos de sobra para não deixar seu espírito calado. Deus, em Sua graça e perfeito amor, tira de nós o pano de saco e nos veste com a alegria verdadeira. Esta alegria da qual desfrutamos por meio do perdão divino é evidência de que Ele nos tem como filhos amados.
Somente Deus tem a prerrogativa de nos cingir com esta alegria que o mundo jamais entenderá. Somente o Senhor transforma verdadeiramente a nossa tristeza em regozijo na Sua presença. Somente Ele é o supridor de nossas necessidades espirituais, e sabemos que nada tem nos faltado para vivermos piedosamente. O conhecimento deste plano perfeito de Deus que objetiva nos santificar através da Sua Palavra também é motivo de alegria transbordante em todos os dias.
Que possamos viver com os olhos voltados para o Senhor, que nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos espirituais e nos agraciado com razões maravilhosas para termos corações alegres e satisfeitos somente n’Ele.
Meu irmão, há em você um canto de alegria? Há em você um hino de louvor? Que não sejam apenas palavras, mas um canto de vida e amor, que testemunha de fato a vitória do Senhor e a transformação que Ele tem feito em você.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Constrangidos pelo amor de Cristo

Ser um cristão não significa apenas crer, de coração, que Cristo morreu por nós. Significa “ser constrangido” pelo amor demonstrado nesse ato. A verdade nos pressiona. Ela força e se apropria; impele e controla. A verdade nos cerca, não nos deixando fugir. Ela nos prende em intensa alegria.
...
Em outras palavras, tornar-se um cristão é chegar a crer não somente que Cristo morreu por seu povo, mas também que todo o seu povo morreu quando Ele morreu. Tornar-se um cristão é, primeiramente, fazer esta pergunta: estou convencido de que Cristo morreu por mim e de que eu morri nEle? Estou pronto a morrer, a fim de viver no poder do amor dEle e para a demonstração da sua glória. Em segundo lugar, tornar-se um cristão significa responder sim, de coração.

O amor de Cristo nos constrange a responder sim. Sentimos tanto amor fluindo da morte de Cristo para nós, que descobrimos nossa morte na morte dEle — nossa morte para todas as lealdades rivais. Somos tão dominados (“constrangidos”) pelo amor de Cristo, que o mundo desaparece, como que diante de olhos mortos. O futuro abre um amplo campo de amor.

Um cristão é uma pessoa que vive sob o constrangimento do amor de Cristo. O cristianismo não é meramente crer num conjunto de doutrinas a respeito do amor de Cristo. É uma experiência de ser constrangido por esse amor — passado, presente, futuro.


John Piper, no livro UMA VIDA VOLTADA PARA DEUS


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Praticantes dedicados

 

O conhecimento da Palavra de Deus deve conduzir o crente à santidade. Já consideramos alguns meios pelos quais nossa conduta se transformaria se tão somente soubéssemos com maior clareza o que deveríamos ser e o que somos. Mas agora temos que ver como cada vez mais se torna maior a nossa responsabilidade de colocar o nosso conhecimento em prática, à medida que ele se amplia.

Poderia citar muitos exemplos bíblicos. O Salmo 119 está repleto de aspirações por conhecer a lei de Deus. Por quê? Para obedecê-lo melhor: “Dá- me entendimento e guardarei a tua lei; de todo o coração a cumprirei”. Disse Jesus, o Senhor, aos doze: “Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes”. Paulo escreveu: “O que também aprendeste, e recebestes , e ouvistes em mim, isso praticai”. E Tiago dava ênfase ao mesmo princípio ao rogar a seus leitores que fossem “praticantes da palavra , e não somente ouvintes” advertindo-os de que a fé sem obras é uma ortodoxia morta, que até os demônios aceitam.

O ministro puritano Thomas Manton, que outrora foi o capelão de Oliver Cromwell, comparou o cristão desobediente a uma criança que sofre de raquitismo. “O raquitismo torna as cabeças grandes e os pés fracos. Não apenas devemos discutir quanto à palavra, e falar a respeito dela, mas também guardá-la. Não sejamos nem só ouvidos, nem só cabeça, nem só língua, mas os pés têm de se exercitar!”



JOHN STOTT
Extraído do livro: CRER É TAMBÉM PENSAR

Reflexões sobre a estrada da vida


A vida é como uma estrada, cheia de curvas, declives e aclives. Muitas vezes somos surpreendidos com fatos que nos apavoram, nos deixam cheios de receio ou até mesmo nos paralisam por um tempo. Nesta estrada da vida, a próxima curva pode nos trazer surpresas nada agradáveis. Mas, como cristãos, devemos confiar que há um Deus que conhece o fim desde o começo, um Deus que conhece cada palmo desta estrada e que nos oferece o Seu maravilhoso conforto enquanto trafegamos por esta vida.

No dia 18 de setembro (uma semana atrás), o meu pai sofreu um grave acidente de automóvel. A notícia que chegou para nós foi confusa e atordoante. Apesar de acidentes serem comuns nas estradas brasileiras, fatos como estes nos pegam desprevenidos. É verdade que não estamos preparados para ouvir que um parente próximo ou alguém que conhecemos sofreu um acidente e encontra-se em estado grave. Não é uma notícia que recebemos com corações tranquilos, por várias questões que nos afligem: Como ele está? Sofreu alguma pancada forte na cabeça? Ficará paraplégico? Está consciente? O resgate chegou rápido? Fraturou algum osso? Perguntas e mais perguntas... A confiança que dizemos ter em Deus é colocada em xeque nestes momentos de tensão e angústia: confiaremos ou duvidaremos do Seu controle soberano?

Situações como estas nos pegam de surpresa e ficamos aterrados. Mas estes fatos não pegam o Supremo Deus de surpresa. Ele sabe o que se passa em cada curva desta estrada que iremos percorrer, Ele conhece com perfeição que fatos desagradáveis (sob a nossa ótica) nos acontecem. Por isso, nada melhor do que depositar toda a nossa confiança no Senhor que tudo faz como Lhe agrada. Acidentes não pegam Deus de surpresa, porque Ele tudo sabe (os teólogos chamam este atributo de onisciência). Mesmo que pensemos que tudo está fora de lugar, o sábio Tapeceiro conhece a bela obra de arte que tem em mente. Por isso, ao passarmos por situações que trazem aflição e angústia, devemos repousar o nosso coração em Deus, na Sua Palavra e em Suas grandiosas promessas.

O cristão genuíno precisar dar evidências de que confia no condutor da nau, e que está disposto a aprender com as adversidades e situações precárias que enfrentará nesta estrada da vida. É necessário abafar os pensamentos de incredulidade e firmar os corações na graça abundante do Senhor, que não dormita e nem toscaneja por um segundo sequer. Ele é o Deus que nos guia por vales, montes, desertos, mas não nos deixa sem rumo. Ele intenciona sempre aperfeiçoar o nosso caráter em conformidade com a Sua Santa Palavra, e não nos poupará de aflições ou dores ao longo da estrada para que este objetivo seja de fato alcançado.

Sou grato a Deus por Sua imensa graça demonstrada ao longo da estrada que já percorri, e que certamente manterá Sua bondade no percurso que ainda me resta. A graça do Pai é suficiente para todos os momentos difíceis que terei que passar, colocando em meu coração razões de sobra para louvá-Lo eternamente.

“Ah, Senhor, dá-me um coração que prefere descansar sob o Teu cuidado a acumular ansiedade e medo nesta estrada que tenho pela frente. Faz-me cada vez mais firme em Teus caminhos para que eu não desvie do Teu santo propósito para o meu viver. Em nome do Teu precioso Filho, que sofreu a minha morte naquela horrenda cruz, AMÉM!”

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Seis perguntas que mudarão radicalmente o seu casamento

A vida é agitada. A próxima estação da vida poderia ser menos corrida, menos estressante do que esta em que estamos. Mas a vida não parece ficar menos agitada com o passar do tempo. Pelo contrário, a carga sempre aumenta.

É bem fácil passar os dias, semanas e meses sem conectar-se intencionalmente com seu marido ou mulher. Vocês vivem na mesa casa, mas param de compartilhar a vida juntos. É gradual, incremental. E acontece com os melhores casamentos.

O que poderia ajudar seu casamento a ser mais focado em relacionamento e menos em negócios? É fácil conhecer a agenda do seu cônjuge e não se importar com o que se passa no coração dele. Estas seis perguntas vão recalibrar o seu casamento.

1. Como posso servi-lo nesta semana?
Se você deseja capturar o coração de seu cônjuge, faça esta pergunta no Domingo à noite. É fácil focar em nossa própria lista de pendências. Nós temos planos, temos prazos e obrigações. Mas nós iniciamos um novo nível de intimidade em nosso casamento quando perguntamos ao cônjuge como podemos colocar as necessidades dele acima das nossas.

2. O que tem deixado você estressado ou ansioso?
Há uma pergunta que comunica mais cuidado e preocupação do que esta? Quando você pergunta desta forma, você está convidando o seu cônjuge para ficar vulnerável diante você. E também comunica para ele: "Você não está sozinho. Eu estou com você."

3. Qual é a coisa mais importante que você precisa realizar nesta semana?
Expectativas não declaradas são expectativas não satisfeitas. A maioria dos conflitos que experimentamos no casamento derivam de expectativas não satisfeitas. Se você sabe o que seu cônjuge precisa realizar numa determinada semana, você pode ser um aliado dele no processo.

4. O que nós podemos fazer para estarmos mais perto de Deus nesta semana?
A ocupação excessiva é frequentemente o maior obstáculo à intimidade com Deus. Quando minha vida está muito atarefada, a primeira coisa que abro mão é o tempo com Deus. É triste, mas é verdade. À medida que o marido e mulher crescem em intimidade com Deus, eles crescem em intimidade um com o outro. Talvez estas conexões espirituais não estão sendo feitas porque vocês não fazem esta pergunta.

5. O que iremos fazer em nossa próxima noite romântica?
Se você não planeja uma noite romântica então provavelmente você nunca terá uma. Fazer esta pergunta ajuda a sermos intencionais sobre priorizar o relacionamento.

6. Como posso orar por você?
Nossas orações são as conversas mais íntimas que temos. Nós compartilhamos particularidades de nosso coração com Deus que não compartilhamos com ninguém mais. Quando convidamos nosso cônjuge para fazer parte de nossas vidas, nós aumentamos exponencialmente o nível de intimidade do relacionamento.


Tradução livre com adaptações.

sábado, 7 de setembro de 2013

Um sono mortal



Existe um rio famoso nos Estados Unidos, que liga dois grandes lagos, Erie e Ontário. O rio Niágara começa fluindo bem devagar, mas a partir de certo ponto, a correnteza ganha velocidade, abrindo caminho entre as rochas, conforme se aproxima do despenhadeiro das famosas Cataratas do Niágara, uma queda de aproximadamente 52 metros.

Há muitos anos, foi visto um bote flutuando à deriva com um índio dormindo dentro. Os que estavam na margem vendo a cena gritavam e até mesmo tocaram cornetas para acordar o homem em perigo. Mas o bote seguiu adiante, cada vez mais rápido, e acabou batendo em uma rocha. As pessoas pensaram que o índio acordaria naquele momento. Mas o homem ou estava bêbado ou extremamente fatigado, pois não houve sinal de movimento. Porém, o bote agora estava nas correntezas velozes, rumando impiedosamente para a cachoeira. Por fim, o pobre homem acordou, sentou-se e pegou os remos mas já era muito tarde, acabou mergulhando para a morte.

Esta ilustração pode descrever o estado em que muitos se encontram. As pessoas se deixam levar pela correnteza deste mundo sem pensar no destino para o qual estão rumando! O lema é: “Aproveite a vida e seja feliz, experimente cada momento!” Muitos estão presos no sono da indiferença em relação ao futuro, pois estão apegados à vida confortável que estão levando no presente. Estão dormindo no que se refere ao destino final, no dia em que Deus julgará a todos sem distinção. Vivem ignorando a Cristo, agindo com desdém com relação à Bíblia, e assim se dirigem fatalmente para um destino longe de Deus, onde há somente morte e pranto.

Deus nos chama para acordarmos a tempo e nos voltarmos para Ele, em humilde reconhecimento de nosso pecado, clamando por perdão com base nos méritos de Cristo Jesus. Não durma o sono da indiferença em relação ao Evangelho de Cristo. "Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá" (Efésios 5:14)


Texto extraído do Devocional Boa Semente, com adaptações

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Uma espiral perigosa


Vivemos na era da exacerbação do amor piegas que idolatra o homem. Estamos num mundo que não admite a negação do "Eu", conforme requerido por Jesus (Marcos 8.34). Enquanto Jesus ensinou "negue-se a si mesmo", o mundo em que estamos defende "ame-se a si mesmo". E nesta onda de amor doentio por si próprio, o homem mergulha cada vez mais fundo numa verdadeira espiral de idolatria, deixando de encarar o principal problema que o afasta de Deus: o pecado em seu coração.

O fato é que onde não há confrontação de pecado não pode haver verdadeira liberdade. O máximo que se consegue é uma deplorável sensação de autoengano. Muitos vivem neste engano a vida toda e tentam aprimorar um pouco sua percepção de vida com algumas pitadas de autoestima e felicidade circunstancial. Na verdade vivem escravos do próprio egoísmo, buscando alimentar a fome da alma que não pode ser verdadeiramente saciada com mimos ou afagos emocionais. Com o foco voltado para si mesmo são frequentes as paranoias do homem, quando as necessidades de um certo Maslow não são devidamente supridas. E assim caminha a humanidade, como disse o pregador de Eclesiastes, correndo atrás do vento.

O homem precisa entender a irracionalidade do amor egocentralizado. A vida dentro desta espiral é extenuante, nunca é verdadeiramente satisfatória, porque o “Eu” nunca deixará de fazer requisições pecaminosas que negligenciam a submissão a Deus e a Sua Palavra eterna.

Sendo assim, o único remédio para o homem não é “amar mais a si mesmo” ou “aceitar-se mais um pouco.” O remédio para a carência mais profunda do homem é voltar-se para o Senhor, em humilde reconhecimento de sua debilidade. Deus deve estar no trono do viver, senão nada mais valerá a pena. Esta é a “receita do sucesso”, pois ser bem-sucedido sob o ponto de vista de Deus é uma condição espiritual que não se alcança frequentando os grandes eventos para afagar o ego. A condição espiritual de “bem-sucedido” ou “bem-aventurado” só está disponível para os pobres de espírito, que choram por conta de sua pecaminosidade, que desejam ser saciados com a justiça que procede de Deus e que almejam ser imitadores de Cristo.

Que o nosso amor seja direcionado a Deus, sobre todas as coisas, e em segundo lugar, ao próximo. De fato, precisamos negar a nós mesmos, para que possamos cumprir estes dois mandamentos que resumem todos os princípios e admoestações das Escrituras. Portanto, sigamos dia após dia neste santo propósito, de morrer para o “eu” e viver abudantemente para Deus.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Seis razões porque é importante saber como Deus o salvou

  1. Saber como Deus o salvou capacita você a sentir uma apropriada gratidão a Deus. Você não pode ser grato pelo que Deus fez, se você acha que foi obra sua (Romanos 6:17).
  2. Saber como Deus o salvou capacita você a admirar e adorar a gratuidade da graça salvadora de Deus (Efésios 2:5), a grandeza do seu amor particular (Efésios 2:4), e a doçura da sua força irresistível (1 Coríntios 1:18 ).
  3. Saber como Deus o salvou ensina você a viver e a servir na dependência do suprimento contínuo da mesma graça capacitadora (Gálatas 3:3-5). "Sirva pela força que Deus supre" (1 Pedro 4:11).
  4. Saber como Deus o salvou mostra que você precisa evangelizar os outros, com a expectativa de que Deus há de fazer o trabalho decisivo, não você. Na evangelização o seu testemunho é indispensável, mas a obra de Deus é decisiva (1 Coríntios 3:5-7).
  5. Saber como o Deus salvou lhe oferece esperança para o mais difícil dos pecadores e para o campo missionário mais resistente. "Porque todas as coisas são possíveis para Deus" (Marcos 10:27).
  6. Saber como o Deus salvou lembra que você tem um testemunho impressionante a compartilhar. Você estava cego, mas agora você vê. Você estava morto, mas agora você está vivo. Você estava descrente, mas agora você enxerga Jesus como extremamente belo e desejável. Você pode compartilhar isto com a autoridade inigualável que procede de Deus.


    Autor: JOHN PIPER, texto traduzido e adaptado

    Fonte: http://www.desiringgod.org/blog/posts/the-value-of-knowing-how-god-saved-you

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Mortificando o velho homem

guerra

"Você não pode acariciar o pecado como faz com um animal de estimação; você não pode tirar do pecado a sua qualidade de selvagem ou torná-lo menos perigoso. O mal não pode ser domesticado. O pecado está pronto para atacar sua fé a qualquer momento."

Trecho do livro Licensed to Kill, de Brian Hedges


Mortificação é uma palavra um tanto quanto estranha ao nosso vocabulário. De acordo com o dicionário Houaiss da língua portuguesa, mortificar significa: fazer desaparecer, dissipar, desvanecer, matar aos poucos. O ensino bíblico é bem claro: somos convocados a mortificar o velho homem, com suas paixões e concupiscências. Por isso, precisamos lembrar diariamente que não estamos num parque de diversões, mas num campo de batalha ferrenha. A vida cristã é uma luta, que tem por objetivo matar o "eu" e fazer com que o pecado exerça cada vez menos domínio sobre cada um de nós. Paulo esmurrava o seu corpo. Esta é uma linguagem figurada para mostrar a grande batalha que o apóstolo travava consigo mesmo. O fato é que o pecado está sempre pronto a nos enfranquecer e conquistar a primazia. Não podemos brincar com o pecado, não podemos fazer do velho homem nosso amigo e nunca podemos baixar a guarda com relação às paixões carnais.

Cristo morreu para sermos justificados diante do Deus Santo. O sacrifício do Cordeiro perfeito, ofertado de uma vez por todas no monte do Calvário, é o preço justo para pagar a penalidade do pecado que herdamos de Adão. Deus nos justificou por Sua graça e continua nos santificando também mediante a Sua graça abundante. Fomos justificados em Cristo para sermos santificados diariamente, mortificando o velho homem com seus desejos pecaminosos. Deus graciosamente nos supriu de recursos espirituais para que sejamos vitoriosos na luta contra o pecado. Portanto, podemos confiar que há esperança real para que sejamos mais do que vencedores na luta contra o mal que habita em nós.

Dependência de Deus e da Sua Palavra é uma medida fundamental nesta batalha. Obviamente, isto não nos isenta da responsabilidade de suarmos diariamente nas trincheiras desta vida, com esforço santo na luta contra o pecado. Somos plenamente responsáveis pelo nosso crescimento em santidade, submissos ao poder capacitador que opera em nós, na pessoa bendita do Espírito Santo. Portanto, nesta batalha não podemos esquecer que é necessário suor (esforço pessoal) e dependência (de Deus), duas vertentes na santificação que não se anulam. Ergamos, pois, o nosso pendão e lutemos bravamente!


Marcos Aurélio de Melo

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Faltas ocultas

“Quem há que possa discernir as próprias faltas?
Absolve-me das que me são ocultas.”

(Salmo 19:12)

Neste texto o salmista Davi escancara a sua própria pecaminosidade. E ele acerta em cheio. Um pecador não tem capacidade para discernir todos os pecados que comete pois o pecado possui embutido um fator ludibriador. O nosso coração pecaminoso é extremamente enganoso e pode nos transmitir o sinal de que tudo está bem. Este coração pode mascarar a realidade de nossa real condição diante de Deus quando, por exemplo, fazemos algum benefício em prol do Reino do Senhor. Ficamos empolgados com os feitos realizados, mas esquecemos que há pecado oculto em nosso coração que Deus enxerga muito bem, pois Ele sonda o nosso interior e vê se há caminhos maus em nosso viver.
Precisamos orar como o salmista e viver diante do Senhor com temor constante pois o nosso ego pode facilmente "pregar peças" em nossas consciências, que acabam ficando cauterizadas e insensíveis perante as exortações da Palavra de Deus.

“Ah, Senhor, livra-me de uma vida fantasiosa, pois sei que Tu conheces perfeitamente o meu ser e sabe que não sou de fato o que Tu queres que eu seja. Ajuda-me neste caminhar, reconhecendo que nenhum pecado passa despercebido ante a Tua presença.

Em Nome do Teu Filho, Amém!”