terça-feira, 9 de abril de 2013

ESTRATÉGIAS PARA VENCER AS TENTAÇÕES

TEXTO-BASE: Hebreus 4:15

Jesus “a si mesmo se esvaziou" (Fl. 2:6-8). Ele abdicou de todas as vantagens de sua natureza divina para assemelhar-se a nós (Hb. 2:17), tomando sobre si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais. Os teólogos classificam como União Hipostática: Jesus 100% Deus e Jesus 100% homem, ou verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
        Jesus foi levado ao deserto para ser tentado pelo “diabolos”, que significa difamador, que acusa com falsidade, caluniador, que faz falsas acusações, que faz comentários maliciosos. O diabo é o acusador: ele sempre está disposto a levantar acusações contra o crente.
Precisamos entender a tentação de Jesus no deserto como um divisor de águas. O teste pelo qual Jesus passou no deserto serviu para autenticar sua missão redentora. Após este período de preparo, Ele volta para a Galiléia, chama os discípulos, começa a pregar e a curar, dando início ao Seu ministério que culminaria na cruz do Calvário.
Jesus estava vulnerável após este prolongado período de jejum. Mesmo assim o seu foco foi agradar a Deus, apesar da insistência de Satanás. Na tentação no deserto, Jesus se identifica conosco. A Sua postura neste momento crucial de teste, nos ensina como lidar com as artimanhas do tentador.

PARA SERMOS VITORIOSOS NAS TENTAÇÕES,
ALGUMAS ESTRATÉGIAS SÃO ESSENCIAIS


1) PARA SERMOS VITORIOSOS NAS TENTAÇÕES, PRECISAMOS CONHECER A PALAVRA DE DEUS

Jesus citou em todas as respostas a Satanás textos do livro de Deuteronômio. Quantos já leram e conhecem um pouco do livro de Deuteronômio?  Muitos crentes são analfabetos em Bíblia. Conhecem a respeito de história, filosofia, física quântica, partículas cósmicas, mas não sabem explicar com segurança um princípio bíblico. Satanás conhece muito de Bíblia, foi por isso que Ele usou um texto das Escrituras, Salmo 91:11. Mas ele distorce o que está escrito, isolando textos da Bíblia para levar o crente a pecar contra Deus.
“Está escrito”deveria ser uma frase constante em nossos lábios. O que a Bíblia diz a este respeito? O que Deus nos ensina na Sua Palavra? Quando Deus fala, eu me calo, e faço o que é requerido. Estudar a Bíblia é um sinal de que queremos depender de Deus para as enfrentarmos as diversas situações da nossa vida. O homem viverá da Palavra que procede da boca de Deus. “Lâmpada e luz” são ilustrações da clareza que a Bíblia nos oferece neste mundo envolto em trevas. Precisamos ser crentes que amam a verdade, voltando toda nossa atenção para o que Deus nos diz em Sua Palavra. Jesus disse que erramos por não conhecermos as Escrituras. Obviamente, o mero conhecimento não nos levará a lugar nenhum se não for acompanhado de prática diária (Mateus 7:24-27).


2) PARA SERMOS VITORIOSOS NAS TENTAÇÕES, PRECISAMOS ENXERGAR ALÉM DO MOMENTO
 

Satanás nos oferece alguns atalhos para termos satisfação imediata. Na tentação de Jesus, o tentador ofereceu pães (satisfação física), fama, glória e poder de um modo mais fácil. Jesus deveria apenas prostrar-se, abrir uma pequena concessão e receber as vantagens.
É o sexo antes do casamento (Fornicação), de um casal de namorados que pensa equivocadamente que o amor só pode ser demonstrado em contato sexual. É o sexo fora do casamento (Adultério), do cônjuge que pensa que sua vida conjugal está em declínio, que precisa de “um fôlego” e experimentar novas aventuras. São estas propostas que oferecem satisfação imediata e cegam a visão para as terríveis consequências do pecado.
As tentações sempre nos colocam diante de situações que oferecem resultado imediato, mas que trazem prejuízo certo com o passar do tempo. Se desejarmos de fato agradar a Deus, precisamos enxergar que as concessões pecaminosas feitas hoje trarão enormes dificuldades para o nosso viver. Pequenas concessões à carne e ao diabo nos prendem numa espiral descendente. Muitos estão presos numa vida de pecado porque abriram concessões, e querem usufruir apenas o momento.


3) PARA SERMOS VITORIOSOS NAS TENTAÇÕES, PRECISAMOS APRECIAR DEUS COMO O SUPREMO VALOR

Jesus foi tentado com as propostas de Satanás a apreciar outros valores como mais preciosos que o próprio Deus. Em todas as tentações há um convite implícito para que Jesus deixasse de lado a Supremacia do Senhor e a trocasse por ninharias. Este ensino traz à memória o texto em Jeremias 2: 12-13 “Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai estupefatos, diz o Senhor. Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas.” Deixar o manancial de águas vivas e cavar cisternas rotas é trocar o Supremo valor de Deus pelas ofertas passageiras do pecado.

Todo pecado é adoração a algum ídolo. E ídolo é tudo aquilo que rouba a supremacia de Deus em nosso viver. Ou Deus será o primeiro em nosso viver ou não será o nosso Deus. O salmista Asafe cantou: “Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.” (Sl. 73:25). E Davi: “Digo ao Senhor: Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente.” (Sl. 16:2) 


ESTRATÉGIAS PARA VENCER AS TENTAÇÕES
AULA EBD JOVENS IBR JARDIM AMAZONAS

sábado, 6 de abril de 2013

Os malefícios da autoconfiança


Na vida do crente, o excesso de autoconfiança é um grande empecilho na batalha contra o pecado. Nas entrelinhas das Escrituras podemos observar um paradoxo: “O homem que vive mais seguro é o que menos confiança tem em si mesmo.” Na luta contra o nosso eu e contra o inimigo de nossas almas, a autoconfiança é um mal que traz prejuízos enormes e mina a nossa vida em vários aspectos.
Pedro era um discípulo cheio de autoconfiança. Jesus sabia de suas limitações e por isso o advertiu claramente. Os 4 evangelhos relatam o fato: Mt. 26.31-35; Mc. 14.27-31; Lc. 22.31-34; Jo. 13.36-38. Mesmo diante dos alertas do Senhor, Pedro confiou em si mesmo. Ele se sentia melhor que os demais. No relato de Mateus, ele disse: “Ainda que todos estes te neguem, eu nunca te negarei” (Mateus 26:33). Ao invés de humilhar-se e depender da graça, ele confiou na sua carne e acabou sendo traído por ela. Nunca devemos confundir fé com autoconfiança.
"A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda." (Pv. 16:18)
"Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia." (1 Co. 10:12)

POR QUE MOTIVOS A AUTOCONFIANÇA É UM EMPECILHO AO PROGRESSO NA VIDA CRISTÃ ?

1) PORQUE A AUTOCONFIANÇA NOS FAZ IGNORAR OS SINAIS DE ADVERTÊNCIA
Muitas vezes o Senhor nos alerta através da Sua Palavra, dos nossos líderes, de pessoas ligadas a nós, que estamos entrando num caminho perigoso ou correndo riscos. Quando não levantamos a guarda e menosprezamos o poder do inimigo ou do pecado, ficamos expostos e vulneráveis.
É como um motorista que se acha um “expert”ao volante, e faz ultrapassagens perigosas em locais onde existem placas de advertência e sinalização proibitiva. Cedo ou tarde isto acabará mal. Observe que nós somos hoje o fruto das decisões que tomamos ontem, e amanhã seremos o fruto das decisões que tomamos hoje.
Por que brincamos com o pecado? Achamos que somos fortes, que estamos no controle da situação, que só vamos até onde queremos; mas, isso não é verdade. Devemos deixar de ser tão soberbos, e aceitar que somos totalmente dependentes de Deus, e que sem Ele, estaremos vulneráveis diante das armadilhas do pecado. A queda de alguém no pecado nunca acontece de repente. Há sempre antecedentes que vão se acumulando, sinais de advertência que vão sendo ignorados ao longo da jornada. Por isso é necessário tomar medidas radicais, para não sermos iludidos pelas propostas tentadoras de agradar a nossa carne.
É impossível flertar com o pecado e não sermos afetados. “Tomará alguém fogo no seio, sem que as suas vestes se incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?” (Pv. 6:27-28).
Atente para as três verdades sobre a espiral descendente do pecado:
1) O pecado sempre o levará para mais longe do que você pode ir;
2) O pecado sempre o retém por mais tempo do que você gostaria;
3) O pecado sempre custa mais do que você está disposto a pagar.

2) PORQUE A AUTOCONFIANÇA NOS FAZ BUSCAR O ISOLAMENTO
O autoconfiante raciocina da seguinte forma: “Eu posso cuidar de mim mesmo, eu posso sair desta situação sozinho, eu sei me virar muito bem. Não preciso prestar contas a ninguém. Não devo satisfação a nenhuma pessoa.” Uma vida fechada em si mesma facilita o domínio da carne, tendo em vista que há em nós uma tendência natural para aquilo que é errado. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e incorrigível. Quem o conhecerá?” (Jr 17.9).
O isolamento está arraigado no orgulho humano de não querer prestar contas a ninguém. Mas a pessoa que presta contas tende a ser mais prudente e cautelosa. Lembre-se, os momentos em que ninguém está nos observando, são os de maior interesse para o diabo. Observe que as pessoas que prestam contas admitem os próprios erros, estão abertas para o aconselhamento, são acessíveis e aborrecem a mentira.
Quando alguma prática pecaminosa nos escraviza, pensamos que o isolamento é a melhor saída, pois assim não ficaremos expostos. Só que a Bíblia nos ensina que a prestação de contas é importante para o crescimento e edificação espiritual. O isolamento nunca será prova de boa condição espiritual. Quando alguém decide andar sozinho, alguma coisa não vai bem com a sua alma. Alguns exemplos: Davi não quis prestar contas de sua vida, mas o profeta Natã o confrontou; Pedro foi repreendido por Paulo, quando foi necessário; Paulo e Barnabé prestavam contas à igreja de Antioquia.
A Bíblia é enfática: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante” (Ec. 4:9). O fundamento da disciplina bíblica, exercida visando a restauração do irmão, é que dependemos uns dos outros e estamos ligados em um só corpo através do sacrifício de Cristo Jesus.
O pecado vicia e traz consigo uma séria de tentativas fúteis para esconder-se sob alguma capa. Por exemplo, a capa da hipocrisia,muito utilizada pelos fariseus. Estes homens eram extremamente zelosos da lei, mas não se importavam com a podridão em suas próprias almas. “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento...”

2) PORQUE A AUTOCONFIANÇA NOS FAZ UTILIZAR ARMAS CARNAIS
É necessário esforço pessoal na luta contra o pecado, mas este esforço não deve estar concentrado em armas carnais, próprias do homem natural. Quem confia em si mesmo para vencer as tentações nunca terá condições de sair do ciclo vicioso em que encontra. Todo o nosso esforço deve ser exercido com base exclusiva na graça do Pai, sem a qual facilmente cairemos em pecados repetidamente.
Ao tentar combater tentações, muitos apelam para a resistência pessoal e força de vontade. No entanto, por melhor que isso pareça, as chances de sucesso são mínimas porque o foco ainda está na capacidade natural. Quando optamos por confiar em nossa própria força para derrotar a tentação, independente de Deus, Deus enxerga isso como orgulho (Tg. 4:6). Ele tem um plano de libertação, uma maneira de escapar que é encontrada principalmente através de um relacionamento com Ele.
Jesus começou o belo sermão da montanha com as palavras: “Bem-aventurados os pobresde espírito.” “Ptochos” vem de uma raiz grega que significa rastejar. Necessitamos diariamente da rica provisão de Cristo, que graciosamente nos outorga seu amor e perdão. Em João 15 somos alertados que os frutos em nossa vida só são possíveis quando estamos verdadeiramente unidos à Videira.
Quando tratamos com nosso coração enganoso toda vigilância é importante. Até mesmo o nosso progresso na vida cristã deve ser seriamente avaliado. Em que base temos progredido? Estamos dependendo do Senhor na luta contra o nosso velho homem? Ou será que o nosso avanço se concentra em reformas exteriores, sem mudanças em nosso interior efetuadas com o auxílio do Espírito?


AULA EBD JOVENS - IBR JARDIM AMAZONAS

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Os riscos do poder



Há um ditado popular bastante conhecido que afirma: “Se você quer conhecer alguém, dê-lhe poder.” Quando o poder está em jogo, amigos de toda vida podem transformar-se em inimigos mortais.
O poder ou a influência que uma pessoa tem sobre outras pode ser usado tanto para o bem como para o mal. Nós carregamos um desejo inato (herdado de Adão) de exercer domínio sobre outros e ter a primazia em todas as coisas. Ou seja, reside em nós o desejo de poder. Sob este aspecto, o orgulho torna-se manifesto no mais alto grau.
O sucesso na carreira de uma pessoa pode levá-la a ficar mais dependente de si mesma e menos confiante em Deus. Passar por cima dos outros para conseguir mais poder ou status é a tônica do nosso tempo. Quantas pessoas resolvem “amar o presente século” e se tornam fascinadas pelas conquistas pessoais?
O poder que o dinheiro favorece também é extremamente perigoso. Por isso a Bíblia faz constantes advertências para que não sejamos materialistas, e que busquemos ajuntar melhores tesouros nos céus. O nosso coração é facilmente iludido pelas coisas que o dinheiro pode comprar e pelo status que ele pode nos oferecer. É necessário que cultivemos um constante desapego das coisas deste mundo.
Na vida do rei Saul, podemos observar as trágicas consequências do poder destrutivo que arruinou a vida de muitos ao seu redor. Quando exercemos alguma influência sobre outros, podemos incorrer nos mesmos erros do rei Saul: racionalizar uma obediência parcial diante da clara orientação de Deus e agir tolamente. Saul foi dominado pela sede de poder, e quando se viu ameaçado pela popularidade do jovem Davi, sua verdadeira face veio à tona.
Os homens foram colocados por Deus em posição de liderança dentro do lar, mas não podem utilizar-se desta posição de modo errôneo, agindo como ditadores. Dentro do lar cristão, o homem é o cabeça e responderá como líder. Mas isso não lhe dá o direito de se tornar autoritário e orgulhoso.
Constantemente, os discípulos de Cristo trocavam farpas para estabelecer quem seria o maior. Jesus confrontou a visão medíocre dos seus seguidores com seu próprio exemplo. Toda vez que decidimos quem é o maior, também estamos decidindo quem é o menor. Mas no reino de Deus esta visão estraga os relacionamentos, pois todos nós devemos aprender a viver como servos.
O antídoto para não sermos tentados pela ilusão do poder é cultivarmos um estilo de vida que considera os outros “superiores a nós mesmos”, servindo ao nosso próximo com altruísmo. O que você tem feito atualmente para servir aos outros? O serviço é o método de Deus para evitarmos o fascínio e a corrupção que o poder traz ao nosso coração enganoso.

Material para EBD Jovens - IBR Jardim Amazonas

sexta-feira, 8 de março de 2013

Quem você pensa que é

 

O livro de Mark Driscoll "Who do you think you are?" (Quem você pensa que é?), ainda sem tradução em português, é muito desafiador desde o início. Ele trata da verdadeira identidade do cristão, com base em vários textos bíblicos extraídos principalmente do livro de Efésios. Driscoll afirma que o cristão precisa entender de fato quem ele é, bem como a sua real condição diante de Deus com base no sacrifício de Jesus Cristo. Somente assim, o cristão terá condições de viver de modo digno do Evangelho e apresentar de modo claro um testemunho coerente com a nova identidade que recebeu pela graça de Deus. A leitura deste livro nos faz enxergar o grandioso plano de Deus para a vida do crente de modo bastante objetivo. Driscoll nos apresenta a posição privilegiada que o crente tem diante de Deus unicamente por causa do imenso amor de Cristo. Uma leitura recomendada. Em breve este livro será lançado no Brasil pela Editora Mundo Cristão. Neste post ainda vou colocar algumas citações extraídas do livro.