quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Invista na eternidade hoje



TEXTO BÍBLICO: 1 Crônicas 29: 1-22
TEMA: Invista na eternidade, Hoje! ...  
Desejando a graça de contribuir. Missões e os recursos.

Inicialmente é necessário entendermos que fazer o nome de Deus conhecido e engrandecido era a motivação por trás da construção do templo. O rei Davi tinha o seu próprio palácio luxuoso, construído com os materiais mais caros da época (como o cedro, por exemplo), mas saber que a arca do Senhor habitava em tendas feitas de couro o incomodava bastante. Por isso, resolveu construir o templo do Senhor (1 Cr. 17:1-17). Mas Deus disse por intermédio do profeta Natã que Davi não iria construir a casa onde habitaria a glória do Senhor. Por isso, Davi fez todos os preparativos, organizou o material que seria necessário, e deixou tudo encaminhado para que Salomão pudesse realizar a obra. Tal obra seria por demais grandiosa, e exigiria a cooperação de todos, unidos neste objetivo comum: fazer o nome do Senhor Deus cada vez mais conhecido e engrandecido, através da construção de um local específico para adoração.
A missão de Deus (a glória do seu próprio nome) é proposta desde o início do livro de Gênesis e não deve ser limitada a alguns textos isolados da Escritura e nem somente ao Novo Testamento. A missão de Deus sempre foi fazer conhecida a Sua glória, e por meio do povo escolhido esta missão deveria ser levada a todos os povos e tribos. A grandiosidade do templo em Jerusalém iria demonstrar de forma visível que o Senhor é grandioso, majestoso e digno de toda adoração. Então, todos os povos poderiam perceber a majestade do Deus de Israel, e por meio do arrependimento voltar-se para Ele.
É importante perceber que estamos tratando de missões neste contexto da construção do templo em Jerusalém. A beleza e a grandiosidade do templo serviriam para apontar, ainda que de forma imperfeita, para a beleza e a grandiosidade do Senhor Deus de toda a terra. O templo seria construído com os materiais de maior requinte daquela época, para que todo o povo de Israel e os povos em redor soubessem que o Senhor Deus era digno de grande honra.
Vejamos o que diz o texto em 2 Crônicas 6:32-33, quando Salomão estava consagrando o templo já construído: “Também ao estrangeiro que não for do teu povo de Israel, porém vier de terras remotas, por amor do teu grande nome e por causa da tua mão poderosa e do teu braço estendido, e orar, voltado para esta casa, ouve tu dos céus, do lugar da tua habitação, e faze tudo o que o estrangeiro te pedir, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, para te temerem como o teu povo de Israel e para saberem que esta casa, que eu edifiquei, é chamada pelo teu nome.”
Então, conclui-se: estamos tratando de missões quando abordamos este texto. O desafio que Davi encabeçou e transmitiu a responsabilidade para o seu filho Salomão, tinha como objetivo fazer o Senhor cada vez mais engrandecido entre os povos. Esta é a essência de missões, como nós conhecemos: propagar a mensagem redentora e salvadora de Deus, através do Seu filho Jesus Cristo, trazendo glória ao Seu Nome Excelso.
A contribuição voluntária do povo para fazer o nome de Deus conhecido é a ênfase deste texto bíblico. A pergunta no versículo 5b, é uma convocação para que todos se envolvam nesta obra, para que ninguém fique de fora desta missão tão grandiosa: “Quem, pois, está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao Senhor?”
O desafio feito por Davi requer ao menos duas atitudes: disposição e liberalidade. Disposição para sair da zona de conforto, da posição confortável de um mero espectador, e engajar-se participando ativamente. E liberalidade, isto é, sem nenhuma coação, "não-escravizado", uma ação livre e espontânea de quem deseja servir a Deus. Este expressão indica a contribuição feita por devoção, não por imposição ou por promessa. Quem se doa com liberalidade entende que a sua contribuição é uma demonstração de amor ao Senhor. Movido pelo desafio feito por Davi, o povo também fez a sua parte engajando-se na obra.
Este tipo de oferta honra e glorifica a Deus, porque é feita com o coração livre e cheio de amor. Além disso, esta oferta voluntária traz verdadeira alegria ao povo que contribui liberalmente, não traz nenhum peso ao coração (1 Cr. 29:9). O povo contribuiu com coração íntegro, isto é, não-dividido, certos da responsabilidade de cada um. A alegria de contribuir com o coração íntegro demonstra que o nosso interesse pela causa do Evangelho é real e verdadeiro.
Diante desta abordagem e com base na oração em forma de louvor que Davi expressou neste texto, eu gostaria de responder a seguinte pergunta:

QUAIS SÃO AS MOTIVAÇÕES LEGÍTIMAS PARA CONTRIBUIRMOS LIVREMENTE COM MISSÕES?
Veremos que todas as motivações são teocêntricas (isto é, centradas em Deus) e não antropocêntricas (isto é, centradas no homem). O grande perigo de muitos apelos para contribuir com missões é centrar os resultados no homem! Deus deve estar no centro das nossas motivações para orarmos, irmos ou contribuirmos com a missão de espalhar a Sua glória. Uma visão teocêntrica sobre missões é fundamental na contribuição para o avanço do reino de Deus.
Vejamos quais são as motivações legítimas e teocêntricas presentes neste texto bíblico:

I - A SINGULARIDADE DO NOSSO DEUS (vs. 11)
Grandeza, glória, poder, honra, vitória, majestade são palavras que destacam características singulares do nosso Deus. Só o Senhor é sempiterno, grandioso, glorioso, poderoso, vitorioso e majestoso. Esta linguagem usada por Davi claramente aponta para a supremacia do Excelso Rei. O SENHOR Deus é a fonte e centro de todas as coisas. Toda a glória que podemos dar-lhe com os nossos corações, lábios e vidas, está infinitamente aquém do que Lhe é devido. Não há outro Nome digno de tamanha honra, porque o Senhor Deus é singular, único e exaltado por sobre toda a criação. Ele é o “totalmente Outro”, cujo trono está no céu e cujo poder domina sobre toda a terra. Irmãos, nós precisamos compreender a singularidade do nosso Deus, para que possamos contribuir livremente com a missão de fazer Seu nome conhecido entre os povos. Os atributos incomunicáveis do Eterno "Eu Sou" (por exemplo, Sua soberania e onisciência) realçam ainda mais que Ele é excelso e singular. Sua majestade e poder não têm fim, Sua perfeição é imutável e a Sua glória se estende por todo o Universo.
A própria criação é uma singular manifestação da glória do Senhor. Deus resolveu revelar-se através das coisas que foram criadas, e todas elas apontam para a Sua singularidade, majestade e poder. O salmista escreveu maravilhado: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Sl. 19:1).  A perfeição da criação nos aponta para o perfeito Criador, que falou e tudo veio a existir. A criação nos aponta para um Deus Supremo e Singular.
É interessante percebermos na Bíblia que Deus tem um zelo muito forte pelo Seu nome e pela sua Glória. Por isso a fabricação de ídolos e adoração a falsos deuses eram práticas terminantemente proibidas: “Não seguirás outros deuses, nenhum dos deuses dos povos que houver ao teu redor, porque o Senhor, teu Deus, é Deus zeloso no meio de ti” (Dt. 6:15-16).  Deus muitas vezes preservou o povo desobediente para que o Seu não fosse profanado entre as nações: “Por amor de mim, por amor de mim, é que faço isto; porque como seria profanado o meu nome? A minha glória, não a darei a outrem” (Isaías 48:11). Note então, que o próprio Deus zela por Sua própria honra entre as nações, mantendo a Sua singularidade.
E quando fazemos missões, utilizando os recursos de que dispomos, evidenciamos que de fato entendemos a singularidade do Senhor, a fim de que outras pessoas também conheçam ao Deus que nós conhecemos e que Lhe rendam adoração tanto agora como também na eternidade.
Diante do fato irrefutável sobre a singularidade do Senhor, podemos afirmar também que a missão de fazer o nome de Deus conhecido também é singular. É o maior projeto no qual podemos estar envolvidos, porque estamos proclamando as virtudes e propósitos do Senhor Eterno e Santo. Contribuir para a obra missionária não é jogar dinheiro fora, como muitos dizem por aí. Estar envolvido direta e voluntariamente no serviço do Senhor não é tempo perdido. Esta é a missão mais gloriosa da face da terra. É a missão que declara às pessoas que é o nosso Deus é grandioso e singular. É a missão que mostra ao mundo em trevas a verdadeira luz, que realmente traz clareza e ilumina o homem. É a missão que coloca o homem diante da majestade do Senhor, e faz com que ele reconheça sua total carência.
Muitas vezes somos relutantes na contribuição com missões porque temos uma percepção muito rasa da majestade e da grandeza do Senhor. Ficamos estagnados em nossa vida cristã porque não percebemos de fato quão grande é o nosso Deus. Nos céus continuamente os anjos e querubins exaltam a Deus: “Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a glória e o poder para todo o sempre, amém!” (Ap. 5:13). O pastor A. W. Tozer escreveu: “O Deus do evangélico moderno raramente deixa alguém atônito. Se existe uma enfermidade terrível na igreja de Cristo é a de não vermos Deus tão grande como Ele realmente é.”
            O objetivo de todo homem deve ser glorificar a Deus. John Piper escreveu: “Missões existem porque não há adoração. A adoração é, portanto, o combustível e a meta das missões. Em outras palavras, missões começam e terminam com a adoração.” Meus irmãos, isto se encaixa perfeitamente com o que estamos abordando. Só vamos nos importar em contribuir com missões, quando entendermos que muitas pessoas ainda não reconhecem a singularidade do nosso Deus e não lhe rendem adoração. Outras pessoas precisam reconhecer a grandeza, a glória, o poder, a honra, a vitória e a majestade do Senhor, este deve ser o nosso alvo ao fazer missões.
            Será que não estamos tratando missões com base em uma visão limitada da majestade e singularidade do Senhor? O que lhe vem à mente quando você pensa em Deus determina as atitudes que você terá em relação a missões ou a qualquer circunstância da sua vida. Muitas vezes nossos braços estão cruzados, nossos joelhos não estão dobrados e nossas mãos estão fechadas porque ainda temos uma visão limitada sobre quem é o nosso Deus. Quando contemplarmos a singularidade do Senhor, certamente deixaremos de lado a letargia e apatia que nos dominam. As biografias de missionários nos mostram que os homens e mulheres que empreenderam viagens e se doaram na obra do Senhor tinham uma visão gloriosa do Deus Soberano. O impacto que muitos crentes causaram neste mundo foi resultado de uma percepção real da majestade e singularidade do Senhor Deus, a quem reverenciavam com a vida.

II - A GENEROSIDADE DO NOSSO DEUS (vs. 12, 14b, 16)
O próprio Deus é gracioso e dadivoso. Ele não retém suas bênçãos para com o Seu povo escolhido. O texto nos ensina que riquezas e glórias vêm das mãos do Senhor, ou seja, é dEle de quem procedem os recursos necessários para fazermos a missão. “Senhor, nosso Deus, toda essa riqueza que ofertamos para construir um templo em honra do teu santo nome vem das tuas mãos, e toda ela pertence a ti” (1 Crônicas 29:16). O que Davi afirma neste texto é bem claro: tudo o que temos, nossos recursos e talentos, recebemos graciosamente do Senhor, e por isso temos a responsabilidade de administrar de forma sábia, visando a glória do Seu maravilhoso Nome.
O nosso Deus é generoso ao extremo. O Senhor dá vários exemplos de sua graciosidade nos relatos bíblicos. Afinal, Ele deu o que tinha de mais precioso, o Seu Filho Jesus, para ser o sacrifício perfeito em lugar de pecadores como eu e você. O preço de sangue que nenhum de nós teria condições de pagar foi pago pelo Cordeiro imaculado, que se ofereceu livremente em nosso favor. Ele não foi coagido, Ele livremente se entregou para Ser o remidor de nossas almas. Deus não poupou o Seu próprio Filho! Este maravilhoso amor deve nos constranger diariamente, fazendo-nos entender que a nossa vida não deve estar alicerçada em motivos egoístas, que trazem apenas satisfação momentânea e terrena.
Os recursos que o Senhor nos confiou devem ser empregados na missão de tornar este Supremo amor conhecido e honrado nos mais diversos lugares. Aliás, toda a nossa vida deve ter este supremo propósito. Escrevendo aos crentes em Corinto, o apóstolo Paulo coloca esta verdade de modo magnífico: “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Cor. 5: 14,15). A letra de uma música diz assim: “Todo o meu ser, que já não chamo meu, quero gastá-lo no serviço Teu.”
O Senhor nos tem dado muito. Ele tem nos agraciado de forma abundante. Só não vê, quem não quer ver. Dizem que o pior cego não é o verdadeiramente cego, é aquele que não quer enxergar. Pior do que o ímpio que tem sua visão bloqueada por conta do pecado, é o crente que foi alcançado pela graça de Deus e não percebe o quanto sua vida tem sido agraciada pelo Senhor. Não me refiro apenas a ganhos materiais, um salário maior, um emprego mais atrativo. A generosidade do Senhor é perceptível em vários aspectos da vida, por exemplo quando entendemos e aplicamos um princípio da Sua Santa Palavra, isto é obra graciosa do Seu Espírito em nos santificar e aperfeiçoar. A saúde e a disposição física que temos também são frutos da graça do Senhor em nossas vidas. Nossas vidas devem ser compreendidas à luz desta verdade: não somos proprietários de nada,  tudo que está ao nosso dispor foi o Senhor quem nos concedeu a autorização para administrarmos temporariamente. Isto se chama MORDOMIA. A grande questão é que tipo de mordomos somos nós? Somente um coração movido pela graça de Deus compreende o tamanho privilégio de contribuir para missões. A generosidade do Senhor é um fator motivador para contribuirmos na obra missionária.
Deus não nos pede nada que Ele mesmo já nos tenha capacitado a doar. É claro que Deus não depende do nosso dinheiro, Ele não precisa das nossas doações e ofertas, mas nos dá a oportunidade de manifestarmos o nosso amor por Ele através da nossa generosidade. E também nos convida a desfrutar da alegria de participar de uma obra de valor eterno. Como o pastor Almir escreveu recentemente, “é como um pai que doa uma caixa de chocolates para seu filho pequeno, e quando o filho abre, pega o primeiro chocolate e dá para o pai. Que pai não se emociona com isso? Este filho manifestou gratidão e amor, e se alegrou quando viu a alegria do pai.”
Tiago escreveu: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, e desce do Pai das luzes” (Tg. 1:17). Esta verdade deve expressar-se em espírito de sacrifício em nosso viver, descansando na convicção de que o que ofertamos para missões  já pertence ao próprio Deus.
Você consegue enxergar que a generosidade de Deus em seu viver é sempre abundante? Você consegue perceber que Deus não é mesquinho e que nos supre diariamente pela sua graça? A pergunta-chave é: O que você tem feito com os recursos que o Senhor coloca a sua disposição? Qual a sua atitude com relação à missão de fazer o nome de Cristo conhecido e honrado por outras pessoas? Seu coração já foi amolecido pela graça de Deus para contribuir livremente com a obra do Senhor.
Dizem que a parte mais sensível do corpo humano é o bolso. O materialismo que governa a nossa época nos faz pensar que acumular bens e riquezas deve ser o nosso principal objetivo neste mundo. Estamos muito apegados ao deus Mamon (Mateus 6:24), pois já não é o dinheiro que nos serve, somos nós que servimos ao dinheiro. O consumismo desenfreado que toda conta da sociedade domina inclusive nós, cristãos. Precisamos retornar ao bom senso, repartindo o que temos e sendo generosos para a única obra de valor eterno.
Enxergando Deus como doador de tudo, todos nós teremos gratidão de sobra em nossos corações, para contribuirmos voluntariamente com a missão mais importante do mundo. Contribuir com recursos para a obra de Deus é uma questão de coração, de boa vontade, de valorizar aquilo que Deus valoriza, não de necessidade ou tristeza (2 Co. 9.7). É um sinal de que fomos alcançados pela graça, de que o coração foi movido por Deus, e não é mais um coração endurecido e mesquinho, preso ao materialismo que rouba-nos a satisfação real em Cristo.


III – A FIDELIDADE DO NOSSO DEUS  (vs. 18,19)
            O Senhor demonstra sua fidelidade para com o Seu povo de geração em geração. A menção ao nome dos patriarcas neste versículo não é casual, o propósito é lembrar ao povo que Deus guarda a Sua aliança e não volta atrás nas Suas promessas. Quando Deus apareceu a Moisés, na sarça ardente no deserto, foi com esta expressão que Ele se identificou: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus” (Ex 3:6). O Senhor Jesus cita esta mesma expressão nos Evangelhos (Mt. 22:32; Mc. 12:26; Lc. 20:37). Deus iniciou um relacionamento com estes homens, e ao longo das gerações a Sua fidelidade não se perdeu. O rei Davi relembra este fato na sua oração, e pede ao Senhor também a bênção sobre a vida do seu filho Salomão. Ademais, Davi confia totalmente na fidelidade do Senhor em continuar trabalhando no coração do povo e de Salomão, para o andamento da obra de construção do templo. O Senhor mantém a Sua fidelidade porque não pode negar-se a si mesmo. Aliás, o nome hebraico Yaveh traduzido como EU SOU, representa a fidelidade de Deus e a infalibilidade de Suas promessas.
            Não se trata aqui da fidelidade de Deus em abençoar Seu povo como fruto das contribuições. Deus não está obrigado a negociações deste tipo, que enfatizam a prosperidade. Ele nos abençoa livremente por Sua graça, e a Sua fidelidade neste contexto está relacionada com o cumprimento do Seu plano eterno de redenção dos pecadores que atravessa gerações e resulta em glória eterna ao Seu Nome Altíssimo.
As gerações passam (Sl. 119:90), mas a fidelidade do Senhor em cumprir o Seu propósito continua firme e sempre continuará. Devemos contribuir com missões porque este é um projeto que nunca será deixado pela metade. Deus mesmo continuará trabalhando nos corações dos homens, trazendo-os ao arrependimento através da fé em Cristo Jesus. Deus continuará salvando pessoas e trabalhando em suas vidas para que deem testemunho digno como novas criaturas. O apóstolo Paulo apresenta esta verdade na carta ao Filipos: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fl. 1:6). Ou seja, a obra de Deus nunca será frustrada, o Seu plano eterno está caminhando para o pleno cumprimento, para que o louvor de todos os remidos seja eternamente direcionado ao Seu grandioso Nome (Fl. 2:10,11).
Assim como Deus trabalhou na vida de Abraão, Isaque e Jacó, apesar de suas imperfeições e faltas, assim também Ele continua trabalhando em nós. O nosso papel como servos dEle é nos engajarmos nesta missão tão preciosa, confiando que esta obra renderá dividendos eternos. Por causa da Sua eterna fidelidade, o propósito de Deus de glorificar o Seu Nome entre os povos será cumprido. Tudo neste mundo está convergindo para este fim.
Por isso, contribuir com missões não é “queimar dinheiro” como muitos afirmam.  Irmãos, quando contribuímos com missões não estamos investindo numa causa falida ou fracassada, não é um passo em falso. Alguns dizem que a igreja deve investir em coisas mais produtivas, afinal os frutos de missões geralmente são demorados. Outros questionam a importância de manter um missionário no coração da África, onde não as condições de vida são extremamente desgastantes para ele e sua família. Pessoas que pensam assim não entenderam o plano de Deus na sua plenitude. O Senhor da seara não terá os Seus planos frustrados, porque Ele é fiel em cumprir tudo o que coopera para o Seu propósito eterno. As palavras de Jesus em Mateus 16:18 são uma garantia de que o propósito final da missão será cumprido: “Eu edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Nada, absolutamente nada, poderá impedir o Senhor de colher os frutos na Sua seara, porque Ele mesmo oferece os meios para o progresso do Seu reino. Ele é o Maestro, que conhece o andamento e o final da música.
Por ser fiel, Deus cumprirá cabalmente o que Ele tem prometido em Sua Palavra. A promessa de um lar eterno nos céus será cumprida, a promessa de que não haverá choro no lar celestial também será cumprida. A fidelidade de Deus é um fator motivador para continuarmos investindo em tornar o Seu Nome mais conhecido e honrado por outras pessoas.  O projeto de Deus certamente será concluído. Muitos projetos humanos começam e ficam pela metade, ou seguem sem direção definida. Mas o projeto de Deus que é glorificar o Seu nome através da redenção em Cristo, nunca será frustrado. A causa do Senhor será levada a bom termo: “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará” (1 Tes. 5:24). Precisamos crer neste ensino teológico, e vivermos à luz desta verdade bíblica.
Contribuir com missões é um enorme privilégio porque demonstra que a nossa visão não está limitada a resultados imediatos e que estamos focados na fidelidade de Deus em realizar o Seu maravilhoso plano. Ele é o Dono da obra, nós fomos chamados para sermos cooperadores. “Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.” (1 Cor. 3:6).
É a fidelidade de Deus às Suas promessas que garante que o homem pecador seja conduzido a Cristo pela pregação do Evangelho. Esta é outra motivação que nos impulsiona a contribuir, pois a missão está alicerçada no Deus fiel, que cumprirá Sua vontade de forma cabal. Eu e você, que fomos feitos filhos de Deus, precisamos sair do comodismo e confiar plenamente no Dono da Igreja, que nos redimiu para uma viva esperança. Somente assim, teremos um coração que se alegra em contribuir com missões.

MENSAGEM PREGADA NO ACAMPAMENTO ILHA DO TESOURO
RETIRO DE CARNAVAL - ÊNFASE EM MISSÕES - 09/02/13 A 12/02/13

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